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segunda-feira, 25 de novembro de 2013 Brasil, BRICS, CHINA, Crise Brasileira, Livros e publicações, Politica Economica | 16:08

Como anda a atividade econômica?

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Pois é, parece que a economia está perdendo o gás  e abortando a recuperação ensaiada desde março último.

Veja no gráfico abaixo :

ibcpibmaua

 

  • o gráfico verde escuro mostra a evolução da taxa de trimestral de crescimento do PIB ( trimestre / trimestre anterior)
  • o gráfico verde claro mostra a taxa de crescimento trimestral do índice de atividade calculado pelo BC, que historicamente tem uma forte correlação com o PIB, ou seja, é um bom estimador para o PIB.

Em azul claro mostramos o crescimento antes da crise, que andava ao redor de 1,5% ao trimestre  ou 6% a.a. Nada mal.

Depois da forte desaceleração ocorrida em 2009, a economia se recuperou em 2010. Porém desde então só tem perdido folego ( vermelho), até chegar à estagnação no final de 2011.

De março de 2012 para cá podemos ver que a economia ensaiou uma retomada ( preto);

Porém,  os dados ( em amarelo) recentes capturados pelo índice de atividade do BC do B mostram que a economia pode estar perdendo gás novamente.

Ou seja, parece que o processo de elevação dos juros de curto prazo pelo BC do B e nos títulos de longo prazo  já esteja impactando a economia real.

DE fato a pancada nos juros de longo prazo de janeiro para cá foi enorme, como mostra o gráfico abaixo:

jurontnb

 

 

O gráfico inferior azul mostra as taxas de juros reais pagas nos títulos públicos indexados à inflação ( NTN -B) vigentes em janeiro deste ano, para os diversos vencimentos de títulos ( de 2015 até 2050) . Vemos que os títulos de 10 anos ( que vencem em 2023) rendiam 3,5% a.a. acima da inflação em janeiro.

De lá para cá tais taxas subiram de forma dramática ( preto), tendo chegado hoje ( Novembro) na curva amarela, batendo mais de 5,5% a.a. ( vermelho). Ou seja, o  juro real subiu 60% em função da:

  • elevação do juro selic por parte do BC do B para combater a inflação elevada e persistente que ainda temos;
  • elevação dos juros de longo prazo lá fora, em função dos sinais de melhora da economia americana que podem levar o FED a subir os juros mais cedo;
  • elevação do risco Brasil, em função da piora da situação fiscal, que aumenta o risco do rebaixamento de nossa nota de risco nos próximos meses.

Esta elevação dos juros de longo prazo aumenta o custo de capital para empresas e consumidores, diminuindo assim o consumo e o investimento, ou seja, o PIB. Para que a economia volte a retomar folego precisamos reverter os fatores que causaram elevação dos juros longos:

  • reduzir a inflação para permitir que BC do B retome processo de redução dos juros básicos.
  • torcer para que o FED demore para subir juro lá fora;
  • reduzir risco Brasil equacionando as questões fiscais e para fiscais, ou seja, aumentando o superávit primário de forma consistente e reduzindo a oferta de títulos públicos por parte do Tesouro ao conter o crescimento maluco do balanço dos bancos estatais.

Aí, quem sabe , poderemos retomar o processo de recuperação da atividade de forma gradual.

Porém, mesmo assim, tire o cavalo da chuva pois não teremos mais taxas de crescimento de 1,5% ao trimestre (sustentáveis ) se não endereçarmos as questões estruturais do país: temos que fazer com que a taxa de formação poupança doméstica suba. Poupança é definida como o % da renda nacional que não é gasto com consumo, mas sim investido.

Os gráficos abaixo,  com dados retirados do site do IBGE

http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/lista_tema.aspx?op=0&no=12

representam:

  • gráfico vermelho é a evolução da carga tributaria bruta no PIB e o roxo mostra sua tendencia central
  • gráfico azul mostra a participação da poupança nacional sobre a renda bruta nacional desde 1947  e o verde mostra sua tendencia central
  • gráfico tracejado laranja mostra a tendência de crescimento de nossa poupança doméstica prevalecente entre  1947 e 1988 e extrapolado até hoje.

pouphist

 

 

Notamos, em geral, uma tendência de aumento na carga tributária, que foi interrompida apenas entre 69 a 85, período de nossa história recente que apresentou as maiores taxas de poupança interna .

Tivemos, a partir de 89 ( amarelo), uma forte aceleração da carga tributária (T – marcado em preto) , e uma queda na taxa de poupança (S – marcado em cinza), que interrompeu sua tendencia de alta que seguia desde 1947. Ou seja, depois de 1988, e da famosa e já comentada Constituição Cidadã, nossa poupança interna caiu e estagnou ao redor dos 17% do PIB mais recentemente.

