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sábado, 21 de dezembro de 2013 bizarro, Crise Brasileira, Impostos, Investimentos, Politica Economica, Sem categoria, utilidade | 07:26

Queimando valor com gasolina

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Todo investidor ( racional  e com saúde mental), que coloca seu dinheiro em algum negócio ou empresa, deseja que ele prospere, lucre e cresça. Com isto o valor desta empresa, e do investimento ali feito, aumenta. Cria-se assim riqueza e poupança. Esta riqueza pode ser privada, quando o capital investido é privado, ou pública, quando o capital investido é do governo.

Uma das principais fontes de riqueza do governo chinês ( e de sua receita fiscal) vem da valorização das ações das empresas estatais sob seu controle. Quanto mais elas lucram, mais seu valor sobe, mais rico fica o povo chinês e mais receita o estado chinês tem para financiar seus gasto sociais. Portanto, preservar o valor de empresas públicas é zelar para o bem comum. E o governo comunista chinês faz exatamente isto: ele usa suas empresas estatais, muitas delas com sócios privados e  listadas nas bolsas, para gerar lucros e dividendos crescentes, e com estes ele financia os gastos públicos. No último dia 17 o governo chinês anunciou um plano de reformas visando aumentar a eficiência e a produtividade das empresas estatais. O objetivo principal destas reformas é separar o governo da administração destas empresas. O governo irá criar empresas gestoras de ativos públicos ( nos moldes do governo de Cingapura) que passarão a gerenciar as participações do estado chinês nesta empresas estatais, mas se afastando da gestão operacional das mesmas.  O foco das empresas de gestão de ativos controladas pelo setor público é garantir a rentabilidade e a valorização das empresas sob controle público.  O objetivo é que pelo menos 30% dos lucros destas empresas sejam distribuídos anualmente ao tesouro chinês, que usará tais recursos para ampliar seus investimentos em infraestrutura  e em programas de bem estar social, além de patrocinar a criação de novas empresas em novas indústrias na fronteira tecnológica.  A gestão operacional de tais empresas será profissionalizada visando aumentar sua eficiência e competitividade, e com isto os ganhos do tesouro em suas participações.  Ou seja, os comunistas chineses estão, mais uma vez, na nossa frente.

Enquanto isto, nós aqui preservamos o nosso hábito histórico de destruir o valor das empesas estatais. Por que, quando o patrimônio é público, não nos incomodamos com a perda de seu valor? Lembro-me de Raymundo Faoro quando faço esta pergunta ( http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8525033391 ).

O valor de uma empresa depende essencialmente da expectativa que se tem com relação a seus dividendos futuros. Tais dividendos dependem do potencial crescimento de seus lucros, de sua estabilidade financeira, dos investimentos de capital que serão necessários para se atingir tal crescimento, da sua política de distribuição  dos lucros gerados, da competência de sua gerência e da taxa de retorno esperada vis a vis outras alternativas de investimentos com risco similar disponíveis no mercado ( como ações de outras empresas do mesmo setor).

O valor das ações das empresas listadas nas bolsas representam uma estimativa, feita pela média do mercado, ou seja, analistas, investidores locais e internacionais, do valor de uma empresa. São profissionais que, na sua grande maioria, só ganham dinheiro se as ações sobem de preço, estando alinhados com os investidores que representam. São geralmente pessoas otimistas, pois a bolsa não é um lugar para pessimistas.

Uma ação representa uma fração ideal do capital de uma empresa. Vejamos o caso da Petrobrás, que tem cerca de 13 bilhões de ações nas mãos de seus acionistas minoritários ( locais e estrangeiros) e controladores ( governo federal = povo brasileiro), distribuídas conforme mostra a tabela abaixo:

capsocipetro

 

Das 13 bilhões de ações ( com ou sem direito a voto), 46% ( verde) pertencem ao nosso governo, que controla a empresa já que possui mais de 50% das ações com direito a voto. Tais ações, portanto, pertencem ao povo brasileiro.

O restante das ações ( 54% – amarelo) pertencem a investidores brasileiros e estrangeiros, sócios do governo e, portanto, fornecedores do capital que a empresa precisa para financiar seus planos de expansão. Se você tratar mal esta turma, não haverá dinheiro para financiar a empresa e seu custo subirá muito.

Como somos 200 milhões de brasileiros, cada brasileiro possui, no mínimo, 30 ações da Petrobrás, embora não saiba. Não estou contando aí com as ações que foram compradas por pessoas físicas ou fundos de investimento onde pessoas físicas investem suas economias. Como cada ação da Petrobrás está valendo uns R$ 17, cada brasileiro tem hoje cerca de R$ 500,00 investidos em tais ações.

Porém, como mostra o gráfico vermelho abaixo, a ação da Petrobrás caiu de R$ 39 para R$ 17 ( branco) desde 2010:

petroprecor$

 

 

Ou seja, cada brasileiro perdeu R$  660,00 de patrimônio neste período. Foram mais de R$ 132 bilhões de perda de valor para o Tesouro Nacional nestes 4 anos. Isto equivale a 52,8  bilhões de litros de gasolina ao preço de hoje, ou seja,   660  litros de gasolina por veículo atualmente circulando no país. Cada um destes veículos poderia circular mais de 7 mil km com tal ” montante de combustível que foi queimado na forma de valor econômico”.

