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segunda-feira, 14 de maio de 2012 Bancos, bolsa, Brasil, Câmbio, Empresas, Imoveis, Investimentos, Juros no Brasil, Politica Economica | 14:24

Próximo item na agenda da Presidenta: desindexação

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A Presidenta Dilma parece estar determinada a terminar sua lista de pendências. De acordo com as notícias dos jornais, depois dos juros e do câmbio, ela estaria agora de olho na desindexação de alguns contratos de concessão de serviços públicos que serão renovados nos próximos anos. O entendimento do governo é que a indexação de tais tarifas à inflação passada promove uma rigidez inflacionária, ou seja, um importante componente da inflação corrente fica fixo. Isto faz com que todo esforço de reduzir a inflação fique concentrado nos outros itens do consumo das famílias, o que demanda um aperto maior da política monetária e uma elevação maior dos juros. De fato a existência de preços que sejam indexados a inflação passada cria uma inércia na taxa de inflação que torna o trabalho de eventualmente reduzir as metas de inflação para patamares condizentes com juros nominais menores muito mais lento e difícil. Acabar com esta indexação é algo importante se quisermos caminhar para taxas menores de juros e de inflação.

Contudo, eu acredito que tal esforço de desindexação das tarifas públicas possa nos levar a um debate mais amplo sobre a indexação em nossa economia. A indexação é uma espécie de ponte com o nosso passado inflacionário. Ela serve para proteger o sistema de elevações inesperadas das taxas de inflação. Porém esta ponte com o passado acaba trazendo custos, pois cadeias inteiras de preços e custos são reajustadas independentemente de variações na sua demanda e oferta. E isto não fica apenas restrito ao universo das tarifas de serviços públicos.

Além das tarifas de serviços de algumas concessões públicas, outros contratos privados e públicos são indexados à inflação passada, como os aluguéis e próprio salário mínimo, além dos títulos da dívida pública indexados ao IPCA, as famosas NTN-B´s, empréstimos, etc. A indexação em todos estes contratos coloca de fato uma inércia na inflação futura, impedindo uma queda maior da mesma, o que impede que os juros básicos sejam reduzidos para os níveis praticados em outros países. Logo, eliminar a indexação em tais contratos seria extremamente positivo, pois reduziria tal inércia dos preços e permitiria uma convergência mais rápida para juros compatíveis com os praticados internacionalmente. Além disto, eliminaríamos mecanismos de proteção para alguns setores da economia que hoje não têm um estímulo muito grande para resistir a aumentos de preços. Se o preço de venda de meus produtos ou os meus rendimento são automaticamente reajustados pela inflação passada, minha resistência em aceitar aumentos em meus custos fica muito reduzida.

O grande problema de tal desindexação geral estaria em como fazê-lo sem ferir os contratos existentes, sem criar problemas para a condução da política monetária, sem assustar investidores e empresários e sem ferir os compromissos políticos e programáticos.

Vejam abaixo alguns aspectos de um eventual processo geral de desindexação e seus impactos na economia:

  • É preciso tomar muito cuidado na maneira que tal desindexação seja implementada de tal forma que os contratos vigentes sejam respeitados, e que as mudanças apenas atinjam os contratos novos. A Argentina é um ótimo exemplo de como não fazer as coisas. Quebrar contratos vigentes aumenta insegurança jurídica e afasta capitais estrangeiros e investimento em projetos de prazo longo.
  • É preciso avaliar se é adequado fazer tais mudanças num ambiente de maior incerteza inflacionária, onde juros foram trazidos para um patamar inédito em nossa economia, câmbio foi desvalorizado em mais de 20% e medidas de estímulo ao crédito estão sendo implantadas. Os agentes precisam de um tempo para se acostumar com a nova política econômica adotada pela Presidenta Dilma. Os impactos das mudanças já adotadas na inflação futura e no nível de atividade são bastante incertos. Retirar a proteção ou hedge inflacionário provido pela indexação de alguns contratos poderia desancorar as expectativas de inflação futura e forçar o BC a reverter a trajetória de queda de juros. Em outras palavras, as mudanças na política econômica que vem sendo adotadas nos últimos anos são profundas e precisam ser implementadas com parcimônia.
  • É importante considerar também que a desindexação dos futuros contratos de concessão poderia reduzir a participação do setor privado nos investimentos em infraestrutura ou demandar retornos maiores por parte deles em tais negócios. Ao retirar a desindexação destas tarifas, o retorno de investimentos em concessões públicas ficaria exposto a variações inflacionárias. Como os custos dos operadores de concessão de serviços públicos sobem com a inflação, e a receita estaria fixa, os lucros das concessionárias cairiam caso a inflação ficasse acima do esperado. Dada esta incerteza sobre a inflação futura, as concessionárias iriam demandar tarifas maiores, que elevariam a inflação num primeiro momento, ou exigiriam taxas de retorno maiores na aquisição destas concessões, o que aumentaria o custo para a sociedade. É muito importante que os contratos de concessão prevejam algum mecanismo de proteção ao concessionário caso a inflação fique acima de certo patamar ou caso seus custos subam acima de um nível máximo.
  • É importante analisar a questão do salário mínimo. A lei atual indexa o salário mínimo à inflação passada e à taxa de crescimento da economia. Trata-se de uma política de elevação do salário real dos trabalhadores, que promove uma redistribuição da renda do topo e do meio da pirâmide social para a sua base. De fato as medidas recentes do governo são neste caminho de favorecer os salários em detrimento dos lucros dos empresários e dos ganhos sobre o capital. Esta é uma plataforma política muito importante do atual governo, e, portanto é bastante improvável que tal indexação do mínimo seja alterada. Porém manter o salário mínimo indexado à inflação passada por lei é completamente inconsistente com um programa de desindexação geral da economia
  • É também importante que se considere uma eventual revisão da política de reajuste salarial nas negociações coletivas junto aos sindicatos. Hoje tais negociações já partem da total reposição da inflação passada, o que acaba indexando a folha de pagamento das empresas à inflação passada. Num ambiente de desindexação, tal prática precisa acabar ou ser repensada. Como fazê-lo? Nas economias onde tal desindexação geral é mais disseminada, os contratos coletivos de trabalho representam uma parcela pequena dos salários totais da economia, e as negociações individuais entre empresas e seus funcionários são a regra geral, o que acaba deixando os salários mais sujeitos a variações do mercado de trabalho. Tal mudança seria consistente com um cenário de eliminação da indexação em nossa economia. Contudo, dada a plataforma do governo de proteger a classe trabalhadora, seria improvável um movimento nesta direção. Assim a pressão de custos sobre as empresas que sejam intensivas no uso de mão de obra, como o que ocorre no setor de serviços, deve continuar bastante forte.
  • É normal surgirem no bojo destes debates algumas propostas para mudar a composição dos índices de inflação usados na correção de alguns contratos e adotados pelo BC no sistema de metas de inflação. Tais mudanças visariam excluir de seu cálculo aqueles itens que são indexados à inflação passada ou que apresentem uma maior volatilidade. O precedente político aberto pela mudança das regras da poupança viabilizam tais debates. Há alguns fundamentos conceituais para justificar tais mudanças, uma vez que não faz sentido submeter a política de fixação de juros do BC a preços que são insensíveis a flutuações das taxas de juros devido à sua indexação ou à sua mecânica de formação, como no caso de alimentos, onde a oferta é muito pouco influenciada pelas taxas de juros correntes. Novamente é preciso ter muito cuidado em tais mudanças, pois embora algumas sejam até bastante razoáveis conceitualmente, sua implementação precisa ser planejada com muita antecedência para que tais alterações não sejam vistas como quebras de contratos ou calotes, ou como uma flexibilização excessiva da política monetária sinalizando uma maior tolerância à alta da inflação, algo que acabaria promovendo uma elevação geral de preços. Além disto, num ambiente onde vários fundamentos da política econômica estão sendo mudados, é perigoso demais mexer em tudo ao mesmo tempo.
  • Os títulos da dívida pública indexados à inflação, as NTN-B´s, oferecem uma proteção anti-inflacionária ao chamado capital financeiro, risco inflacionário que é transferido para os cofres públicos. É razoável que alguns questionem, dentro de um ambiente de desindexação geral, se faz sentido oferecer ao capital financeiro tal proteção inflacionária à custa do Tesouro Nacional. Debates em torno deste tema são esperados dentro de um programa de governo que pretende com suas medidas transferir renda do Capital para o Trabalho. Logo, o capital financeiro tende a ser punido.  Porém, é muito importante que qualquer medida neste sentido não atinja os títulos já emitidos e  que o índice de correção monetária destes títulos não seja alterado, pois isto levaria a um cenário de incerteza que seria muito prejudicial para as finanças públicas e para a rolagem da dívida pública. Para se limitar tal indexação, bastaria que o Tesouro suspendesse ou reduzisse a emissão de títulos indexados à inflação, favorecendo a emissão de papéis com juros pré-fixados. Isto elevaria o custo de financiamento do Tesouro num primeiro momento, pois os investidores iriam demandar juros maiores para fixar o rendimento de seus investimentos de longo prazo, porém isto seria muito consistente com um cenário de desindexação.
  • Seria importante também que os novos contratos de financiamento bancário de longo prazo também fossem desindexados. Os CDI, TJLP, TR deveriam ser abolidos nas novas operações de crédito.  Tal medida aumentaria o risco de descasamento financeiro das instituições financeiras, que captam depósitos de curto prazo, cujos juros variam de acordo com a taxa Selic, e emprestariam a taxas fixas por prazo longo. Isto poderia aumentar o custo nas operações de financiamento de longo prazo, porém este custo seria consistente com um cenário de desindexação de contratos. É natural que contratos a taxas fixas de longo prazo tenham juros maiores, pois estão sujeitos a um risco maior decorrente de possíveis altas da inflação e dos juros.
  • No caso dos aluguéis, a vedação do uso de indexadores em contratos novos seria também bastante consistente com um processo geral de desindexação. Isto poderia elevar os aluguéis em primeiro momento, em particular a luz da recente alta do preço dos imóveis.

Enfim, não estou aqui recomendando tais medidas, pois não é o papel desta coluna. Tampouco estou dizendo que todas elas serão implementadas. Porém a nossa Presidenta tem feito o que disse que iria fazer. E a desindexação está na mira dela. E acho que o tema desindexação vai além das tarifas públicas. Pretendi  apenas expor aos leitores algumas das implicações que um provável debate sobre desindexação teria nos vários aspectos de nosso cotidiano.

