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sábado, 23 de novembro de 2013 bizarro, Crise Brasileira, Impostos, Politica Economica, utilidade | 10:55

A Presidenta e as “metas” fiscais

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A Presidenta declarou ontem:

Setembro foi um ponto fora da curva e isso já foi muito bem explicado pelo ministro Guido Mantega (1). Houve despesas extraordinárias, ligadas ao pagamento de abonos salariais, mas aquele número já ficou para trás. Outubro, por exemplo, teve a maior arrecadação fiscal da história (2)– mas isso, a gente sabe, né, não é notícia (…) Eu assumo aqui um compromisso: a meta fiscal (3) será cumprida não só neste ano, mas também em 2014.

http://blog.planalto.gov.br/

Minhas bicadas:

  • 1. se setembro foi um ponto fora da curva, por que a Senhora mudou a lei e não mais vai compensar eventuais quedas de superavits dos Estados?? Os Estados estão fora da curva? Ou não? Que curva é esta? Tamburello?
  • 2. a Senhora, portanto, acha que aumento de arrecadação de impostos é uma boa notícia, algo para celebrar? Mais carga tributária é algo bom?  Onde? Quem gosta de pagar imposto, além do Prefeito Haddad?  A Senhora, portanto, não acha que nossa carga tributária é elevada, certo? E que, portanto, podemos elevá-la com a volta do CPMF?
  • 3. a qual meta a Senhora se refere? Àquela que pode mudar a qualquer momento, como tem ocorrido ? Ou aquela meta que depende de dividendos irreais dos bancos públicos?

Enquanto isto, os juros de longo prazo exigidos do TN pelo mercado na rolagem da Dívida do Governo continua subindo:

curvajuro

Os juros pagos nos títulos que vencem em 2023 saíram de 3,5% + Inflação para mais de 6% de janeiro para cá ( seta preta). Juros reais de 10 anos nos EUA subiram de – 0,5% para + 0,5%. Lá sobe 1% , enquanto aqui 2,5%….

As vezes parece que estou num filme de Fellini:

Amarcord

 

Ou num quadro do Dali, carregando um crucifixo para me defender dos impostos galopantes e do surrealismo econômico que vem de Brasília:

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