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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 ataques especulativos, bizarro, Crise global, Politica Economica | 05:16

O fiasco do experimento keynesio-marxista argentino

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Nossos vizinhos Argentinos têm sido nos últimos anos, ao lado dos venezuelanos, ferrenhos combatentes contra as chamadas “ideologias neoliberais”.  Eles decidiram inovar e fizeram exatamente o oposto do que prega a chamada “cartilha neo liberal” e o bom senso econômico das boas práticas de política econômica que já foram testadas e aprovadas em inúmeros países. Fecharam sua economia através de políticas de proteção aduaneira, negaram dívidas contraídas no passado, promoveram a monetização da dívida pública, relaxaram todos os controles monetários, impuseram controles cambiais, tentam controlar e tabelar preços, congelam tarifas públicas, estatizaram empresas, interferiram na economia e romperam contratos. O idealizador desta política é o jovem economista Axel Kicillof  ( http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,polemicas-no-comando-da-economia-argentina,1123712,0.htm ) que defende algumas idéias que aqui batizo de  keynesio-marxistas.

O modelo é muito simples: você promove uma enorme repressão financeira, impondo taxas de juros fortemente negativas ( 5 a 10% a.a.) através da monetização da dívida e do déficit público. Reprime qualquer forma de indexação na economia ao manipular o índice oficial de inflação. Impõe controles cambiais impedindo que a poupança privada procure refúgio no exterior. Desta forma você impõe uma taxação inflacionária na poupança privada, que ajuda a financiar gastos públicos crescentes, que são destinados para políticas compensatórias dirigidas às massas. A agenda oculta aqui visa promover uma taxação sobre o capital privado das “zelites” (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-zelite,948701,0.htm,  e usa o Estado para transferir tal capital confiscado de forma inflacionária para as classes menos favorecidas através dos gastos públicos. Com isto ele acredita que é possível manter uma forte expansão da economia enquanto promove esta redistribuição inflacionária da riqueza. É uma forma milongueira  de se promover a desapropriação de bens, que atinge principalmente a poupança das famílias e da classe média, uma vez que o grosso do capital argentino das “zelites” já se encontra há décadas no exterior. O governo até tentou promover uma anistia fiscal para atrair tal de volta tal capital, mas como as “zelites” argentinas já viram este filme antes, tal tentativa não teve o resultado esperado. Há uma crença por parte do governo que tal transferência de patrimônio das “zelites” para as classes menos favorecidas eleve o consumo que por sua vez vai levar a mais investimento e crescimento econômico. É aqui que, segundo Kicillof, Keynes se encontraria com Karl Marx:

karl_marx

 

keynes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste sentido, vale a pena ler este texto bastante interessante que mostra, de uma ótica socialista, as diferenças entre as duas linhas de pensamento: http://www.worldsocialism.org/spgb/education/study-guides/marx-versus-keynes.

Porém, o que o Kicillof se esquece ( ou desconheça) é que este processo leva a uma explosão inflacionária que acaba reduzindo o poder de compra das famílias, além de destruir a poupança duramente acumulada pela classe média argentina. O governo tenta impor o controle das tarifas públicas e de outros preços básicos visando impedir que a inflação saia do controle, o que acaba não funcionando, pois leva ao desabastecimento, como mostram os apagões e os saques em supermercados que acontecem por lá, da mesma forma que ocorre na Venezuela.

O processo de expansão monetária argentina é, como ouvi recentemente de um grande economista brasileiro que teve um papel importante na batalha contra a nossa hiperinflação na década de 90, é um caso de “livro texto”. O governo argentino amplia seus gastos e para financiar tais gastos emite títulos que são comprados pelo BC através da emissão de pesos. Ou seja, a grana gasta pelo governo fica depositada nos bancos, que por sua vez mantêm tais pesos depositados no BC argentino sem remuneração. Isto aumenta a demanda dos bancos por títulos de renda fixa no mercado, o que eleva o preço destes papéis,  reduzindo suas taxas de retorno. As taxas pagas pelos próprios bancos em seus depósitos são assim reduzidas pois a demanda por crédito acaba sendo inferior a sua oferta. Com isto as taxas de juros reais caem. Os juros reais esperados são calculados pela diferença entre a taxa de juros nominal esperada e a inflação esperada para o período. Por exemplo, no Brasil espera-se um juro Selic de cerca de 11,5% a.a. até o final do ano e uma inflação de cerca de 6% a.a., o que daria um juro real esperado de aproximadamente 5,2 % a.a . Aqui, como os juros reais são positivos, há um estímulo para que o consumo seja adiado, o que faz sentido quando a inflação está perto do topo da meta. Na Argentina, como os juros reais esperados são negativos em função desta enorme expansão monetária, é tolice guardar dinheiro em banco e adiar o consumo. Com este juro real negativo, as pessoas reduzem sua poupança e gastam mais e mais rápido, antecipando o consumo futuro.  O mesmo se aplica às empresas que reduzem seu caixa investido em bancos e aumentam seus estoques de produtos. Isto tudo cria uma demanda adicional irreal, que num primeiro instante aumenta a produção. Como os investimentos em capacidade produtiva não crescem na mesma velocidade da demanda, a oferta não acompanha o ritmo da demanda, levando a um surto inflacionário. Este surto desancora as expectativas com relação à inflação futura, o que reduz ainda mais a taxa real de juros esperada para o futuro. A aceleração da inflação gera uma descrença na moeda que é ofertada pelo BC de maneira descontrolada, levando à dolarização dos preços na economia ou à indexação, como foi o caso brasileiro nos anos 80 e no início dos anos 90.

