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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 Juros no Brasil, Politica Economica | 16:52

O regime de metas de juros

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No inicio deste século o Brasil decidiu adotar um sistema de metas de inflação,  adotado por inúmeros países desenvolvidos, visando reduzir a incerteza dos agentes quanto à tendencia da inflação futura.

Inúmeros estudos apontam que a incerteza com relação à inflação futura afeta negativamente os investimentos produtivos. A tese é que uma inflação mais elevada leva a juros mais elevados ou a perda de poder aquisitivo das pessoas, o que reduz a atividade econômica. Ou seja, incerteza é ruim para investimento de longo prazo. Na dúvida ninguém investe.

O modelo então adotado é simples: O BC tem como meta legal a manutenção da inflação dentro de limites (atualmente entre 2,5% e 6,5% aa. ), porém sempre mirando o centro desta banda, ou seja, 4,5%AA. O conceito é simples: se o BC tiver sucesso em tal política ao longo do tempo, os agentes econômicos reduzirão a incerteza quanto à tendência da inflação de longo prazo, o que ajudaria a aumentar o investimento privado e o PIB potencial. O BC teria assim sua credibilidade assegurada, o que ancoraria as expectativas de inflação.

Mas o que significa sucesso na aplicação de tal política? Aí surge a primeira confusão no entendimento sobre o que significa sucesso. Sucesso, neste caso, significa atingir dois objetivos simultâneos:

1. Manter a inflação dentro da banda estabelecida. Embora tal meta seja apurada,  formal e legalmente,  anualmente com base no calendário, os agentes econômicos, pessoas físicas e jurídicas, têm a expectativa que tal banda seja respeitada o tempo todo, ou seja, que a inflação acumulada nos últimos 12 meses não fique abaixo de 2,5% aa ou acima de 6,5%aa  durante todos os meses do ano e não somente em dezembro., pois os gastos e os rendimentos das pessoas ocorrem ao longo do ano todo, não só em dezembro.  Ou seja, é preciso ter consistência no cumprimento da regra ao longo do tempo;

2. Outra coisa igualmente importante, mas ignorada por muitos analistas, agentes, autoridades e jornalistas, diz respeito à convergência da inflação para o centro da meta no longo prazo. Ou seja, para que tal sistema seja crível no longo prazo, é fundamental que a inflação, ao longo dos anos, fique, na média, ao redor de 4,5% aa e que, portanto, fique 50% do tempo acima dos 4,5% (porém abaixo dos 6,5%) e 50% do tempo abaixo dos 4,5%, porém acima dos 2,5%. Isto não tem acontecido há muito tempo.

Se cumprirmos o objetivo 1 e não cumprimos o objetivo 2, estamos dizendo que na prática nossa meta não é 4,5% aa, mas um número diferente.

De 2004 para cá, se analisarmos os dados mensais da inflação acumulada nos últimos 12 meses veremos que:

  • A inflação média foi de 5.44%, ou seja, quase 1% acima do centro da banda;
  • A inflação ficou acima de 4.5% aa. durante 75% do tempo e apenas 25% do tempo abaixo de 4.5%
  • A inflação ficou acima do topo da banda (6,5%) 20% do tempo mas nunca ficou abaixo do piso de 2.5%aa;

Ou seja, os dados reais da inflação nos últimos oito anos nos mostram que, embora a meta oficial seja de 4,5%, com piso de 2,5% e topo de 6,5%, a prática do modelo nos leva a outra conclusão: O centro da meta estaria mais próximo a 5.5%, pois neste caso, 50% do tempo a inflação estaria acima do centro, e as bandas seriam, na prática, 3.5% e 7.5%, números próximos ao mínimo e ao máximo da inflação neste período. Os dados apurados na amostra dos últimos 8 anos me parecem mais consistentes com isto e não com as metas atuais. Porém deixo esta avaliação nas mão dos monetaristas de plantão.

Bem, embora a lei determine algo diferente em seu espírito, temos praticado algo diferente do que nos colocamos a fazer quando criamos este sistema de bandas. Se este de fato é o caso, caberia uma rediscussão aberta da banda e do sistema de metas para que estes estejam de acordo com o que de fato conseguimos fazer, pois não faz sentido adotarmos metas que na prática não conseguimos implantar por razões políticas ou institucionais . Ou seja, temos como meta uma dieta de 1500 calorias, mas de fato ingerimos 2 mil pois não resistimos àquele docinho na sobremesa. Depois de alguns meses descobrimos que nossa perda de peso foi inferior àquela planejada. Aí nós culpamos o regime… Seja qual for o motivo a realidade é que não conseguimos ficar esbeltos.