Outra maneira de ver a perda de valor potencial é mostrada no gráfico abaixo:

 

petromktcap

O gráfico azul mostra a evolução do valor total de mercado da Petrobrás ( em US$ milhões) desde 2005. Este valor é obtido pela multiplicação do preço de mercado da ação naquele momento, em dólares, pelo número total de ações da empresa nas mão de seus acionistas, sejam controladores ( governo) ou minoritários. O gráfico laranja mostra sua tendência de 2005 até 2011. Notamos que, desde 2011,  o valor da empresa despencou de US$ 250 bi para pouco mais de US$ 100 bi ( vermelho). Caso a empresa tivesse continuado a crescer e a evoluir no ritmo que vinha ocorrendo até 2011, é bem provável que a empresa estivesse hoje valendo US$ 350 bi. Houve, assim, uma perda de valor ( seta preta) de US$ 250 bi  ( 70% de perda) . Isto equivale ao valor total de quase 4 anos de produção de petróleo da empresa. A perda de valor potencial para o Estado Brasileiro foi de US$ 115 bi. Estes US$ 115 bi ( R$ 264 bi) equivalem a cerca de 16% da atual dívida pública líquida.

Obviamente que a contabilidade nacional não captura nada isto, porém qualquer investidor profissional percebe esta perda, em particular quando ele compara a perda de valor das Ações da Petrobrás vis a visa as Ações de outras empresas do setor nos EUA:

petrovsoilusa

 

 

De dezembro de 2011 até hoje a Petrobrás perdeu 60% de valor, quando comparamos o desempenho de suas ações com o desempenho ações das empresas do mesmo setor dos EUA.

Outra forma mais gráfica de avaliar a perda de valor da empresa é comparar a evolução do preço da ação com a evolução do preço internacional do barril de petróleo, comparação esta que vemos no gráfico abaixo:

oilpbr

 

O gráfico branco mostra quantas ações ( ADR´s) da Petrobrás precisariam ser vendidas para se comprar um barril de petróleo no mercado internacional. Até 2009 com o dinheiro da venda de apenas 2 ações ( ADRs) você compraria um barril de petróleo ( verde). Hoje é preciso vender mais de 7 ações para se pagar o mesmo barril ( vermelho).

Seja qual for a métrica usada, houve uma enorme perda de valor para nós, brasileiros. Por alguns centavos a menos no preço da gasolina, para evitar que inflação medida supere a meta, o governo acabou queimando US$ 100 bi de valor de seu próprio investimento, e levando mais US$ 150 bi dos outros sócios consigo.

Há aqui também uma questão ética. Imagine você na seguinte situação:

Você é sócio de seu cunhado numa padaria em São José dos Pinhais. Ele tem o controle da dita, pois tem 51% do capital votante. Teu cunhado decide concorrer ao cargo de presidente do clube da cidade. Como estratégia de marketing político, ele começa a vender pão abaixo do preço praticado nas cidades vizinhas, como Curitiba, embora seja a única padaria em São José dos Pinhais. Ele faz tudo isto sem você concordar. Com o preço baixo, pessoas das outras cidades vão a São José dos Pinhais comprar pão subsidiado, aumentando assim a demanda pelo produto. Alem disto, seu cunhado se envolve com a campanha e esquece da padaria, que começa a perder produção. Para que não falte pão aos habitantes da cidade, ele começa a importar pão das padarias das cidades vizinhas, pagando um preço acima do que pratica quando vende no mercado local. Este prejuízo é bancado pela padaria, que tem você como sócio minoritário. Ou seja, você está pagando 50% do custo de marketing político do seu cunhado e nem frequenta o clube da cidade. Você fica bravo, protesta, mas não adianta. Então você coloca a venda a sua parte na padaria mas não encontra compradores, mesmo a preços muito baixos, pois ninguém mais quer ser sócio do cunhado louco. O cunhado é eleito, mas cria um buraco enorme nas finanças da padaria que recorre a empréstimos bancários caríssimos junto a agiotas, pois nenhum banco quer emprestar para uma padaria que vende pão abaixo do seu preço de custo. O cunhado, agora presidente do conselho do clube,  convence a diretoria do clube a emprestar dinheiro para a padaria a juros subsidiados, enquanto ele é forçado a subir o preço do pãozinho.

A justificativa abaixo, usada pela Sra. Presidenta para não assumir que o Petróleo, assim como o Minério de Ferro e a Soja, seja uma commodity e, portanto, tem seu preço cotado internacionalmente em dólares,  é controverso:

A presidente Dilma fez questão de se posicionar, no entanto, contra qualquer tipo de indexação da economia, inclusive a de preços da gasolina, em relação o câmbio. “Eu quero falar para vocês que, de fato, eu sou contra a indexação. A economia brasileira tem vários problemas. Vários deles nós superamos. Nos superamos problemas herdados do passado. Um deles era inflação descontrolada, nos superamos; robustez fiscal, nós superamos; ter capacidade de resistir à variações cambiais internacionais, nós conseguimos fazer. Mas tem uma que nós sempre temos de olhar, que é a indexação. A indexação talvez seja a memória mais forte do processo inflacionário crônico que nos vivemos ao longo dos anos 80-90. Indexação é algo extremamente perigoso. Indexar a economia brasileira ao câmbio ou a qualquer outra variável é uma temeridade”, completou.