Em todas as mudanças há riscos. E quanto mais se muda, mais risco se adiciona. E não há como evitar os custos em tais mudanças. A eliminação da indexação da economia aumentaria a incerteza dos agentes num primeiro momento, aumentando o risco nos investimentos de longo prazo. Este aumento de risco implicaria em aumento de custos que, na medida em que o processo de desindexação caminhe com sucesso, cairiam. Por outro lado, acho que em algum momento teremos que fazer como o conquistador espanhol Hernan Cortez, quem em 1519 ao chegar ao México mandou queimar os navios que transportaram suas tropas, sinalizando que a sorte dos soldados seria decidida no México, e que não haveria rota de fuga para os “covardes”. A indexação é o nosso navio de fuga. Ao queimarmos tal navio estaremos aumentando nossa aposta num ambiente de inflação menor e estável, alinhando os interesses de toda a sociedade neste sentido.



Mas e depois disto, o  que será que vem na agenda de nossa Presidenta?  Fácil: tributação e impostos… Porém acho que isto fica para o segundo mandato.

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39 comentários | Comentar

  1. 89 davips 26/05/2012 3:56

    Quem acha errado dizer “presidenta” deveria estudar linguística ou pelo menos fazer melhor proveito dos artigos que lê.

    • Ricardo Gallo 27/05/2012 2:30

      concordo……

  2. 88 Bruno 16/05/2012 15:59

    Ricardo,
    No final o que vemos aqui nos comentários é um enorme debate, aonde ninguem esta disposto a ceder primeiro. Os trabalhadores “indexados” alegam que sem isso, perderia suas defesas contra o “futuro” nebuloso caso o mesmo ocorra. Do outro lado os que pagam aos “indexados” alegam que se são penalizados em suas folhas com a indexação, nada mais justo que penalizar seus clientes através da indexação, e por ai vai.
    Acredito que a indexação é algo que deveria ser abolido da nossa economia, porém a partir daqui. Sempre respeitando os contratos passados (como você comentou), e começar pelo governo em não mais emitir títulos indexados. Isso seria o primeiro movimento a favor do fim da indexação.
    Na sequência as renovações dos serviços públicos tambem seriam desindexados.
    Com tudo isso, a opinião pública estaria mais do que convencida de que o governo esta realmente propondo a desindexação, fazendo um efeito dominó.
    É algo que levará tempo, mas precisa ser iniciado, e quem pode “bancar” esse inicio é apenas o governo.

    • Ricardo Gallo 16/05/2012 19:42

      sim.

  3. 87 JIL 16/05/2012 14:40

    Eu não acho que a Presidente tenha na sua agenda um item “desindexação” do mesmo jeito que tem um “redução dos juros”.

    Me parece que ela sabe que não pode conduzir uma luta contra a desindexação como a Blitzkrieg que o governo e o BC estão operando no campo dos juros (com os riscos que sabemos).
    Acho que o objetivo dela é mais modesto e se limita de fato, a curto/médio prazo, a tentar a desindexação dos contratos de concessão de serviços públicos, quando da renovação dos mesmos.

    A nossa Presidenta é bastante inteligente e como economista me parece que ela está ciente dos excelentes pontos que você colocou no seu post. Portanto acho que ela não vai correr o risco de “mudar tudo ao mesmo tempo” e aumentar a incerteza dos agentes econômicos…

    Além dos ótimos pontos do seu post, acrescentaria que uma luta total contra a indexação só pode ser levada a longo prazo, pois além de afetar os itens listados (TR, poupança, índices de inflação, títulos públicos, etc), temos mais dois componentes importantes: um é a pouca importância da Concorrência na mentalidade brasileira e o segundo é o grau de procura por uma melhor produtividade dos fatores. Os dois mexem com a mentalidade empresarial e do consumidor, e como tudo neste campo das mentalidades, a evolução só pode ser lenta.

    No passado tínhamos um consumidor pouco exigente e um empresário que muitas vezes ganhava COM a inflação e pouco interessado em ganho de produtividade, racionalização dos processos produtivos. As coisas mudaram desde 1994, mas nem tanto assim a ponto de podermos comparar o ambiente concorrencial brasileiro ao dos grandes países “ricos”.

    A minha certeza é que os espaços para ganhos fáceis estão se reduzindo cada vez mais e que o setor produtivo vai ter que aprender rápido a ganhar em produtividade.

    • Ricardo Gallo 16/05/2012 19:43

      A minha certeza é que os espaços para ganhos fáceis estão se reduzindo cada vez mais e que o setor produtivo vai ter que aprender rápido a ganhar em produtividade.

      ( meu comentario: concordo 196%)….

  4. 86 Marcio Dutra 16/05/2012 14:07

    Tenho certeza que a indexação é justa. ou melhor uma “forma” de repor as perdas.

    O que falta para o Governo é aplicar regras que o mercado já tem ha anos:

    PRODUTIVIDADE!!!

    Reponho sua inflação, mas quero redução no preço por sua Produtividade!