As consequências disto tudo são óbvias. A poupança privada vai sendo destruída pouco a pouco e o estoque de capital produtivo começa a diminuir, pois os investimentos privados se retraem em virtude da elevada incerteza econômica e institucional. O PIB potencial começa a despencar. Gargalos surgem em vários setores. As exportações ganharam um impulso inicialmente, pois os Estado precisa gerar divisas para cobrir suas importações e seus compromissos externos. Contudo, os ganhos dos exportadores foram também tributados, o que acabou reduzindo os investimentos necessários para aumentar a produção dos bens exportáveis. A Argentina, que já chegou a ser exportadora líquida de petróleo, hoje é importadora de energia ( http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,importacao-de-energia-e-o-ralo-da-balanca-argentina,1115150,0.htm . ) O consumo também é promovido inicialmente, o que acabou  dando um impulso temporário à economia. Porém a elevação de preços causada pelo descontrole monetário destruiu o poder de compra dos trabalhadores. Tudo isto leva a uma tensão política que mina a popularidade da Presidenta Cristina K. que ainda tem mais de um ano de governo pela frente. O isolamento econômico argentino e a hostilidade do governo daquele país com relação aos capitais internacionais privados impedem qualquer ação externa de ajuda ( por exemplo, pacotes de socorro do FMI), o que acaba levando a uma fuga maior dos capitais e ao renascimento do mercado paralelo de dólares com a dolarização informal da economia. É uma triste novela que já ocorreu inúmeras vezes no nosso continente.

Vamos dar uma olhada no que mostram os dados econômicos Argentinos, embora a confiabilidade dos mesmos seja muito questionável, uma vez que os critérios “contábeis” do governo daquele país são questionados pelo próprio FMI. Tomei a liberdade de usar dados coletados pelos bancos UBS, GS e MS:

gsargiemacropicture

Em azul acima mostrei os dados do PIB oficial argentino, que cresceu em 2012 menos de 2%, tentou se recuperar em 2013, porém já indica uma forte desaceleração para 2014, como mostram os dados de produção industrial que veremos mais abaixo.

Embora os saldos comerciais sejam elevados ( amarelo), decorrentes da exportação de produtos básicos, o país apresenta déficits externos crescentes em seu conta corrente ( laranja), uma vez que a  poupança interna está sendo destruída pela inflação.

Apesar da enorme monetização da dívida , que pode ser vista na enorme taxa de crescimento da base monetária em preto, os déficits fiscais mostram tendência de piora ( cinza).

A dívida pública ao redor de 60% do PIB e a dívida externa de 45% do PIB deixam o país vulnerável a crise de financiamento.

Do lado cambial, as coisas estão ficando bastante feias:

argieexterno

 

O primeiro gráfico a esquerda mostra a forte perda de reservas dos últimos meses ( preto), apesar dos controles de capitais. O gráfico vermelho da direita acima  mostra a piora dramática no déficit externo ( em cinza) .