Obviamente que há enormes custos econômicos e políticos em se rever as metas do BC porém este custo já está sendo pago com juros e multas, em termos de perda de credibilidade do BC. Um dos motivos que nossos juros no Brasil são bem maiores do que no resto do mundo é que nossa credibilidade monetária é muito ruim por razões históricas (tivemos uma baita hiperinflação… algo que nem Índia nem Turquia tiveram em sua história econômica do pós-guerra). Logo, para merecermos juros menores temos que ser duas vezes mais austeros neste front.  Ou seja, nosso passado de alcoolismo nos impede de tomar aquele chopinho no fim de semana. Mas se não conseguimos ter uma inflação de 4.5%%, então seria bom avisar os agentes e estabelecer novas metas e arcar com os custos desta decisão de uma vez, assumindo que de fato não conseguimos nos liberar do alcoolismo de uma vez. Se este é o nosso caso, vamos assumir.

Outra questão diz respeito a que instrumentos são utilizados para atingir tais metas.

O sistema de metas recomenda que o principal instrumento a ser utilizado pelo BC para assegurar o atingimento de metas seja o juro básico fixado pelo COPOM.  A coisa funciona assim: em condições normais do ciclo econômico, os juros servem como instrumento de controle da demanda, demanda esta decorrente do consumo ou do investimento acima ( ou abaixo ) da capacidade produtiva daquele momento. Se a demanda está abaixo da capacidade ótima de utilização dos fatores de produção (capital e trabalho), o BC reduz os juros, o que estimula a demanda. Ou, no caso inverso, quando a demanda está acima da capacidade de produção, por haver gargalos no sistema produtivo, na infra ou no estoque de capital humano, o BC sobe os juros básicos evitando que os preços subam por excesso de demanda sobre a oferta. Ou seja, os juros básicos fazem um ajuste fino na demanda de tal forma que ela se adeque ao nível de oferta existente, evitando variações de preços fora dos limites fixados pelo regime de metas.  Este ajuste se faz através do canal de crédito, ou seja,  os juros básicos atuam no processo de transformação de nossa poupança em investimento ou em consumo as famílias.  Juros maiores implicam em crédito mais caro e, portanto, uma demanda menor e vice versa.

Contudo, as vezes o canal de crédito (como é chamado o sistema financeiro bancário e de mercado de capitais) não reage de uma maneira adequada a tais flutuações das taxas de juros. O canal pode ficar entupido por questões estruturais, o que demanda uma redução muito grande dos juros. Ou o canal fica aberto de demais, o que acaba exigindo uma elevação muito grande dos juros para conter a demanda e evitar a formação de bolhas. Este tipo de situação pode levar a uma volatilidade excessiva dos juros o que acaba também inibindo muito o investimento ou causando bolhas. Assim sendo, os economistas tem cada vez mais aceitado o uso de outros instrumentos, os chamados instrumentos macro prudenciais, na condução da política monetária. Tais instrumentos, como a imposição de depósitos compulsórios nos bancos, de  limitações quanto ao tipo de crédito ofertado, de mudanças nos limites de alavancagem dos bancos e outras mudanças regulatórias, tendem a atuar diretamente na oferta de crédito do sistema, o que acaba reduzindo as flutuações necessárias da taxa base de juros, servindo, portanto, como um complemento importante da política monetária.  Tais medidas macro prudenciais têm tido uma maior aceitação por parte dos economistas, porém seu uso ainda é um tanto controverso, uma vez que fica difícil mensurar seus efeitos, o que dificulta a administração de sua dosagem.

O BC do B tem cada vez mais utilizado tais instrumentos macro prudenciais, porém há algumas considerações importantes que limitam sua eficácia no caso brasileiro. No Brasil o crédito dirigido pelo Estado é pouco sensível a mudanças na política monetária, devido à atuação agressiva dos bancos públicos, BNDES, CEF e BB, que expandem sua oferta de crédito a uma velocidade que não varia em função do juro básico, que não é afetada pelas medidas prudenciais e através de empréstimos a taxas de juros inferiores àquelas praticadas no mercado.  Isto acaba demandando uma maior agressividade do BC no uso de seus instrumentos, pois sua atuação fica limitada a 50% do canal apenas.