Desde o pico do confisco do governo Collor, as administrações FHC, Lula e Dilma foram incapazes de retomar o crescimento da nossa poupança interna. Tivemos apenas uma elevação transitória da taxa de poupança entre 1999 e 2005 que foi produto da forte elevação do preço das commodities, o que produziu um ganho nos termos de troca em nosso comércio exterior e um aumento da renda do setor agrícola e de mineração, como mostra o gráfico abaixo, da evolução do preço das commodities desde 1981:

coomod

As commodities, cujos preços estavam estagnadas desde 1981 ( cinza), começaram a reagir em 2003 ( verde), impulsionando o valor de nossas exportações. Porém, tudo indica que este processo de alta de preços se encerrou ( amarelo).

Caso a poupança interna tivesse seguido sua tendência central prevalecente entre 1947 e  1988, nós hoje teríamos uma poupança interna de 27% do PIB ( gráfico laranja acima), quase o dobro do que temos hoje, algo que nos colocaria mais próximos dos asiáticos, campeões de poupança.

Assim, parece que a Constituição Cidadã e o modelo mais socializante de todos os governos que a seguiram provocaram este forte aumento da carga tributária, que causou esta estagnação na taxa de formação de poupança. Talvez isto seja uma consequência da repressão sofrida durante a ditadura. A enorme repressão daqueles anos gerou um  aumento das expectativas da sociedade e uma enorme desconfiança nos poderes constituídos. Logo, a sociedade preferiu registrar na carta magna todas as suas aspirações na forma de obrigações do Estado, sem se preocupar em como financiá-las.

A poupança, como vimos, é igual ao investimento produtivo. Logo, para aumentarmos o capital produtivo, precisamos reduzir a parcela da renda que gastamos com o consumo e com impostos, uma vez que apenas uma pequena parcela de nossos impostos ( menos de 10%) é gasta pelo governo em investimentos. Como temos uma demanda reprimida por bens de consumo em função da baixa renda de nossa população, fica difícil reduzir o consumo das famílias, em particular com a economia trabalhando no pleno emprego como atualmente. Logo, precisamos reduzir os impostos, para que assim sobre mais renda e, portanto, mais poupança.

Neste sentido, vale a pena ler:

http://eesp.fgv.br/sites/eesp.fgv.br/files/file/Fernando%20Holanda%20Barbosa%20Filho%20-%20O%20BRASIL%20PODE%20REPETIR%20O%20MILAGRE%20ECON%C3%94MICO%2025-9-2013.pdf

Vejam alguns gráficos e tabelas retirados do excelente texto:

dobrarenda

Esta tabela acima mostra períodos na história de alguns países onde a renda per capita dobrou. No caso Brasileiro, isto ocorreu entre 71 e 82, quando a carga tributária ficou parada!

pouppaises

 

Esta tabela mostra a evolução da taxa de poupança de alguns destes países desde 1980. Vemos que, enquanto os tigres tinham poupança de 30% ou mais, nós ficamos poupando 18%, ou menos. Parece que nós poupamos, e, por conseguinte, gastamos, como ricos e não como emergentes e pobre que somos.

escolaridadeO nível de escolaridade ( anos na escola- verde ) de nossa população é bem pior do que no caso dos tigres do oriente.  Nosso nível de escolaridade atual é compatível com o deles em 1975. Estamos mais de 30 anos atrasados neste aspecto.

crescbrascontrib

 

E veja acima da onde vinha o crescimento nos anos 50, 60 e 70: de aumentos na PTFH ( produtividade geral – verde) e do estoque de Capital acumulado ( preto). Hoje ( amarelo) estes dois itens não sobem….

crescprocesso

 

E vejam acima o que aconteceria se elevássemos a produtividade de 1% a.a. para 2% a.a. ( como nos anos 70) e a taxa de Investimento ( ou taxa de poupança) de 18 % para 28% do PIB: sairíamos de um crescimento potencial de 3% a.a. (amarelo) para os 5,6% a.a. ( verde), como mencionei acima.

Seguem agora alguns gráficos que fiz com dados do FMI

http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx .

Vejam os gastos gerais do governo de alguns países vis a vis o Brasil, média 2009 – 2013:

gastogovpibpaises

 

Estamos lá no fim da tabela ( marcado em preto), junto com a Turquia . Só a Suécia gasta mais do que a gente. E os asiáticos, campeões de crescimento, estão lá embaixo… Ou seja, governo emergente gasta pouco. Governo de país rico gasta muito. E nós, na contra mão.

E veja como estamos no que diz respeito a Poupança Nacional:

pouppibpais

 

Estamos lá embaixo ( marcado em preto), junto com a Turquia, enquanto os asiáticos estão lá na direita.  Até os suecos poupam mais que nós. Ou seja, fica claro novamente que imposto elevado significa poupança baixa.