Este argumento, se levado a seu extremo,  se aplicaria também ao preço de qualquer produto importado ou exportável, pois tudo que é importado ou exportável ( os chamados tradables ou bens comercializáveis ) é , por definição é  “indexado” ao dólar. Mas e o dólar? É indexado a que? Portanto, este argumento tem algumas fragilidades, pois as commodities são tradables aqui e no mundo todo. Além disto, tal argumento ignora que os preços do dólar e do petróleo no mercado internacional sobem e descem livremente, de acordo com a lei da oferta e da procura, por dólares e por Petróleo. É a mesma lei que atua na formação do preço do Tomate. Nem o Tomate, nem o Petróleo e nem o dólar sobem ou descem porque a inflação do mês passado foi 0,5 ou o,7% . Logo, este comportamento dos preços das commodities descaracteriza o processo de indexação a que a Sra. Presidenta se refere, pois indexação é um mecanismo de reajuste preços em função da inflação ocorrida no passado, e não há indexação quando um preço atual se refere a um preço atual. Se os preços dos combustíveis variarem de acordo com 0s preços vigentes nos mercados livres internacionais, como ocorre na Europa e e nos EUA, não haverá  indexação. Ao “indexar” o preço do Tomate vendido na Feira Livre ao preço que é praticado no Ceagesp estamos de fato indexando a economia? Não me parece ser o caso. E, como a Sra. Presidenta afirmou que  tem ” …. capacidade de resistir à variações cambiais internacionais, nós conseguimos fazer…”,  ela acredita que temos como gerenciar a volatilidade da taxa de câmbio e, portanto, não haveria assim o risco de se contaminar o preço da gasolina com um dólar muito elevado. Logo, seguindo nesta linha, não precisamos nos preocupar com a tal da indexação cambial.

Este problema se tornará mais crítico na medida em que a Petrobrás passe a gerar excedentes de produção de combustíveis com o aumento da produção do pré sal. Neste cenário, a empresa passará a exportar cada vez mais, vendendo tal excedente a preços internacionais. Ficará, portanto, evidente que a empresa pratica preços diferentes no mercado local e no mercado internacional, o que poderá levantar questionamentos legais por parte de seus acionistas minoritários.

Além disto, há aqui uma questão de ética nos negócios conflitando com uma questão de formalismo jurídico: se o Governo, que é apenas um sócio da Petrobrás, quer subsidiar o preço do produto vendido pela Petrobrás por razões políticas, ele deveria usar recursos do Tesouro Nacional e não o dinheiro da padaria, da nossa Petrobrás:

Lembrada das críticas à interferência política do governo que ocorre na Petrobras, a presidente desabafou: “nós somos controladores da Petrobras. Governo é o controlador. Façam o que fizerem, nós estamos no conselho de administração. Não tem outro jeito. Nós somos controladores e essa é a interferência que o governo faz, prevista na lei das SA”, acrescentou.

É importante, contudo, lembrar que esta mesma Lei das S.A. impõe limite às decisões dos controladores na medida em que elas possam prejudicar os interesses dos acionistas minoritários na própria empresa. Desta forma, se o governo deseja dirigir a Petrobrás como se a empresa fosse 100% do Governo, ela deveria fazer uma oferta pública e comprar todas ações da empresa que estão nas mãos dos investidores minoritários ( 54% do capital), estatizando-a de vez, e assumindo assim 100% de  sua dívida líquida ( 3,3 % do PIB = R$ 150 bi) crescente:

petrodebt

 

Se o Governo decidiu que gerenciar o preço dos combustíveis é um das prioridades das políticas públicas e deseja desta forma subsidiar o consumo de gasolina,  seria mais adequado  separar recursos do Orçamento, com aprovação do Congresso, criando assim um fundo para Estabilização dos Preços dos combustíveis, financiado com recursos do Orçamento e não com recursos dos acionistas minoritários da empresa. A Petrobrás praticaria assim preços de mercado na comercialização de seus produtos e tal fundo poderia ser usado sempre que o preço dos combustíveis subisse muito acima da inflação. O governo poderia usar 100% dos dividendos recebidos da Petrobrás para financiar tal fundo. Lembro que os acionistas da Petrobrás já pagam impostos ( CIDE) e royalties ao governo, que também poderiam financiar tal fundo. Isto daria uma maior transparência ao gasto público e elevaria o valor da empresa de forma substancial.