Enfim, é assim que temos funcionado nos últimos 10 anos, com relativo sucesso, a luz da experiência hiperinflacionária do final do século passado.

Contudo, recentemente temos visto algumas ações de política econômica que podem afetar a credibilidade do sistema de metas pois se utilizam de meios não ortodoxos no combate à inflação.

O governo tem usado sua capacidade regulatória para limitar aumentos de preços que hoje são por ele administrados, como no caso da gasolina e da energia elétrica. Também tem atuado politicamente no sentido de evitar que outros preços subam, como no caso das tarifas dos ônibus nas grandes cidades. Estes itens pesam bastante no índice oficial usado para cálculo da inflação e na mensuração do cumprimento do regime de metas, o IPCA. Ao limitar administrativamente a elevação de tais preços, o governo acaba reduzindo o índice oficial de inflação, o que ajuda a colocar a inflação oficial mais próxima do centro da meta.

Outra prática usada é o uso desonerações tributárias seletivas e dirigidas. O governo tem reduzido os impostos que incidem sobre certos produtos, para tentar induzir uma redução de seus  preços, que pesam bastante no cálculo do índice de inflação medida pelo IBGE, o que evita mudanças na política monetária.

Tais medidas de fato reduzem a inflação medida no curto prazo. E são, portanto, positivas para os consumidores.

Contudo, como tais mudanças são feitas muitas vezes sem levar em conta a situação real de oferta e demanda de tais serviços ou produtos, há o risco do governo reduzir os impostos de um produto onde há claramente problemas de oferta. Nestes casos a redução de preços pretendida não se materializa, pois ela se transforma em margem de lucro dos produtores. E naqueles casos onde o governo consegue evitar que tal prática ocorra, como no caso dos preços administrados pelo governo, há o risco da demanda por tais serviços subir em função da queda de preços induzida pelo governo, o que pode gerar gargalos, dependendo da situação de oferta daquele produto. Por exemplo, a redução das tarifas de energia elétrica pode levar a um aumento do consumo de energia num momento em que os nossos reservatórios hídricos estão baixos. Finalmente há também o risco de se alterar artificialmente à alocação de capital por parte do setor privado: o capital foge dos setores onde os preços estão sujeitos a intervenções frequentes do governo e vai para os setores onde a intervenção é menor. Isto pode ser visto claramente na bolsa, quando vemos as ações da Petrobrás e Eletrobrás despencando, enquanto as ações de empresas de setores ligados ao consumo estão subindo bastante. Ou seja, acaba-se reduzindo o custo do capital das empresas ligadas ao consumo e aumentando o custo de capital das empresas geradoras de energia. Isto só aumenta o desequilíbrio entre oferta e demanda no longo prazo.

Outro aspecto importante diz respeito à política cambial.  Não é compatível se ter uma meta cambial e de inflação ao mesmo tempo. Vivemos isto depois do plano real e deu no que deu. Logo, toda atuação do governo no sentido de usar o cambio para evitar a elevação de preços dos bens comercializáveis (bens que são “exportáveis ou importáveis “) gera uma transferência artificial de renda dos exportadores para os consumidores e para os produtores locais de bens e serviços. Isto tem consequências nefastas para a indústria e para a balança comercial no longo prazo. As atuações recentes do BC no mercado de câmbio dão uma sensação de que o BC pode estar usando o câmbio como um instrumento para ancorar a inflação.

Enfim, quando o governo começa a intervir em alguns processos de formação de preços privados, com o aparente objetivo de reduzir a inflação medida, dá uma sensação que o governo tem como principal meta, não mais manter a inflação real no centro da meta, mas manter os juros baixos.

Reduzir os juros é um objetivo nobre e necessário. Porém se esta de fato for a principal meta do governo no front monetário seria fundamental que o governo mudasse o sistema de metas de inflação apara acomodar tal meta, evitando assim que se crie uma tremenda bagunça nos preços relativos da economia, o que tem um efeito terrível na alocação de capital nos investimentos produtivos. Há custos e benefícios em todas as medidas econômicas, e governar é fazer escolhas. Não sei se os agentes econômicos entenderiam bem a aceitação de um nível de inflação maior para acomodar juros menores, uma política de gastos públicos expansionista, um sistema de crédito dominado por entidades do setor público e uma política cambial oportunista, pois nunca se sabe como esta coisa toda acaba.   Porém tais escolhas precisam ser claras, explícitas e debatidas com a sociedade, com o risco de termos a nossa credibilidade minada. Já passamos  por isto no passado. Os argentinos não conseguem sair disto. E os custos são óbvios.