    Se não conseguiu produtividade, azar o seu, foi incompente. Quero redução de 2% ao ano por Produtividade.

    abraços,
    Marcio

    • Ricardo Gallo 16/05/2012 19:43

      viji! produtividade, esta eh a palavra chave!!! em tudo que eh setor…..

  5. 85 Roberto 15/05/2012 16:09

    Muito boa Gallão!

    Ops, Ricardo Gallo para alguns eleitores não ficarem chateado.

    Não conheço muito de economia, apesar de gostar muito.

    Mas a dúvida é a seguinte:

    Imagino como qualquer mudança na vida, haverá grupos que irão ganhar com a desindexação e outros que irão perder. Grupos como a CCR, Light, Eletropaulo, Telefonica, etc poderão perder.
    Outros provavelmente vão ganhar (espero que grande parte do povo esteja incluso nessa!), mas enfim, desculpe a minha visão simplista do assunto, mas qual a sua visão? Quem perde e que ganha com todas essas mudança?

    Grande abraço do seu conterrâneo de Poli!

    Roberto

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 17:22

      quem perde? quem ganha? vai depender de como as tarifas vao ser fixadas. muito cedo dizer. abracos robertao!

  6. 84 Carlos Eduardo 15/05/2012 15:58

    mas eu duvido MESMO!

  7. 83 marcelo 15/05/2012 7:54

    Parabéns à nossa presidenta por mais essa iniciativa de acabar com as mazelas deste país

  8. 82 PauloRick 15/05/2012 2:44

    Como podemos ver, tem gente contra isso, e para tal inventam falácias, um dos motivos da inflação não cair mais, é EXATAMENTE, a indexação automática, como existem em vários contratos de concessão e das privatizações. Prêmio para um serviço ruim, é correção monetária automática e tarifas absurdas, indexação é um tipo de correção monetária, algo que já deveria ser instinto. E isso nada tem haver com Banco Central.

  9. 81 Marcelo Schmidt 15/05/2012 2:18

    Podem desindexar tudo… mas depois não reclamem se as grandes categorias de trabalhadores param o país para reivindicar as perdas passadas através de um mínimo de reposição salarial… se a presidenta está pensando em “desindexar nossos salários” ou a esperança de aumentá-los… pode esperar que a sua batata já está no fogo…
    Assinado : Trabalhadores em transportes, energia e petróleo, educação, saúde, metalúrgicos, bancários e funcionários públicos em geral…

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 13:13

      ok. o que voce coloca muito bem eh o que eu defini como disputa entre o capital e o trabalho. de fato a manutencao desta sistematica que voce defende irah reduzir os ganhos do capital e irah aumentar os ganhos do trabalho. porem eu repito, acho que eh inconsistente com um program de desindexaçao. nao sou contra nem a favor, soh estou dizendo que eh inconsistente….. e disse claramente que nao me parece ela esteja pensando nisto…. agora, se inflacao subir, economia desaquecer e desemprego subir, a forca das greves deve cair e bastante. ja vimos isto no passado….. logo, torça para manter inflacao sob controle e economia crescendo senoa as greves… nao funcionam….

    • Marcelo Schmidt 15/05/2012 2:20

      Nós já queimamos os nossos próprios barcos há muito tempo…

  10. 80 Antonio 15/05/2012 0:56

    Ricardo a desindexacao seria ótimo para diminuir inflacao, entretanto, nao podemos esquecer que as empresas tem seus lucros na receita que corrigida e indexada permite que paguem o aumento do salário mínimo, o aumento da mao-de-obra para investimentos, o aumento da energia das geradoras. Acho que ela está exagerando e indo pelo caminho errado, diminuir os custos do Estado, diminuiria a dívida pública e aumentaria os investimentos através de dois mecanismos (diminuicao de dívida + corte de custo da máquina). Atrelado a diminuicao do custo da máquina e pagamento de menos juros, poderia-se diminuir impostos e aplicar em educação. Nao adianta ir buscar na iniciativa privada o dinheiro para manter este Estado gastador, tem que fazer o dever de casa – diminuir custos e corrupcao, além do que quebrar contratos nos aproximaria da Argentina e Venezuela, o que seria péssimo para o país – ficaríamos décadas sem investimento estrangeiro.

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:44

      receita corrigida: somente as empresas concessionarias tem isto e ela pretende acabar com isto. o resto da economia tem seus precos e volume de vendas fixados pelo mercado. pela oferta e demanda. anyway, como em todo na vida, ha dois lados…

      porem tem mesmo que achar algum jeito de poupar…. via estado? nao sei…

  11. 79 Gil Montes Claros MG 15/05/2012 0:51

    Pelo amor de Deus parem de puxar saco da “presidenta” o correto é A PRESIDENTE. Não existe esse termo presidenta. AFF

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:46

      existe….. assim como o nome do presidente lula era luis e chamavam-no de Lula, eu posso chamar a nossa presidenta, democraticamente eleita, de presidenta. ela gosta de ser chamada assim, assim como lula preferia lula a luis…. me de este direito, por favor???

      e se voce tivesse tido tempo de ler o artigo e nao tivesse ficado apenas no titulo veria que eu nao fui exatamente”puxa…”, que tambem creio ser um vernaculo mais inadequado que pesidenta….