Todos estes fatores:

a. intervenção do governo na sua gestão, com finalidades políticas não alinhadas com os interesses de seus acionistas minoritários;

b. fixação de preços irreais para os combustíveis;

c. queda na produção por problemas técnicos;

d. aumento brutal de seu endividamento;

e. riscos quanto a política futura de distribuição de dividendos;

f. risco de rebaixamento de sua nota de crédito;

g. incerteza quanto ao retorno a ser obtido em seus investimentos planejados, que somarão quase US$ 240 bi em 5 anos ( 2,5 x o valor da empresa);

h. investimentos duvidosos feitos no exterior;

são refletidos negativamente no valor da empresa, e, portanto, nos nossos bolsos, como contribuintes e brasileiros. Esta perda de valor simplesmente reflete uma expectativa de redução nos dividendos futuros da empresa, dividendos que constituem uma receita fiscal  importante do Tesouro Nacional, e portanto, financiam os gastos públicos. Menos valor na Petrobrás significa menos receita para o governo gastar com políticas sociais e mais  impostos. A evolução recente dos lucros por ação, ajustados pela Bloomberg , mostra claramente este cenário:

epspetro

Neste sentido, a notícia abaixo mostra a gravidade da situação:

http://portosenavios.com.br/geral/22246-acoes-da-petrobras-caem-sob-ameaca-de-corte-de-dividendo

DE  fato, uma empresa com endividamento crescente e já próximo aos limites recomendados pelo seu Conselho de administração pode sim vir a ser obrigada a reduzir os dividendo até seu limite  mínimo fixado em lei.

Não estou aqui recomendando ou indicando aqui a compra ou venda de ações da empresa. Não pretendo fazer isto.  Estou apenas mostrando o que aconteceu no passado e seus impactos nas contas públicas. Se você deseja comprar ou vender ações, fale com algum corretor de valores ou profissional de investimentos credenciado que possa auxiliá-lo neste sentido, pois há inúmeros outros fatores que precisam ser levados em conta nas decisões individuais de investimento. Tampouco estou aqui recomendando a privatização da Petrobrás, pois na situação atual, como no caso da padaria do cunhado, o preço de venda seria muito baixo: sua ação está sendo hoje negociada a 70% do seu valor patrimonial. Mas, se a empresa, em virtude de seu endividamento crescente, for forçada a emitir novas ações no mercado nos preços atuais, estaremos, na prática, privatizando uma parcela do Patrimônio Público a preços muito baixos, através de um processo chamado de diluição.

A preocupação da Sra. Presidenta com a volatilidade dos preços dos combustíveis é bastante legítima. Só questiono a forma atualmente adotada pelo Governo para minimizar tais flutuações, pois estamos, na prática, destruindo o valor de mercado da Petribrás. E a empresa precisará do mercado para financiar seu agressivo programa de  investimentos.

DINH FOGO

 

 

 

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10 comentários | Comentar

  1. 60 Henri Lima 06/02/2014 16:13

    Penso que um aumento dos combustíveis iria influenciar (pouco) em um horizonte muito curto de tempo. Primeiro que se subissem 10%, por exemplo, isto impactaria bem menos na inflação, uma vez que não vivemos só de gasolina, nem mesmo os produtos tem 100% de seu custo vinculado ao diesel. Neste mês de ajustes nos preços há uma tendência à elevação do índice de inflação, mas esta tendência não se sustentaria, pois os custos dos combustíveis (corrigidos) teriam flutuação menor e o mercado, já tendo absorvido estes custos, voltaria a um índice mais baixo de inflação. Mas desta vez num cenário mais tranquilo e com menores riscos para as empresas como a Petrobras, que estará vendendo os derivados do petróleo por um preço justo. Isto permitiria até a empresas que não tem nada a ver com a Petrobras investir mais uma vez que o mercado ficaria mais calmo e otimista. Não sou economista mas creio não estar falando nenhuma besteira e não entendo como entendidos em economia insistem em um estratégia equivocada e predatória como a atualmente apresentada.