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25 comentários | Comentar

  1. 75 Luiz C Dambroso 14/02/2013 16:57

    Ric este “ajuste fino atraves dos juros” tem um efeito colateral nefasto qdo eh feito para ciama: sangrar ainda mais os cofres publicos, li numas colunas q o pais deve economizar cerca de 20 bi com as reduçoes dos juros, isso investido em infra e em educaç ajudaria acombater a inflaç no futuro. eh claro q essas “manobras” tambem tem seus efeitos colaterais ruim, mas “tudo eh questao de escolha”.

    • Ricardo Gallo 15/02/2013 11:55

      olha, 20 bi é 0.5% do PIb….

      se nossa divida liquida é de 35% do pib e juro real subir 2 pontos durante um ano, isto aumenta gasto do governo em 0.7% do PIB num ano…. eh grana mas nao eh tao nefasto assim…

      pensa assim: para cada 1% de aumento de inflaçao, a renda do trabalhador cai 0.5% para sempre….. nossa indexaçao eh anual…nao mensal… logo….

      alem disto, imagine o caso da minha tia que guardou dinheiro a vida toda e hoje vive desta poupança acumulada com trabalho ao longo da vida toda…. infelizmente a aposentadoria paga pelo estado é pessima…logo eh preciso complementar a dita , com poupança….

      masv hoje a inflaçao elevada destroi o valor real, o poder de compra, da grana dela de forma definitiva. poupança guardado com suor, pois ela preferiu nao ter um carro novo, um celular novo, etc…….. o juro pago na poupança eh inferior a inflaçao…. e ai? como ela faz??? eh melhor prejudicar minha tia do que o jovem que toma dinheiro financiado na caixa para comprar casa propria??? ou seja, para o devedor tudo, para os credores… juro baixo!

      para todo devedor ha um credor… e ser credor, poupador, nao quer dizer que voce eh bandido, que roubou, que eh safado…. e devedor nem sempre eh bonzinho, bacana, um coitadinho…. quando voce mexe o juro esta sempre arbitrando quando o devedor deve pagar ao credor, ou quanto o credor deve receber do devedor….

      as pessoas esquecem que sao beneficiadas pelos juros nas suas aplicaçoes financeiras sobre o dinheiro que juntaram com seu trabalho….ta errado isto? por que o devedor precisa levar moleza sempre????

      se o estado brasileiro fosse credor liquido, ou seja, tivesse, como minha tia, acumulado poupança a vida toda para a velhice e nao devesse nada, voce estaria dizendo que eh bom ter juros elevados????

      bem se o esatdo brasileiro fosse credor liquidos os juros ja eram mais baixos ha muito tempo….

      voce ja pensou nisto????

  2. 74 carmen c.perine 12/02/2013 16:41

    É, tenho o curso de contadora, para muitos, não devo entender, nada ou muito pouco de economia, o que não é verdade…no tempo em que, os contadores, davam opiniões,sobre, as finanças nos países,tudo era , pautado, em números concretos,pois a matemática, é a única ciência exata…não, o contador não faz previsões, mas sim apresenta, os fatos, concretos, com núneros e resultados…cada economista, apresenta, uma teoria,uma previsão, mas nunca uma solução…como pode se ver nestes comentários,todos, previram, todos, acham,mas ninguém, provou nada de real e bom para o brasil..o povo nem mesmo entende o palavriado do economez,s e o povo não entende.???…será que estas tais perivisões, resolvem, baixar a inflação, e ao mesmo tempo desenvolver um crescimento sustentável… claro que não, é muito simples, tudo isso,…é só o governo não gastar mais do que arrecado, e as contas ficarão em dia, e teremos até superavit… esta sempre foi, a forma de economia que todos nós sempre conhecemos,… não podemos gastar o que não temos..no final o povo não pode, passar mais uma situação como aquela famigerada,que vivemos no plano cruzado… inflação diária, reajustos, mensais de salários…era o caós, total estabelecido com a lei,sustentando toda esta, bagunça econômica…como isso iria acabar,ninguém sabia, instalou-se o verdadeiro,pãnico econômico…situação igual, só vivida pela Alemanha…vamos falar menos economez e usar mais os números, que ora não são nada bons…carmen

    • J.Leite 22/02/2013 21:22

      Carmem C. Perine. Parabens. Este é o melhor comentario sobre politica economica que ja li. O governo tem que reduzir as despezas e. Investir muito em infraestrutura. para facilitar o transporte dos nossos produtos ecom isso baratear os preços.