  12. 78 EDGARD TRAVASSOS 14/05/2012 23:33

    INDEXAÇÃO E TAXA DE JUROS SÃO SINTOMAS DO AMBIENTE INFLACIONÁRIO E DO “PREÇO” DO DINHEIRO NO MERCADO, RESPECTIVAMENTE. AS CAUSAS DA DOENÇA INFLACIONÁRIA E DO BAIXO CRESCIMENTO SÃO OUTRAS: EXCESSO E INEFICÁCIA DOS GASTOS PÚBLICOS, SISTEMA TRIBUTÁRIO IRRACIONAL E TAXAS BAIXAS DE POUPANÇA E INVESTIMENTO. NUNCA VI CURAR DOENÇA SEM ATACAR AS CAUSAS, APENAS ALIVIANDO OS SINTOMAS. ESTES HETERODOXOS INCOMPETENTES JÁ TROUXERAM DE VOLTA A INFLAÇÃO.

  13. 77 Gilson Vieira da Cunha 14/05/2012 22:44

    Antes da desindexação, ou concomitantemente, não seria melhor reduzir a carga tributária e premiar a competência nos diversos níveis?

  14. 76 toninho 14/05/2012 22:32

    Ué, cade meu comentário?????? Simplesmente deletado???

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:47

      eu leio todos, eu os comento. soh deleto os que acho ofensivo a mim ou leitores. logo, tenha um poko de paciencia…

  15. 75 Jeferson 14/05/2012 22:31

    Ricardo Gallo, a minha pergunta não é sobre desindexação, mas sim sobre impostos, que voce menciona que só deve ficar para 2o mandato … a minha pergunta é simples, hj sabemos que em média de tudo que compramos 40% são impostos … sabemos também que ha muita sonegação de impostos (empresas que emitem nf na metade do valor, etc) … vc ve como possivel algo como o governo eliminar transações financeiras em dinheiro vivo e obrigar toda transação ser feita através de bancos e consequentemente reduzir o impostos dos 40% atuais, para talvez 20% de imposto unico sobre transações financeiras sem perda de receita devido ao q é sonegado hoje ? note que até para darmos esmola a um mendigo seria via transação bancária, sou da area de tecnologia e sei q ja ha tecnologia para que todos tenham um maquina de baixo custo, pequena e portatil para transferencias bancarias …claro q é uma utopia …. mas q vantagens e desvantagens teríamos ?

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:49

      de fato vao ter que rever impostos… o pacto federativo…a questao entre renda e valor agregado… etc…. porem duvido que consigam faze-lo agora.

      eh possivel sim e na pratica ja acontece….porem ainda ha sonegacao… acho que o problema da sonegacao eh que tem muito impostop… se reduzissemos os impostos, ela cairia. custa muito sonegar…

      ps: acho que um cpmf simbolico ajudaria o controle do moimento em conta. o problema eh que começa simbolico e termina substantivo!

  16. 74 Carlos 14/05/2012 20:52

    Desindexação ? Legal !

    A inflação está em um patamar (6,5%), que caso aconteça a desindexação quem vai pagar a conta são os salários.

    Já foi tentado isso no plano real e quem ficou para trás ? Os salários é claro.
    Ninguém vai querer desindexar o preço de seus produtos.
    Lembra da passagem da URV para o Real ? Foi uma brutal desindexação, dos salários.

    O salário mínimo aumenta e mesmo quem não tem empregado com salário mínimo quer reajustar os preços.

    Me corrija se eu estiver errado:
    Salário mínimo aumentou 14% isso não significa que os preços precisam ser reajustados nesse patamar, pois salários são apenas uma parte dos custos.
    Com inflação de 6,5% pode-se dar um aumento de 10% que os preço não precisam necessariamente serem reajustados em 10%.
    Mas se os preços aumentarem em 6,5% (média) e os salários ficarem em 3% com o passar do tempo… já viu!!!!

  17. 73 Well 14/05/2012 20:39

    Se não renvar com a Ponte S/A e outras concessões antiga que tinham o valor com calculo inflado ai sim pode ser levaado a sério, os juro ainda falta muito para chegar a um patamar aceitável.

  18. 72 luiz 14/05/2012 20:37

    RICARDO, VC ESCREVE BEM, MAS É PRESINDENTE, OU PRESIDENTA, COISA FEIA, PARA NOSSO PORTUGUES, NAO ACHAS.

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:51

      é lula ou luis? eu a chamo de presidenta carinhosamente, pois ela gosta. ok? me de este direito.

  19. 71 Jenner J Cruz 14/05/2012 20:16

    Dilma é muito ousada. Está abrindo muitas frentes de batalha simultâneas. Sua agenda de reformas, porém, diverge daquela dos formadores de opinião mainstream. Refiro-me a economistas de bancos e comentaristas da grande imprensa, que têm se mantido cautelosos. Acho que todos estão esperando algum sinal ou deslize para caírem matando… O que lhe faz pensar que ela abrirá mais uma frente de batalha?

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:52

      ela vai abrindo… vai abrindo… uma apos a outra. lutadora. posso discordar das coluçoes e de alguns caminhos, porem a presidenta eh determinada.

  20. 70 ANTONIO JOSE 14/05/2012 20:02

    SÓ PEÇO QUE AS VIUVAS DO FHC PAREM DE URUBUZAR A PRESIDENTA.
    ACREDITO EU QUE O MERCADO DEVA SER REGULADO PELA LEI DA OFERTA E PROCURA.