    • Raphael 20/05/2014 20:34

      Discordo. Primeiro que a influência do aumento dos combustíveis tem efeito cascata além do nosso empresariado ser tão ruim quanto o governo e tb não tem uma política de preços muito claro em função dos custos para usar o comentário do autor. Vale dizer que a Petrobras ~e uma empresa de economia mista e que PERMANECE por definição com função social. Quem compra ação da Petrobras deve saber disso. Porém, minha maior crítica à análise apresentada está num artificio muito usado em economia que é usar os dados que indiquem que mais deve ser feito para o acionista. Mais deve ser feito para o crescimento. A primeira coisa é a frase mais falada em investimentos não especulativos: Tire o zoom do gráfico. Se olhar o valor da empresa (mesmo descontando a inflação) vai ver que a Petrobras com todos os problemas e PRINCIPALMENTE com o enorme investimento (endividamento e aí há realmente a única coisa muito grave no governo atual) vale muito mais do que em 2001, por exemplo. Portanto, a política está sendo analisada de forma errada. A visão anterior era de privatização da empresa e a máxima (derrubada por Eike) de que o privado é melhor. Melhor, às vezes, para o acionista. Não para o país. A visão privatizadora é obviamente improdutiva uma vez que prevê a venda para que privados façam o que quiserem. Particularmente, no caso do Brasil sem pagar nada para isso. Com dinheiro emprestado do próprio país, fazendo a fortuna de aventureiros. A visão produtiva do governo a partir de 2002 fez a empresa ter de lucro trimestral quase o que ela valia INTEIRA em 2001. Portanto, uma visão desenvolvimentista e com resultados por longos períodos. Uma forma de ver a redução de valores que justificam os grandes investidores permanecerem na empresa (nunca se perguntaram se são idiotas que não vêm gráficos tão claros?) é que estes decidiram lá em 2008 e 2010 no plano de negócios da Petrobras que os investimentos seriam feitos mas com o risco envolvido precisariam atrair parceiros nesse risco. Atrair parceiros nesse risco significa aceitar realizar lucros passados e derrubar papéis da Petrobras para até o ponto que sejam atraentes para novos players. Daí a prova do real risco com o endividamento e a explicação maior para os preços das ações. O controle do preço dos combustíveis sempre foi usado e presidente nenhum vai fazer o contrário. Em relação ao ganho para o país, vale dizer que este difere dos ganhos dos acionistas. Há uma parceria na qual bons dividendos serão pagos, porém, com investimentos que uma empresa de economia mista DEVE realizar no país. Dessa forma, o país ganhou muito mais com a geração de milhares e milhares de empregos, milhares de empresas novas, ressurgimento de setores inteiros como o naval. Tudo o que não ocorreu na visão falsamente tida como mais “empresarial” da Petrobras. Portanto, o governo que fez a empresa lucrar como nunca teve muito mais êxito. E tem uma visão de longo prazo de muito maior produção para a mesma. Anos de bons resultados são obtidos para financiar o grande desenvolvimento futuro que precisa de muitos recursos. O único problema de sério risco é a pressa necessária para realizar projetos devido ao fato de sermos um país com mídia única e visão distorcida de valores humanos e culturais absolutamente egoístas e concentradores de renda não há clareza nem contrapartida de ideias e visões apresentadas ao público. Portanto, ao invés de se fiscalizar e cobrar melhorias num processo claramente desenvolvimentista, preocupa-se em defender esse processo frente a uma visão colonizada do país. Essa visão tradicional é a da birosca que bem administrada corta-se todos os investimentos e obtém alta lucratividade em alguns anos para fechar as portas em mais alguns. Contra a visão desenvolvimentista na qual apesar de perda da eficiência de alguns processos, obtém-se um crescimento maior. Dessa forma, há uma pressa igualmente compartilhada por políticos e empresários (tidos como contrapartida do público) todos levando e cobrando muito dinheiro para realizar projetos. Artifícios bandidos para superfaturar esses projetos que deveriam ser realizados em prazos maiores e que não se pode esperar pelo fato já mencionado. Dessa forma, o maior risco da Petrobras são projetos bilionários, que dariam ótimos resultados futuros e de longo prazo para o país. Que precisam ser feitos mas destroem o patrimônio não por falta de arrecadação mas por roubos legais em cláusulas abusivas e superfaturamento que são igualmente responsáveis o público e o privado. Partidos de todos os tipos. Por isso, políticos e empresários da amis alta estirpe usurpam o país igualmente. Mas no caso dos empresários isso é chamado “eficiência”, “sucesso”, “talento” .

    • Ricardo Gallo 22/05/2014 18:33

      1> quanto a midia unica, nao pertenco a nenhum grupo de midia. escrevo aqui sem nenhuma interferencia do ig.

      2> só acho que empresa hoje destroi valor. nao só na gasolina mas em varios de seus investimentos.

      3> os outros setores que o senhor se refere, como o naval, lucram ao vender para a petro, entao eles estao errados? nao deveriamos estatatizar os estaleiros, já que esta visao privatizadora estah equivocada? que tal estatizar a midia? e o google??

      4> o senhor prefere seguir o modelo venezuelano que usa a pdvsa para distribuir renda???

      5> de fato os lucros da empresa subiram enquanto o governo se manteve distante dela e não interferia nos preços, prática que começou nos ultimos anos e destruiu o valor da empresa.

      6> o senhor esta mais preocupado em demonstrar que o governo do PT é melhor do que o do psdb …. eu entendo os motivos…. porem em nenhum momento aqui eu defendi a gestao fhc na petrobras… logo, nao acho que aqui seja um bom forum para campanha.

      7> a visao estatizante facilita a corrupcao, veja petrobras…… no setor privado o estado participa nos lucros ao cobrar impostos. numa empresa normal 1/3 dos lucros vai para o governo…. e zero do prejuizo…

      8> e o que senhor tem a dizer das empresas de telecomunicacoes hoje?? seria melhor se fossem estatais??