Tudo isto provocou uma desvalorização cambial enorme, como vemos em cinza no gráfico abaixo à direita:

argieinflacambio

 

O gráfico acima à esquerda mostra que a inflação ( medida pelo mercado no gráfico cinza) sobe a mais de 30% a.a., impulsionada pela base monetária que cresce a 25% a.a. Ou seja, fica evidente o enorme descontrole monetário na Argentina, que pode ser visto com mais clareza no gráfico abaixo:

taxarealuroargie

 

Em verde escuro, referindo-se à coluna da direita, temos os juros reais internos, que hoje estão ao redor de -7% a.a ( em vermelho).  Ou seja, se você deixa o dinheiro aplicado num banco argentino, depois de um ano o poder de compra destes recursos cai 7%. Depois de 5 anos você perdeu 30% do poder de compra de sua poupança.  O outro gráfico verde claro refere-se à escala da esquerda e mostra a taxa de crescimento da oferta de moeda. Ou seja, o descontrole monetário é absoluto.

fiscalargie

 

Como mencionei acima, a fonte desta expansão monetária se encontra nas contas públicas. Vemos no gráfico acima à esquerda que as despesas do governo têm crescido em velocidade superior à das receitas ( marcado em preto). À direita vemos que o grosso do aumento da base monetária em 2013 foi ocasionado pela expansão fiscal. Tal expansão fiscal provocou uma piora considerável no déficit público, como vemos em vermelho abaixo:

deficitfiscalargie

 

A produção industrial já mostra uma profunda desaceleração ( vermelho), 0 que indica que a economia já esteja se contraindo:

 

pindargie

 

 

A história econômica argentina ( e latino americana) mostra que este é o receituário para uma crise cambial e monetária de proporções dantescas, que muitas vezes acaba em hiperinflação e em crise institucional. A menos que se revertam estas políticas que levaram a tais desequilíbrios, há um enorme risco da inflação disparar e a crise econômica se transformar em crise política, que pode sim nos afetar e a todo o Mercosul.

Sempre resta a possibilidade de se culpar os capitais neo liberais internacionais que estariam orquestrando um ataque especulativo à Argentina, como acusa o ministro argentino Jorge Capitanich ( http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,governo-argentino-diz-que-pais-e-vitima-de-ataque-especulativo-classico,176498,0.htm), e ignorar assim a fragilidade dos fundamentos da economia e as inconsistências das políticas econômicas. Porém espero que o jovem Kicillof não entre nesta,  perceba seus erros e volte a ler Keynes, que antes de tudo, era um exímio especulador no mercado financeiro e forte defensor do capitalismo:

axel-kicillof0

 

Fica aqui uma lição importante para todos aqueles que desejam inovar em política econômica, tentando desviar das práticas provadas de boa gestão de política econômica.

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9 comentários | Comentar

  1. 59 Alex 06/02/2014 1:02

    A última frase do post parece uma das mais importantes.
    Infelizmente uma crise no vizinho atrapalha nossa economia, pois é um dos maiores compradores dos nossos produtos.
    Por outro lado, serve de aviso para os nossos “jênios” Mantega a Augustin pararem de fazer arte na economia.
    Talvez tenhamos a sorte que os dois tomem um chute caso a Dilma seja reeleita.

  2. 58 JIL 04/02/2014 15:33

    Ricardo, vc tem como nos gratificar com um gráfico da Bloomberg mostrando a taxa de cambio dos ppais emergentes (BRICS, Turquia, México, Argentina, Tailândia, Indonésia) nos últimos 12 meses, para ver o estrago do anuncio da redução do QE até agora?

    • Ricardo Gallo 04/02/2014 17:44

      nos ultimos 12 meses dolar subiu:
      20% contra real
      60% contra peso argentino
      18% contra peso chileno
      18% contra rupiah india
      0% contra korea won
      8% contra malsia ringit
      27% contra indonesia rupia
      16% contra rublo
      5% contra florim hungary
      5% contra peso mexicano
      14% contra peso colombiano

      argentina de fato é um destaque…. horroroso.

  3. 57 Samuel Vidal 04/02/2014 13:03

    Ricardo Gallo você está sendo muito bonzinho com a Argentina. Você fica considerando a taxa de crescimento real da Argentina oficial, quando os analistas independentes mostram resultados muito mais modestos. E o poder de compra da população em uma economia com inflação maquiada em mais de 20% ao ano também não é real, logo os indicadores de pobreza do país são outra fábula.
    http://mansueto.wordpress.com/2012/05/02/argentina-eles-modificam-tambem-o-pib/

    • Ricardo Gallo 04/02/2014 17:00

      verdade…. é que meu coracao deve ser keynesiomarxista…. em outras palavras, o deflator do pib la esta subavaliado…

  4. 56 Doug_SP 03/02/2014 18:23

    Hoje a Shell aumentou em 15% o preço na refinaria lá na terra do Tango.

    A panela de pressão está prestes a explodir, por mais que tentem controlar os noticiários.

    Vamos começar as apostas?