  21. 69 JOEL 14/05/2012 19:29

    O processo de desindexação é tão complexo, conforme destacou o Ricardo, que mesmo que tivesse sido tentado pelos governos anteriores, ou teriam fracassado ou teriam gerado um custo social e econômico maior que o benefício. Concordo também que agora é o momento e pensando nisso recentemente (assim que começou discutir a redução da taxa, a primeira coisa que me ocorreu foi a desindexação), me ocorreu que há formas de se fazer tal medida sem criar um trauma significativo. Penso que tem que haver coragem e uma coisa que tenho visto na Dilma é coragem, assim é apenas botar a cabeça para funcionar que a solução aparecerá.

  22. 68 ENIO 14/05/2012 19:13

    ENTENDO QUANDO MEMBROS DO GOVERNO SE REFEREM A CHEFE DO EXECUTIVO COM A EXPRESSÃO “PRESIDENTA”, POIS ELES SÃO SUBORDINADOS, E DILMA DEU A ORDEM DE UTILIZAÇÃO ORRÔNEA DO TERMO, PORÉM, JORNALISTAS, COLUNISTAS, OU QUALQUER OUTRA PESSOA NÃO SUBORDINADA A CHEFE DO EXECUTIVO TEM QUE USAR O TÍTULO DE FORMA CORRETA, OU SEJA, PRESIDENTE.

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:54

      eu nao tenho que usar nada. eu uso o que eu quero. liberdade eh assim. liberdade de imprensa e de expressao. entende?? é lula ou luis o correto??? se ela quer ser chamada assim, que o seja. e nao precisa gritar! 1964 ja acabou ha muito tempo.

  23. 67 Túlio Carvalho 14/05/2012 18:56

    parabéns pelo post, ao tentar elencar muitas das consequências de uma desindexação. podemos começar pelos aluguéis. que tal?

  24. 66 Luis da Silva Daniel 14/05/2012 18:38

    Esta conversa de privatização ou concessão com reajustes indexados nos próprios contratos é uma vergonha, e ainda financiaod com dinheiro público vindo diretamente do BNDS.
    Estes consórcios que se unem para abocanhar aeroportos, portos, estradas e ferrovias, etc. são sempre os mesmos: EMPREITEIRAS, BANCOS, ETC., gente muito esperta (vivem enrolados e envolvidos em escandalos) não colocam o seu dinheiro nos negócios.
    Assim é moleza administrar estas concessões públicas e ganhar cada vez mais dinheiro, quero ver colocar do bolso e correr os riscos que qualquer outro empresário (por mais simples que seja) assume nos seus negócios.
    Lucro e prejuízo é inerente a qualquer empreendimento e deve ser assumido integralmente por quem estiver empreendendo, não pode haver este “seguro” consignado nos contratos, garantindo aumentos até acima da inflação, essa corja de espertalhões que assumam os riscos.
    E o que é mais engraçado: REDUÇÃO DE TARIFAS OU AUMENTO DE BENEFÍCIOS NOS SERVIÇOS PRESTADOS POR ESTES ESPERTALHÕES NUNCA ACONTECE – POR QUE SERÁ?

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:57

      bem, entao seria bom que o bndes tambem desindexasse seus emprestimos que financiam as concessoes indexadas….. no, mais eu concordo.

  25. 65 CH 14/05/2012 18:18

    A área mais competente de Lula e Dilma é a de marketing. Consegue transformar o errado no certo e o certo em muito certo, enganando muita gente. Temos que fazer justiça ao Mantega nas medidas anticíclicas, por exemplo, onde o “timing” foi perfeito. Mas no caso recente da “ordem” para os bancos baixarem os juros, entendo que o ideal seria ter criado antes condições favoráveis para isso acontecer (e todos sabem quais são). O “timing” da ação não foi bom – a “intervenção chapa branca” deveria acontecer pontualmente para acelerar o movimento depois. Dentro desse raciocínio, não é melhor tornar o Brasil competitivo na área tributária, trabalhista, estrutural e noutras antes de desindexar? O prêmio de risco de proteção que você citou seria menor ou talvez ficasse esquecido diante do momento propício para a economia com as referidas ações na nossa economia? Para mim, o “timing” agora não é o ideal, vai ser como nos juros, mais medida de marketing (ou de fumaça ou de distração) do que eficaz.

  26. 64 Toninho 14/05/2012 18:04

    Falar em desindexar é uma coisa bonita. Pero, pergunto ao articulista: Voce precisa repor seus custos. Qual é o tempo ideal desta recomposição do seu custo e obter o lucro que o seu negocio precisa? Desde os fenicios há está diferença entre o que voce paga hoje e o que pagará amanhã. E como voce fará um preço justo ao vendedor e comprador?

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 13:00

      voce repoe seus custos se e somente se o mercado ( compradores de seus produtos) quiserem pagar o preco que voce estabeleceu. voce pode aumentar seus precos o qto quiser desde que os compradores queiram pagar por isto. chama-se lei da oferta e da procura. no mundo todo eh assim.

      nos steores regulados basta colocar um mecanismo de gatilho. se inflacao for acima de um certo nivel, voce reajusta tarifa, senao, nao reajusta.