    • Ricardo Gallo 21/05/2014 12:02

      descordo 100%… pois na linha que o senhor coloca, eu sugiro então que sejam desapropriadas todas as ações que estão nas mãos dos minoritários… ai voce socializa mesmo 100% do subsidio dado ao consumo de gasolina…..

      você tambem está ignorando o fato de que se os recursos torrados na Petrobras fossem investidos em outras atividades mais rentáveis e melhor gerenciadas poderíamos gerar mais empregos e renda. quantas pessoas trabalham hoje em telecomunicações no pais, por exemplo? Petrobras investe hoje mais de 10 pct da Fbcf do pais e não gera 10 por cento dos empregos novos anuais… e com mais lucro a petro poderia investir ainda mais e gerar ainda mais empregos…. logo, lucro é bom sim senhor!!!

      o senhor também esquece que o estado eh acionista e portanto a gestão atual da petro destrói valor do próprio estado e povo brasileiro, além do valor do acionista minoritario. os dividendos que a petrobrás paga servem para financiar gastos públicos com saúde, educação e transferenciais sociais. o fato é que neste caso gasolina mais cara = mais lucro = mais dividendo = mais gasto social. SE quiser ter menos lucro = menos dividendo = menos gasto social = acao mais barata…. é o aparente paradoxo do capitalismo… onde lucro = renda…. é duro aceitar isto, mas é assim que funciona a economia. O Estado chines tira o equivalente a 100% da arrecadação de impostos através de dividendos recebidos das estatais chinesas….

      e subsidiar o consumo de gasolina não é, na minha opinião, a melhor maneira de alocar os recursos públicos. vide o transito nos grandes centros….

      e interferir na formação de preços não funciona. se controle de preço funcionasse não teríamos tido a hiperinflação, os fiscais do Sarney teriam sido vitoriosos e não teríamos necessidade de metas de inflação…..acho que já superamos esta fase de acreditar na eficacia do controle de preços….

      ao reduzir o lucro da Petrobras estamos limitando a capacidade da Petro apoiar financeiramente seus milhares de fornecedores locais, que hoje precisam recorrer aos bancos e pagar juros altíssimos para financiar sua produção. isto já está ocorrendo hoje.

      ao subsidiar o preço da gasolina estamos reduzindo novos investimentos na produção de álcool e outros bio combustíveis. ou seja, é uma tolice completa.

      porém respeito sua visão, mas não acho que possamos dar ao luxo de quebrar a empresa, que a cada trimestre que passa esta cada vez mais endividada.

      1> quanto a midia unica, nao pertenco a nenhum grupo de midia. escrevo aqui sem nenhuma interferencia do ig.

      2> só acho que empresa hoje destroi valor. nao só na gasolina mas em varios de seus investimentos.

      3> os outros setores que o senhor se refere, como o naval, lucram ao vender para a petro, entao eles estao errados? nao deveriamos estatatizar os estaleiros, já que esta visao privatizadora estah equivocada? que tal estatizar a midia? e o google??

      4> o senhor prefere seguir o modelo venezuelano que usa a pdvsa para distribuir renda???

      5> de fato os lucros da empresa subiram enquanto o governo se manteve distante dela e não interferia nos preços, prática que começou nos ultimos anos e destruiu o valor da empresa.

      6> o senhor esta mais preocupado em demonstrar que o governo do PT é melhor do que o do psdb …. eu entendo os motivos…. porem em nenhum momento aqui eu defendi a gestao fhc na petrobras… logo, nao acho que aqui seja um bom forum para campanha.

      7> a visao estatizante facilita a corrupcao, veja petrobras…… no setor privado o estado participa nos lucros ao cobrar impostos. numa empresa normal 1/3 dos lucros vai para o governo…. e zero do prejuizo…

      8> e o que senhor tem a dizer das empresas de telecomunicacoes hoje?? seria melhor se fossem estatais??

      sou totalmente contra estes artificialismos feitos em nome de um suposto bem maior , que, na verdade, causam mais danos do que benefícios no curto, médio e longo prazo. mero populismo irresponsável.

    • Ricardo Gallo 06/02/2014 16:58

      de fato nao ha escolhas faceis….. com inflacao andando perto do topo da meta, um reajuste de 15% na gasolina, que ja traria preco para bem proximo dos precos internacionais, provalmente levaria a inflacao para acima da meta…. isto levaria o bc a aumentar os juros ainda mais…. se inflacao estivesse proximo ao centro da meta haveria sim espaco para aumentar o preco com menos risco.

      porem como o governo deixou que a inflacao subisse e se colocasse proxima ao topo da meta , ele se colocou numa situacao horrivel, que acabou sobrando para a petrobras, que importa combustivel pagando um preco maior do que aquele que pratica em suas vendas…

      e tem gente que aplaudiu a queda dos juros agressiva do passado, que trouxe inflacao para proximo do topo da meta , e aplaude hoje a decisao do governo de impedir um reajuste na gasolina…

      quem paga a conta? os acionistas da petrobras. entre eles, o tesouro nacional.

      pois é…. ficar gerenciando a economia com olho em pesquisa de opiniao da nisto….

      eh como jogar futebol de olho na torcida

  2. 59 Iuri 03/01/2014 12:22

    Prezado Ricardo, interessante a análise e os gráficos incluídos. Mas uma informação importante agregaria bastante à sua análise: qual seria o preço do litro da gasolina hoje, caso o país estivesse sujeito às variações de preço do petróleo no mercado internacional? Qual seria o índice de inflação nos últimos doze meses nesse caso? Entendo que a pergunta é complexa, mas a exposição desses dados é essencial para entender e concordar ou não com as decisões do governo. Abraço.