    • Ricardo Gallo 15/02/2013 11:34

      eu acho que contadores entendem mais de economia do que os economistas…. dei aula de contabilidade e finanças…… logo, estamos no mesmo barco…

  3. 73 Antonio 12/02/2013 0:03

    O problema iniciou quando tiraram Henrique Meirelles e piorou quando a presidenta achou que entendia de economia.

    • Ricardo Gallo 15/02/2013 11:33

      olha, como conheco bem o henrique, prefiro nao comentar;

  4. 72 Ricardo 08/02/2013 12:24

    Xara,
    Parabens pelo texto! Escreva com mais frequencia! Com autores como vc, Alexandre Schwartzmann e o Luis Stuhlberger (antigo chefe querido) colocando os pontos tao claro como fazem, acho sim que isso chegara ao governo e eles podem parar de fazer politica somente com boas intenções e usem um pouco mais de fundamentos, pois de boas intencoes, o inferno ta cheio.

    • Ricardo Gallo 15/02/2013 11:31

      muito gentil seu comentario, mas acho que luis e alexandre estao num patamar muito mas muito acima.

  5. 71 mario lucio castellano 07/02/2013 13:18

    Ricardo,
    Ótimo estudo,
    cada dia que passa, percebo que nosso governo, não sairá dessa com vida, mas no Brasil tudo é possível!

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 13:57

      nao sei. eu acho que ha sim racionalidade. simplesmente o governo esta tentando um caminho alternativo, que tem riscos. se vai dar certo? nao sei.

      soh sei que eh importante ser transparente e nao tentar usar truques e artimanhas para mudar os caminhos e assim evitar de ser honesto…. de fato parece que a presidenta decorda frontalmente da forma que politica economia fora conduziada pelo presidente lula, porem nao estah claro.

  6. 70 Joe Zeibars 07/02/2013 10:47

    Ricardo, parabéns pelo texto, sei que não é economista mas sim um engenheiro interessadíssimo em economia e mais importante, sem pretensões políticas ou de poder mas preocupado com os rumos do país… espero que o texto chegue nas mãos da presidente Dilma logo!

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 11:08

      opa! nao acho que chegarah nao…… porem chegando em leitores como voce eu ja fico bastante feliz e realizado!

    • Joe Zeibars 07/02/2013 10:56

      Até por que estamos indo na direção dos países que o ministro das finanças do Chile não mencionou quando elencou no seu texto no FT “This is the case for the most successful Latin American economies – Colombia, Mexico, Peru and my own, Chile”

  7. 69 Antonio Lemos 07/02/2013 10:33

    Gostei dos comentários, realmente é difícil controlar câmbio de forma a manter o superávit na balança e não prejudicar a industria interna com importações. Investir e se esbarrar nos entraves da oferta tendo que freiar com o almento dos juros, é difícil, porque não fizemos e não estamos fazendo a base sustentável, uma base humana desenvolvida.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:37

      sustentabilidade de fato é o grande tema. tens razao. aqui no brasil pensa-se em sustentabilidade e se associa com meio ambiente e ecologia…mas a coisa vai muito mais longe que isto.

  8. 68 Carlos Moreno 07/02/2013 9:48

    Ricardo Gallo, a sua pergunta não tem sentido, hoje no Brasil as coisas ficam do jeito que a bandalheira quer, sabe porque??? Porque homens como vc que poderiam denunciar, fritar as ações ilegais que o governo comete, não fazem nada, vc tem que dar vóz ao povo, vcs tem que mostrar os descasos do governo, mas, pelo que vejo a midia tbm esta dominada pelos petralhas e se ninguem fizer nada, terei meus ultimos anos de vida, sendo subjulgado, por vagabundos que assumiram o governo e fazem do nosso país o que querem, fecham as contas de qualquer jeito, a Petrobras uma das maiores empresas lucrativa do mundo, daqui a pouco vai dar prejuizo, o governo gasta mais do que arrecada e arrecado muito, um absurdo, gastam como loucos, roubam até, e vcs da midia ficam caladinhos. o que acontece??? até onde vai isso???