    Se quebrar em março, bem no meio do nosso carnaval – o pessoal da fazenda vai ter de sair correndo da Sapucaí direto para Brasília.

    Se ficar para junho, o Messi irá dedicar o título a todos os Hermanos que estarão passando por esse momento difícil.

    Eu aposto em junho, assim a coisa ficaria mais “dramática”.

  5. 55 JP 03/02/2014 13:32

    “praticas provadas de boa gestão”, seria o que o Mennem fez no passado ?

    • Ricardo R 03/02/2014 18:39

      Argentina quebrou quando de 95 em diante, usando um currency board, deixou de atingir superávit nominal, e passou a incorrer em déficits, que viravam dívida, que viravam défciti ainda maior que viravam divida ainda maior, até que quando bateu os 120% e os juros colossais, tornando virtualmente impagável. Por isso que com déficit nominal não se brinca, ainda mais quando eles tavam com a moeda trancada ao dolar. Daí sim que não pode brincar. Por um poquinho de sofrimento no presente, até hoje pagam as contas. E isso é meu medo para o Brasil. Por um poquinho de inflação, um pouquinho de represamento de preços, um pouquinho de empurrar com a barriga, nós corremos um risco absurdo de tomar uma pancada na cabeça no curto prazo. Por isso que tem que bater em governo gastão.

    • Ricardo Gallo 03/02/2014 14:03

      nao. a argentina vem errando ha muito tempo. acho que se seguissem o receituario que nos seguimos desde 94 ate hoje ja estariam bem melhores. eles nunca tiveram uma politica monetaria. ou importaram de forma imbecil como no tempo do currency board do cavallo ou fazem estas idiotices auto destrituvas que estao fazendo agora com a cristina k. eles tem um punhado de anos de crescimento depois uma baita crise explosiva. é assim desde o mr peron. e soh lembrando que argentina chegou a ser uma das 6 maiores economias do mundo…. incrivel o que o populismo faz com um país. eles nunca conseguiram se livrar do populismo do mr peron. de fato, uma vez nesta rota é muito dificil sair.

      veja venezuela. populismo economico é como alcoolismo. é viciante. cria dependencia. e nos na america latina temos esta tendencia a este vicio, diferentemente dos asiaticos ou anglo saxoes.

  6. 54 Clovis 02/02/2014 0:15

    Olá Galo, eu, o chato, novamente.
    Me parece que você mostrou a metade do copo vazio . E a outra metade, a cheia?
    Pra começar não entendendo essa ojeriza por Keynes, Keynes ainda reina absoluto.
    Você é muito inteligente, eu sei que é, devia admirar Keynes, o trabalho teórico dele.
    As reações á crise de 2008 sedimentaram ainda mais esse reinado, o neoliberalismo está morto, não o “keynesianismo”.
    Por falar em neoliberalismo (argh”), o melhor que eles fizeram foi adaptar a economia (a deles, ah ha) à teoria dos jogos para tentar montar um modelo fundamentado em redução de impostos, diminuição do tamanho do estado e desregulação da economia (aquele baboseira sobre o mercado se auto regulamentar).
    Eu duvido que vc algum dia, operador de mesa com foste, tenha realmente acreditado no “comportamento racional” dos agentes do mercado.
    Eu sempre enxerguei o tal mercado como razoavelmente racional em céu de brigadeiro mas quando vinha a tempestade prevalecia o instinto de manada não a racionalidade.
    Quanto á Argentina convém lembrar que foi o neoliberalismo que afundou a Argentina, Cavallo e cia levaram a Argentina ao default, não foi?
    E o que aconteceu depois?
    No lugar de seguirem as politicas do FMI e as recomendações (ou seriam ameaças?) dos agentes de mercado os argentinos resolveram tentar algo diferente.
    Resultado, a Argentina cresceu à taxas asiáticas 8,8% em 2003, 9% em 2004, 9,2% em 2005, 8,5% em 2006, 8,7% em 2007, 6,8% em 2008, 9,2% em 2010, 8,9% em 2011 (wikipédia, espero que esteja correto).
    Caramba! Quando dá isso capitalizado?
    O desemprego caiu de 20% para 6 %, a pobreza diminui demais e o hoje a Argentina é o país com o menor índice de pobres da AL.
    O investimento estrangeiro que os neoliberais diziam que iria minguar por causa do calote, voltou com força, só a industria automobilística aumentou a produção em mais de 300% numa década.
    Claro que nem tudo é positivo, em nenhuma economia de nenhum país é. A economia capitalista se move em ondas, não se pode crescer eternamente, em algum momento é preciso um ajuste, uma parada.
    Mas convenhamos, mesmo que a Argentina entre em recessão e patine por uns 2 ou 3 anos, ainda assim valeu a pena, não acha?
    Quero dizer 8,8% em 2003, 9% em 2004, 9,2% em 2005, 8,5% em 2006, 8,7% em 2007, 6,8% em 2008, 9,2% em 2010, 8,9% em 2011 não vale uma recessãozinha?