    • Ricardo Gallo 03/01/2014 17:06

      Ps o governo não está evitando inflação. Pois Petrobras terá de aumentar o preço mais cedo ou mais tarde senão seu endividamento sairá de controle o que inviabilizaria seus planos de investimento. Logo tal decisão também é equivocada por esta ótica.

    • Ricardo Gallo 03/01/2014 16:52

      Seria uns 15% maior e a inflacao 1% maior. Porem nao faz nenhum sentido usar a empresa para subsidiar a conta como coloco no texto. Pois se o governo de fato acha que precisa subsidiar o preço do combustível para evitar a inflação ele deveria usar o tesouro e resgatar a conta combustível abolida por fhc na década passada. Meu ponto é que não se deve usar uma empresa de capital misto como instrumento de controle de preços. Alem do mais ha outras formas de se combater a inflação bem mais adequadas do que congelar preços. ….. Já tentamos isto e nao funcionou com Sarney.. e destruir valor assim como foi feito é um horror.

  3. 58 ulisses 27/12/2013 11:44

    por quê exportar gasolina, se não somos autossuficientes para abastecer nosso mercado interno ?

    • Ricardo Gallo 27/12/2013 17:55

      falta refinaria.

    • Rodrigo Bastos 27/12/2013 17:42

      ulisses,

      O Brasil nunca foi autossuficiente em nada!!Pura historinha desse DESgoverno medíocre!!

      Temos que exportar, pois nao temos a menor capacidade instalada de refino!!! Diversos investimentos, que eram para terem sido feitos há muito tempo, quando da declaração de autossuficiência dada pelo molusco, não foram e agora a Petro tenta correr atrás do preju, mas, pelo visto, fica cada vez mais impossível!!Empresa altamente endividada, com elevado nivel de ineficiência tanto operacional como na gestão!

      O Brasil sempre foi e ainda continuará sendo por um bom tempo um grande exportador de matéria-prima (commodities) e um grande importador de produto com valor agregado!! No artigo acima, vende petróleo por X e compra refino por Y, sendo que Y é > que X, aí a conta não bate mesmo!!

    • Ricardo Gallo 27/12/2013 14:21

      desculpe-me, mas nao entendi a pergunta.

  4. 57 Luiz C. Dambroso 25/12/2013 12:54

    se o preço das açoes da petrob ta tao baixo, nao ta na hora de comrpa-las ? ou acha q se pode esperar um pouco mais ? ainda mais com mais pre sal estourando por ai ?

    • Ricardo Gallo 25/12/2013 16:39

      sr,

      como eu disse no texto, se voce deseja investir em acoes sugiro que voce fale com um corretor, pois decisoes de investimento precisam ser avaliadas de uma forma mais ampla que involvem uma nalise de seu apetite de risco, sua carteira de investimentos, horizonte de investimento, etc.

      inclusive tal especialista de investimentos pode te ajudar a fazer uma avaliação do que está implícito no preço atual da ação da empresa em termos de retorno, lucros, etc.

      eu nao me sinta confortavel em dar minha opiniao aqui. nao seria profissional. tampouco foi o objetivo do post, como mencionei no texto e repito aqui.

      se pretende investir em acoes fale com especialista e discuta suas pretensões.

      obrigado

  5. 56 Luiz C dambroso 25/12/2013 12:51

    Ric Salvo um engano mas parece q esse subsidio ao combustivel q vc sugere (princpmte o Diesel) ja existiu no Br e foi extinto no gov FHC (se nao me falha a memoria)
    Se foi extinto eh por q no minimo nao era bom para o pais , ou o gov (da epoca) errou, ou vc acha q os tempos sao outros ?

    • Ricardo Gallo 25/12/2013 16:53

      è evidente que um preço menor da gasolina é melhor porém:

      a. dar subsidio ao preço da gasolina é uma decisão de política pública que precisa ser avaliada a luz das outras prioridades de gasto público ( saude, transporte, educaçao, segurança, olimpiadas, etc) a luz das restrições de receitas do Estado. E o lugar para se discutir isto é no congresso anualmente quando se aprova o orçamento público a luz das restrições de receita orçamentaria que existem. Mas, infelizmente, hoje em dia este assunto não é debatido no congresso, mas precisaria ser. É preciso escolher as prioridades em termos de gasto pública, e quem sabe assim concluir que talvez seja preferível subsidiar a gasolina do que aumentar salário dos professores da rede publica. Mas hoje não há este debate.

      b. Mesmo se o governo decidir conceder subsidio ele não deveria faze-lo dentro da padaria onde ele tem sócios. A não ser que seus sócios concordem. Caso ele continue agindo assim, dando subsidio dentro da padaria sem consultar seus sócios, ele vai desvalorizar o valor da empresa e todos perdem. Se for decidido pelo Congresso que é melhor dar este subsidio porque é uma política de Estado, tal subsidio deveria ser dado direto pelo tesouro, e estar sujeito a aprovação do congresso no processo normal que ocorre anualmente quando se discute o orçamento do governo.