E veja o que aconteceu com PIB destes países desde 2009:

pibpais

 

Estamos marcados em preto. Nesta amostra, cresceram menos do que nós:

  • o México, que tem uma economia ligada aos EUA, país que, em 2009,  foi o epicentro da maior crise dos últimos 50 anos,
  • os Emirados que dependem exclusivamente do crescimento de sua produção ( e da demanda global) de petróleo.

Ou seja, fica meio óbvio que:

a. para crescermos mais precisamos mais Investimentos e maior produtividade;

b. para termos mais produtividade precisamos aumentar o nível educacional;

c. para termos mais investimentos precisamos de mais poupança interna;

d. para podermos poupar mais precisamos pagar menos impostos;

e. para pagarmos menos impostos, precisamos de menos gastos públicos;

f. e para gastarmos menos precisamos rever algumas coisas sérias neste país, como a própria Constituição Cidadã de 1988 e como iremos financiar a montanha de gastos públicos que ela provocou.

Será que ninguém vê isto?

Eu acredito que nossa agenda socializante dos últimos  20 anos, embora tenha reduzido as desigualdades nesta geração, reduziu o potencial de crescimento para as futuras gerações, ao reduzir a capacidade de gerarmos mais poupança hoje, e assim mais investimentos, que permitem uma expansão maior da produção e da renda no futuro. Eu desafio os socialistas de plantão a me demonstrarem o contrário.

A frase recente do Prefeito Haddad de São Paulo em manifestação quando foi vaiado é emblemática neste sentido:

“Se precisamos cobrar um pouquinho mais de IPTU de quem tem muito para levar para quem tem pouco, não vamos nos intimidar.”

À primeira vista, como todo discurso populista social, isto soa razoável. Mas de fato ele está tributando, além dos moradores das regiões centrais da cidade, sejam eles ricos ou pobres, os  empresários e comerciantes que têm estabelecimentos nesta região, porque “eles têm mais”,  algo que, no Brasil, virou crime e motivo de vergonha. Mas depois reclamam da falta de investimentos privados. Ou seja, os bairros mais nobres se transformarão em guetos da elite, elite esta que pode arcar com este aumento do IPTU, como diz o SR Prefeito, contrariando  a tese urbanística defendida pela então prefeita  Marta Suplicy, que apoiava a diversidade social em todas as regiões da sociedade, algo que eu concordo totalmente.

Precisamos rever esta questão e discutir as seguintes perguntas:

  • se ao aumentarmos de forma agressiva o bem estar social das gerações presentes estamos reduzindo as enormes desigualdades de renda  numa velocidade acima da redução das desigualdades de produtividade entre os diversos estratos da sociedade, quanto de crescimento futuro estaremos abrindo mão para as gerações futuras?
  • se ao tributarmos cada vez mais as empresas e os donos de capital estamos acelerando assim o processo de redistribuição de renda  mas reduzindo a taxa de poupança e, com ela, o potencial de crescimento futuro de nossa economia, qual o limite mínimo de crescimento econômico que podemos tolerar sem afastar de vez o investimento privado?

Eu acho que, para endereçarmos os rumos de nossa economia, precisaremos debater algumas questões ideológicas e suas implicações econômicas no curto, médio e longo prazo. Senão não haverá nenhum candidato, nem partido, que eleito consiga fazer as reformas econômicas tão necessárias.

Sigamos o exemplo do Partido Comunista Chinês, que, ameaçado pela desaceleração do crescimento econômico, está revendo alguns conceitos pétreos do seu regime e propondo várias reformas de caráter liberal, as mais importantes  das últimas décadas. Até Cuba já começou a se mover nesta direção.

 Coragem, camaradas!

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4 comentários | Comentar

  1. 54 Rodrigo 27/11/2013 10:19

    Perfeito artigo, como sempre! Gallo para presidente, hehehe!

    O problema é que o brasileiro médio quase sempre pensa no curto prazo… Para implementar mudanças na amplitude necessária, só mudando a mentalidade de várias gerações…

    De qualquer forma, cabe a nós buscar a mudança e apontar caminhos, como vc sempre faz aqui. Obrigado por nos ajudar a pensar de forma apartidária e com foco no longo prazo, parabéns!

    • Ricardo Gallo 27/11/2013 15:08

      boa… e voce ministro da fazendo tendo que comprar estas briguinhas simples na hora de cortar gastos…..