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:29

      eu? denunciar? denunciar o que?

      Use seu voto se quiser protestar.

      e repito, esta coluna aqui nao é para fazer politica… eh para discutir economia.

  9. 67 Haroldo Jose Módenes 07/02/2013 9:39

    Se a gente não fizer como os paises ir todos para a rua protestar parar o Brasil a gente nunca vai sair disso so um tonto não ve isso tudo sobe menos o salario nossa não o minimo nunca vi isso 1 Kg do tomate ta R$ 8,00 veio e as outra coisa nem vou falar so falo que ta na hora de todos criar vergonha na cara e lutar pelos nosso diretos so isso que isso ta uma verdadeira palhaçada

    Haroldo Jose Módenes
    Contador

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:31

      calma. nao eh tambem assim. usando o voto com sabedoria e entendo que o governo pode fazer e o que nao consegue fazer por razoes institucionais estamos ajudando. ir para as ruas as vezes nao eh o melho caminho nao…. a chance de termos populismo economico se seguirmos este caminho que voce sugere é enorme.

  10. 66 Daniel de Souza Barroso 07/02/2013 9:12

    Gostei da sua análise, contudo, entendo que o nosso maior problema seja ainda estrutural.O Governo entende que neste momento uma taxa de inflação de 5,5% é tolerável e tem trabalhado para reduzir os gargalos da nossa economia.Penso que o Brasil ainda é uma mina de oportunidades a ser explorada, então temos que dar aos investidores a confiança que eles precisam não somente nas regras de inflação, mas de contratos, remuneração e regulamentações. Juro alto e baixa inflação é um sistema suicida!!!!!!!!!

    • Daniel de Souza Barroso 07/02/2013 14:04

      Precisamos ativar o espírito selvagem do investidor…
      A iniciativa privada deve ser convidada para o baile da infraestrutura, precisamos deles nos portos, aeroportos, estradas, ferrovias assim como eles estão hoje na construção civil.Bem creio que seja por aí…

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 14:06

      concordo…. o governo esta movendo agressivamente nesta direcao…irei postar a respeito. é por ai.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:32

      é suicida sim. eu prefiro juro baixo e inflacao baixa como no resto do mundo.

      de fato ainda é. porem precisamos tomar cuidado para que a mina nao eseja exaurida. a argentina nos anos 50 era uma mina de opotunidade….

  11. 65 Odair R. Dutra 07/02/2013 9:03

    No comentário número 08 leia-se VELHICE, HOUVE ERRO DE DIGITAÇÃO.

  12. 64 carmen c.perine 07/02/2013 5:22

    Todos os senhores economistas de vanguarda, já optaram, mas uma solução viável,nenhum, apresentou…não esperem,grandes mudanças nem melhoria em nossa economia…vamos assistir tudo e sofrer as consequêcias…pobre do povo que nada entende de economia,só sabem que o feijão e o arroz de cada dia,já está rariando em suas mesas…vamos esperar e não sofrer por antecedência…carmen

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:33

      nao sou economista. sou engenheiro . e empresario.

  13. 63 jadson 07/02/2013 1:31

    Caro Gallo, imprimi seu artigo para levar no meu curso (economia), segunda, começo de semestre abordamos o intervencionismo boçal desse governo, esse renascimento do Capitalismo de Estado, Interventor, políticas Keynesianas falidas, que só empobrecem o mercado e afugenta investidores. Engraçado que, cada tópico do seu belo texto foi discutido em sala, eu mais efusivo por sempre ter pensamento liberal, que o mercado aloca melhor recursos – quase sempre- do que o estado.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:33

      quase sempre.. quase sempre… nos eua e na europa o mercado errou big time……

  14. 62 Leonardo 06/02/2013 23:48

    O pessoal do ministerio da fazenda parece um grupo de graduandos em economia brincando com as curvas do modelo IS-LM, o problema eh que ninguém sabe exatamente a inclinação das curvas.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:34

      excelente comentario. obrigado. eh isto mesmo!!!