  27. 63 Edivelton Tadeu Mendes 14/05/2012 18:01

    Será que os contratros da Delta estarão no esquema de desindexação?Conforme o Dr.Jorge Hage – aquele do (des)controle -, disse que sim, então não serão!

  28. 62 Luiz Dambroso 14/05/2012 17:19

    a questao da dexindex. e a realimentaçao da inflaçao pela inf. passada, se o copom reduzisse a margem de inflaç. de 2 % a um e meio % nao ajudaria no combate da inflaçao ? forçaria o BC a trabalhar com menas margem e os ivestidores ou os formadores de preços teriam mais segurança no indice inflacionario.

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 13:02

      se bc reduzisse a margem de flutuacao, teria que subir juro …. e manter uma politica monetaria bem mais ativa, com juros maiores e mais volateis…. nao aprece que els queiram isto….

      sao trocas, os trade-offs…. governar eh fazer escolhas… ela ja as fez. e foi eleita. logo, respeitemo-la.

  29. 61 Ernesto da Silva 14/05/2012 16:48

    O Bom Gestor se conhece pelas escolhas dos auxiliares.Será que estão sabendo escolher seus auxiliares? Estadão de ontem,coluna de Ethevaldo Siqueira, “O Brasil precisa de Ministros com competência e seriedade de Higino Corsetti,Quant de Oliveira e Haroldo Mattos, que deram novas perspectivas às telecomunicações do País, de 1970 à 1985.

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 16:55

      entendo. mas o que isto tem a ver com indexaçao?

  30. 60 david 14/05/2012 16:17

    nao vai fazer outra dex………como fez em campanha ref. as creches um brasil carinhoso…..piada creches vai ficar como o pac um e pac dois empacados…….so rindo ta na hora de começar a mudar os rumos herança do sr henrique cardoso este sim competente….

  31. 59 jorge 14/05/2012 15:58

    Simples assim: INDEXAÇÃO = A MAIS INFLAÇÃO. É preciso acabar logo com isso. Alias o Fernando (ganso) Henrique deveria ter feito isso no seu segundo mandato, mas não teve coragem. deixou para o sucessor… o voador Lula, que também não teve coragem… Será que a Dima terá??? espero que sim para o bem do povo e do plano real, pois se continuarmos com essa indexação o plano fará água logo, logo…

  32. 58 COITADO 14/05/2012 15:50

    TÁ NA HORA DA PRESIDENTA VER A SITUAÇÃO DOS MILITARES DO EXÉRCITO, O SALÁRIO MAIS BAIXO DOS TRÊS PODERES. NÃO REIVINDICAM AUMENTO POR FORÇA DE REGULAMENTO

  33. 57 Ernesto da Silva 14/05/2012 15:32

    Acredito que na área econômica o Governo está mais perdido que barata em galinheiro e na infraestrutura mais enrolado que fumo de corda.Quem viver verá.

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:50

      nao acho nao…acho que eles sabem exatamente o que querem e estao indo atras disto…..

  34. 56 Rosivaldo 14/05/2012 15:28

    Excelente! Gostaria muito de entender mais de economia e mercado financeiro! Tem alguma leitura para me indicar? Abraços. oliver0013@yahoo.com.br

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:30

      viji! se eu fosse voce tentava um faculdade de economia. eh mais eficaz. obrigado.

  35. 55 Roberto Machado 14/05/2012 15:27

    Entendo que a dexindexação é boa para as empresas elétricas como a Eletropaulo S.A, pois as tarifas de energia elétrica não ficariam defesadas , dando mais lucro para as Elétricas no Brasil.

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:28

      Pode ser. Vai depender da evoluçao dos custos e dos investimentos das mesmas.

  36. 54 PETRALHAS 14/05/2012 15:22

    Bem como diz o nosso internauta Presidente ou Presidenta, o que se faz necessário é que esta senhora que ainda não demonstrou a que veio, deixe de lado o discurso e parta para ações, só vimos meros ensaios de juros e etc, mas coisas efetivas nada de concreto. Não vimos ninguém que foi pego com dinheiro nas cuecas, com dinheiro dos transportes, com dinheiro da copa, com dinheiro do Lupe ir para a cadeia, ou sequer devolver qualquer quantia surrupiada do estado. Ora do Dilma Presidente ou Presidenta, o país requer ações, discurso e bravatas já bastam as que o seu antecessor ficou fazendo 8anos e a Sra. apoiando as mesmas, pois a senhora foi ministra da casa civil, ou se entenda que tudo sabe, ou também a senhora não sabia de nada, falar é fácil, alias isso é um grande legado do Pt, tem gente que acredita que a senhora esta fazendo alguma coisa, mas para os mais ou menos cultos sabemos que o que a senhora vem fazendo até agora foi é NADA, DILMA SAI DO DISCURSO E PARTA PARA AÇÕES CHEGA DE TANTA BRAVATA.

    • DOUGLAS 15/05/2012 8:00

      Só para esclarecer, aqui é Brasil democratico não Coreia do Norte, quem prende é a justiça, após julgado.