  2. 53 Jose Humberto 26/11/2013 17:40

    Olá Ricardo
    Faz tempo que não visito o seu blog.
    Continua o mesmo: prevendo sempre uma atividade cada vez fraca da economia, não sei desde quando…
    Mas gostaria de abordar o assunto dos impostos, e especialmente o do IPTU de São Paulo.
    Pelo que sei ele poderá ter um aumento de até 35% sobre o atual. É razoável? A FIESP considera que não e discute em juízo esse aumento.
    Agora, voce,que gosta de estatística, como veria a valorização imobiliária dos ultimos 6 anos em São Paulo?
    Voce acha que a alíquota deveria aumentar 35% ou o valor venal acompanhar a valorização imobiliária?
    Gostaria sinceramente de sua opinião a respeito.
    Não é uma questão da Constituição CIDADÃ. É uma questão de equidade. Ou não?

    • Hudson 27/11/2013 11:12

      Valorização imobiliária ou BOLHA, Humberto?

    • Ricardo Gallo 27/11/2013 15:14

      boa pergunta…. a esquerda sempre acha uma boa desculpa para aumentar impostos e assim aumentar gasto do governo…
      ora é equidade… ora é justiça social…ora é disciplina fiscal… ora é distribuição de renda…ora eh ajuste de contas publicas..

      eu acho está na hora da esquerda de fato assumir que defende estado grande, com mais imposto e mais distribuiçao de renda via impostos .
      e que esta historia de concessao e privatizacao de porto, estrada , aeroporto, campo de petroleo não pode continuar. ai sim tem coerencia o discurso com a pratica….

      meu problema não eh com o socialismo ou capitalismo: é com a incoerencia. se é capitalista, assume. se é socialista, assume. sai do armário. o hibrido só traz confusao.

      parece que psdb e pt sofrem deste dilema… historico… e psb tambem parece que segue por este caminho…

      logo nao da nem para culpar a dilma! é uma sindrome . nao resolvemos bem este conflito…

      a consitutiçao de 88 agradou os dois e deu no que deu…

    • Ricardo Gallo 26/11/2013 18:06

      voce acha que devemos aumentar ainda mais a carga tributaria, neh?? se o haddad quisesse equidade, ele teria reduzido o iptu dos mais pobres e aumentado o dos ricos… porem ele preferiu aumentar carga tributaria, neh? eu nao aceito mais isto.

      se voce eh daqueles que concorda com aumento da carga tributaria, estamos em campos bem opostos.

      chega de derrama! libertas…

    • Ricardo Gallo 26/11/2013 18:04

      ps: voce nao gosta de estatistica? soh de politica?

    • Ricardo Gallo 26/11/2013 18:03

      qual sua previsao para a atividade economica no ano que vem? se tem uma coisa que esta ruim, eh a atividade neh? qual pib medio dos ultimos 3 anos?? se voce acha que esta bom….. ai eh tua opiniao.

      valorizacao imovel: do ponto de vista de qualquer doutrina tributaria razoavel, a valorizacao de um ativo nao representa ganho. soh eh ganho se e quando a pessoa o vende. ai tu tributa!!! acha justo tributar minha secretaria que tem apto nos jardins na oscar freire que comprou ha 20 anos??

      voce sugere aumentar imposto sobre as fazendas pois elas subiram de valor? e sobre meu carro? eu tenho um carro antigo que comprei por 10 mil e hoje vale bem mais… eh antiguidade… e o quadro da bonomi que comprei ha 20 anos?

      se voce quer promover equidade, a melhor ditribuiçao da renda: que tal aumentar ir sobre a renda das familias ou sobre o lucro das empresas ou sobre a propriedade mantida com fins especulativos? mas por favor nao sobre a moradia de uso proprio e nao especulativa…. nao sobre o pequeno comercio… por favor…

      e pagar imposto eh ruim pacas. soh haddad gosta. eu pago, muito, e odeio. governo gasta muito mal. pessimo. veja nossa infra. viji!!!

  3. 52 Rodrigo 25/11/2013 20:11

    terão coragem… pero sólo en 2015….

  4. 51 Ricardo R 25/11/2013 18:13

    Excelente artigo! Mais um. Sobre ele, e pelo q tenho visto, é muito claro que todos os países que partiram pra um welfare desenfreado, perderam gás no seu crescimento, pois welfare basicamente leva os governo a elevar suas cargas tributárias, castigando os setores produtivos, reduzindo investimentos e aumento consumo, castigando poupança e investimento e desacelerando o desenvolvimento.

    O brasil, como bem demonstrado, é um caso mais que notório. Talvez isso seja parte do estágio do desenvolvimento da própria civilização humana. Esse negócio de welfare é mto recente, e na teoria parecia uma coisa e na prática tá se revelando como aquele barato que sai caro. um barato no curto prazo que sai bem caro no longo.

    Se os governos não resvalarem para o populismo a lá venezuela ou argentina, que destrui esses dois países, terá de invariavelmente aplicar os cortes de gastos.

    E aí o bixo pega. FHC até hj é execrado pelo período de 97-2000.

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