      Ou seja, meu ponto é: se o governo quer subsidiar a gasolina e evitar que o valor do patrimônio público se desvalorize, ele precisa tirar estes subsidio de dentro da Petro e colocar no orçamento da União.

      E quem decide se é melhor ou não conceder tal subsídio a luz das outras demandas de gastos públicos é o Congresso.

      Ps: eu acho insano subsidiar preço da gasolina.

  6. 55 Michel 23/12/2013 11:09

    Caro Ricardo,
    Gostei muito do exemplo da padoca da esquina e, no geral, da sua ênfase de que o problema da Petrobrás diz respeito a cada um dos brasileiros. É o clássico problema do que a gente paga implícita e explicitamente: todo mundo enxerga o custo da gasolina, mas a perda de patrimônio pela desvalorização no mercado é muito mais “invisível”. Daí, qualquer governo tem incentivos para cair na tentação de segurar só o custo que aparece – mesmo que o custo “invisível” seja muito, muito maior.

  7. 54 Wendell 22/12/2013 12:57

    Parabéns Ricardo Gallo.
    Descreveu com precisão a situação atual da Petrobras, e os riscos de eventual oferta de ações e consequente diluição.
    Chama-me atenção o silêncio dos sindicatos dos petroleiros diante desse quadro, pois, salvo melhor juízo, o fundo Petros é um importante acionista da companhia.

  8. 53 Fabrício 22/12/2013 2:19

    Parabéns pelo post! Excelente! Infelizmente perdi já todas as esperanças de lucidez neste governo. Temo pelo pior para nosso país. Torço pela oposição nas urnas, mas parece que o país caminha para uma “argentinização” ou “venezuelização”. Infelizmente Dilma ainda tem muita chance de se reeleger, e não sei se algum dia o bom senso vai bater em sua porta. Não sei eles estão aprendendo com os erros, e pior ainda, não sei se querem aprender. Carecemos de alguma inteligência nesse governo. Não sou contra o PT, sou contra a burrice. O Lula era muito mais sensato e parece que dava ouvidos ao pessoal técnico. Ele era um cara prático. Dilma parece mais ideológica. Como o finado Hugo Chavez. Torço que o bom senso prevaleça, se não nos nossos políticos, quem sabe na maioria do nosso povo.

    • Ricardo Gallo 22/12/2013 13:02

      obrigado. eu torço para seja a oposiçao ou situaçao faça a coisa mais certa para o país no longo prazo.

    • Ricardo Gallo 22/12/2013 12:59

      nao é tão ruim não…. vai mudar…. as pessoas aprendem com os erros. senão, a democracia do voto os faz aprender na marra.

      e o governo já esta se movendo, embora devagar: as privatizações de estradas e campos de petróleo sao um otimo sinal.

  9. 52 Bruno Borges 21/12/2013 22:54

    Ricardo,
    A primeira parte do artigo, cita algo muito interessante em relação a China, o que eu nunca tinha ouvido. Sobre o “sistema” estatal de participação nos resultados das empresas.
    Pra mim, parece um modelo eficiente, o estado é acionista, delega a administração para terceiros privados e participa o mínimo, e “resgata” sua participação através de dividendos.
    Porém justamente aí vejo um problema impactante, ao fazer isso não se corre o risco de “escolher” vencedores para determinados setores? E prejudicar a livre concorrência?
    Não seria mais “imparcial” o governo apenas ser sócio do jeito que já é (através dos impostos sobre lucros)? E deixar para agir dessa forma apenas em setores que o mercado não se interessa?

    • Ricardo Gallo 22/12/2013 12:57

      seria….. seria sim.de voce de fato corre este risco, porem no caso chines a maioria das empresas já são estatais. logo eles escolheram no passado. no caso brasileiro poderíamos fazer o mesmo com a petrobras e eletrobras que ja seria excelente… nao estou recomendando a estatização… apenas dizendo que ha formas alternativas de se administrar as empresas do Estado. Uma alternativa à privatização e ao populismo estatizante.

      porem eu concordo: o governo de fato deveria se forcar apenas nas suas prioridades ( que nao podem ser 423…) e nos setores que o setor privado nao tem interesse em fazer por alguma questão especifica….

  10. 51 Marcus Dourado 21/12/2013 20:21

    Ricardo, equivocadamente você citou lá em cima: governo federal = povo brasileiro.. Infelizmente isso não está correto. Os ativos da Petrobras pertencem ao estado brasileiro, pessoa jurídica impessoal e não ao governo. O Governo é a personificação dos getores do estado. Portanto as ações não pertencem à Dilma ou Mantega, governantes, mas à coisa pública chamada estado. Além disso, você associa governo federal ao povo brasileiro, outro terrível engano. Ninguém pode passar lá e pegar seu pedaço da Petrobrás. Infelizmente, exclusivamente nesse tópico, você caiu na ignorância popular achando que o que é do geverno é do povo brasileiro. Respeitosamente. MVD

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