    • roge 14/05/2012 21:39

      caro Hélio, vc é daqueles que lê revista veja e sempre faz o mesmo discurso. Como pode estar tudo errado se o Brasil é a 6ª economia mundial, melhor distribuição de renda, melhor salário mínimo e etc . …Os dados estatísticos que são divulgados por vários institutos de economia de credibilidade internacional, está equivocado? Até acho que vc deva ser culto o que me parece faltar é somente informação sobre o assunto em tela, em vez de apontar os problemas não seria melhor apresentar as soluções.

    • Helio 14/05/2012 16:23

      Parte da quadrilha do Cachoeira, Perillo e Demóstenes está na cadeia… Outra parte não está porque depende decisão do STF, já que são pessoas com foro privilegiado… Aliás, parece que você é velhinho o bastante para não saber que quem julga crimes e condena réus é o Judiciário e não a Presidenta… Não esqueça também que a quadrilha do José Roberto Arruda e seus comparsas do DEM também já estiveram em cana no Governo Lula, assim como o Maluf, o apoiador da candidatura Serra a prefeito, que depois disso nunca mais falou que comer 3 quentinhas por dia era uma boa…

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 16:28

      ? nao entendi? o sr propoe que desindexemos a propina??

  37. 53 TUPY 14/05/2012 14:56

    É uma boa idéia. Detalhe, assim como não existe uma mulher ignoranta, também não existe uma mulher “presidenta”. No nosso vernáculo é a mulher presidente. Vamos respeitar, pelo menos, a nossa língua mãe!

    • Luis da Silva Daniel 14/05/2012 18:45

      Realmente Tupy é um absurdo esta briga sobre o vernáculo PRESIDENTE. Mas, o que seria mais correto, é indicarmos os dicionários que são a fonte das pesquisas e referências.
      Digo isto porque não entendi nada a colocação do Fabiano – 2. Mulher de um presidente -, de onde ele tirou isto?
      Quer dizer que a esposa do Lula era também “PRESIDENTA” do Brasil? A esposa de qualquer Governador de Estado será Governadora também?
      Acho um absurdo quererem “babar no ovo” (apesar de achar que ele não os tem) desta mulher, isto já está se tornando ridículo.

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:56

      gente, ha uma coisa chamada de liberdade de expressao. se eu chamo alguem pelo apelido, nao estou ofendendo. entendam que presidenta dilma é o apelido dela. como lula era o apelido de luis. logo, se ela quer ser chamada de presidenta ou assistenta ou teneta eh direito dela. assim como lula queria que o chamam-se de lula e nao de luis!!!

    • Fabiano 14/05/2012 16:55

      presidenta
      [Fem. de presidente.]
      Substantivo feminino.
      1.Mulher que preside.
      2.Mulher de um presidente.

      Tupy, procure um dicionário antes de falar uma coisa dessas. Antes mesmo da Dilma ter nascido a palavra presidenta já existia nos bons dicionários de língua portuguesa.

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 16:58

      bom ponto… alem disto, é assim que ela prefere ser chamada….. Lembro que Lula tampouco era o nome de nosso presidente mas todos o chamamos assim…. e ainda aguardo os comentarios do tupy sobre a indexacao das ntn-bs….

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:04

      SR, eu respeito sim senhor. Porém ela gosta de ser chamada assim e eu gosto de chamá-la assim. mas o que achou do post?

  38. 52 Serklarvel 14/05/2012 14:39

    Excelente o seu comentário!

    Tenho 2 perguntas:

    (1) essa discussão sobre desindexação não deveria começar só depois que o Bacen conseguisse atingir a meta inflacionária de 4,5% com credibilidade?

    (2) não deveria ser precedida pela mudança da meta de inflação para um nível compatível com a desindexação (ex: 2% a.a.)?

    • Serklarvel 14/05/2012 18:06

      Vc acredita em um processo simultâneo de desindexação e redução da meta de inflação? Para mim faria mais sentido…Grato!

    • Ricardo Gallo 15/05/2012 12:57

      nao eh viavel… primeiro reduz inflacao ai desindexa….

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:05

      1. sim.
      2. muito dificil…. acho que primeiro devemos acabar com desindexaçao e ai ir reduzindo meta gradativamente…0,5% aa….

  39. 51 Serklarvel 14/05/2012 14:37

    Excelente o seu post, como sempre.

    Tenho 2 perguntas:

    (1) essa discussão sobre desindexação não deveria começar só depois com o Bacen perseguindo a meta inflacionária de 4,5%

    (2) trazer essa meta para um nível compatível com desidenxação (ex: 2% a.a.)?

    • teres 14/05/2012 15:20

      No mandato do Lula por três vezes a inflação ficou menor que o PIB, ou seja, na casa dos 2,5%. Portanto, esperar o bco. Central dominar a inflação, tarefa que já foi tentada por Lula e até com grande sucesso, não leva a nada. O trabalho de acabar com a desindexação já começou. Um dos entraves para baixar os juros e controlar a inflação era a poupança pré-fixada em patamares altíssimos, se levarmos em conta a conjuntura internacional. Em 2018 Dilma vai entregar o Brasil nas condições de uma França ou Inglaterra hoje em dia. É só rezarmos para que nenhum Kassab ou Serra apareça para destruir todas estas conquistas.

    • Ricardo Gallo 14/05/2012 15:05

      graciass

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