  15. 61 Leonardo 06/02/2013 23:47

    Excelente texto Ricardo. uma aula de economia.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:34

      gracias, mas sou engenheiro… da poli…. hehehe

  16. 60 Cano 06/02/2013 23:25

    Ricardo,

    Se o governo pensasse em apoiar as empresas neste país diminuindo a carga tributaria e incentivando a produção, financiando ME’s, EPP’s ou até mesmo a grandes industrias, poderiamos ter uma melhora de oferta x demanda que manteria a inflação a niveis baixos e tornaria o mercado local mais competitivo internacionalmente.

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:35

      quem financia empresa nao eh o governo , é banco … e mercado de capitais… a juroas razoaveis…..nao esta loucura que hoje eh cobrado pelos bancos.

  17. 59 Odair R. Dutra 06/02/2013 21:29

    Vou falar a língua do povo que esta levando nas costas este país inflacionado cheio de regras mirabulantes, e conomia mágica . A inflação come solta nos supermercados que é o básico, e os aposentados estão míngua. Coitado dos que economizaram para a velheci,a Selic em baixa remunera por baixo as cadernetas e já começaram a perder o capital , sinto muito mas neste país tudo honera sómente trabalhadores e aposentados, desculpe a simplicidade da verdade.Obrigado

    • Ricardo Gallo 07/02/2013 10:35

      Obrigado.

  18. 58 Ernesto da Silva 06/02/2013 21:03

    Acho que o bolo ainda não tinha crescido o suficiente para ser distribuido como foi por esse governo que gasta mais do que ganha.E como sempre o povão só ficou com as migalhas, ou seja, bolsas.

  19. 57 toninho 06/02/2013 20:44

    Ah, sim eu faço orçamentos e gerenciamento de obras de 1975. E francamente, nunca vi mudanças. Ainda tenho saudade das colunas de reajuste da Conjuntura Economica da FGV. Era o que me salvava na hora dos BM. Saudações, mano!

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:47

      hahaha…. que memoria……

      ps: gerenciamento de obras…. deves estar cheio de trabalho…. pois o que as construtoras fizeram de bobagem neste front é de lascar.

  20. 56 toninho 06/02/2013 20:39

    Então tamo fu.. porque eu tb sou e se você pode dar pitaco na economia minha mulher diz qie só ela entende disso.

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:41

      hahaha! eh verdade.

  21. 55 Edivelton Tadeu Mendes 06/02/2013 20:34

    E os encargos – gerais, que faz o preço final do produto, subir em exponencial?

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:39

      é… carga tributaria nao para de subir…. mas isto eh contrapartida do gasto publico….. com mais gasto precisa de mais imposto… se se se nao quisermos arrombar as contas publicas……

  22. 54 João frigi 06/02/2013 19:41

    Belo comentário

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:33

      obrigado

  23. 53 toninho 06/02/2013 18:12

    A explicação é simples e você como economista sabe melhor que nós: O Brasil vive em função do que seus governantes falam e não do que fazem. A economia está fazendo agua pela maioria dos seus setores mas para a grande maioria da população a vida nunca esteve tão boa. Durma com um silencio deste.

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:34

      oia, mas eu nao sou economista nao…sou engenheiro….

  24. 52 Debevec 06/02/2013 17:22

    Desmobilize os entraves da oferta que aí a gente fala sobre inflação!

  25. 51 Claudio Cals 06/02/2013 17:22

    No governo, há quem saiba metade do vc disse aí??? O Manteiga, todo mundo sabe, é oligofrênico e obsessivo compulsivo. Não muda. Só tirando o cara de lá. Há substitutos dos petralhas? Talvez o simpatizante Delfim Neto pode dar uns palpites. Mas, ele também está meio cansado: perto dos oitenta. Daí, meu caro, 2013 vai ser, com ph!!!

    • Ricardo Gallo 06/02/2013 20:38

      oia, tem gente no BC que sabe disto bem bem melhor do que eu….. porem quem dita as regras nao sao eles.

      e acho que o ministro mantega tambem nao dita as regras.

      e delfim parece que deixou de ser simpatizante, pelo menos eh o que parece nas colunas que ele escreve pros jornais.

      oia eu estou otimista com relacao a economia nos proximos meses: acho que melhora sim….. porem nao sei se eh sustentavel nao.

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