    • Clovis 04/02/2014 18:39

      os juros soh subirao nos eua se economia americana melhorar, e salarios crescerem e ai inflacao bater 2% … daqui ate la vai tudo devagar….. hoje inflacao esta a 1.2%…. e salarios sobem a 2% aa e antes da crise subiam a 3.5%…logo, ate la, economia americana bomba bomba bomba, mas nao eh relogio!!! é lucro lucro lucro… cada corrigida que bolsa da é uma chance dada … com 0% de juro real divida custa zero meu caro… zero… basta pib subir para que endividamento cai…. o valor de mercado da google hoje é igual ao valor de mercado do free float do bovespa ( parcela das acoes que sao negociadas na bolsa)… nada mal para uma bomba relogio…

      Claro que os americanos estão certos em aproveitar os juros negativos para diminuir a divida deles, seriam estúpidos se não o fizessem.
      Mas isso não é sinal de uma economia que bomba, bomba, é sinal de uma economia muito doente.
      Para começar não faz nenhum sentido juros negativos numa economia saudável porque pune o poupador, desestimula a poupança e a médio prazo vai inibir investimentos porque a poupança vai minguar.
      Que tipo de capitalismo é esse?
      Nós brasileiros conhecemos bem o problema (da baixa taxa de poupança).
      Os americanos também dependem atualmente da poupança externa para fecharem suas contas e eu não acho que pagando juros negativos eles vão permanecer uma boa opção para os países que tem saldo em divisas.
      O cenário que vc descreve é o que o FED deseja, tomara que ele se concretize porém discordo de você quando diz que os juros vão subir só quando a economia americana voltar a “bombar”.
      Mais cedo ou mais tarde os juros vão ter que subir nos EUA mesmo que a economia continue estagnada pelo simples motivo que não se pode praticar uma politica monetária expansiva para sempre, não há dinheiro nem nos EUA que permita isso.
      Os incentivos monetários tem um prazo para darem certo, se isso não ocorrer, paciência, sinto muito, mas vão ter que ser retirados do mesmo jeito.

      Eu não disse que foram os especuladores que quebraram a Espanha, apenas disse o que vc está careca de saber: que quando os especuladores percebem alguma vulnerabilidade numa economia eles aproveitam.
      E a vulnerabilidade da economia espanhola não se deveu aos altos impostos nem ao tamanho do Estado ou excesso de gastos da parte do setor publico, foi o setor privado que se endividou além da conta e que quebrou.

      Desculpe se polemizei ou se criei algum tipo de inconveniente, eu gosto do seu blog, se não gostasse não me daria ao trabalho de ler os posts muito menos me atreveria a tecer alguns poucos comentários

    • Ricardo Gallo 05/02/2014 11:55

      o que voce chama de especulador sao os fundos de renda fixa, como aqueles que voce investe, que mudam suas alocacoes de portfolio, saindo de onde a expectativa dos fundamentos é pior e alocando SEU ( dos clientes que lá investem e confiam sua poupança a estes gestores) dinheiro nos ativos onde fundamentos sao melhores. no caso europeu sairam da espanha e foram para alemanha. acho que voce esperaria que o gestor dos fundos onde vce investe seu dinheiro fizesse isto… existe este estigma contra “especuladores, que na verdade em mercado de capitais sao gestores de recursos que agem fiduciariamente em nome de seus clientes investidores e poupadores, de quem cobram comissoes neste sentido. logo é razoavel esperar que estes caras saim da onde tem risco e aloquem o capital onde risco é menor, dado um mesmo retorno. esta propaganda retorica da esquerda contra o que existe há seculos no mundo, desde o falecido jp morgan nos eua, é muito frustrante. é como chamar um atacadista de atravessador.

      voce nao me causa inconveniente nenhum, ao contrario, os debates soh nos ajudam. simplesmente discordo de sua colocaçao sobre argentina, pais cuja economia conheco muito bem desde 1989 quando ja me envolvia com aquela economia e mercado. eles surfaram no boom das commodities, porem nao aproveitaram a onda para fazer as reformas que deveriam ser feitas e agora vao ter um periodo horroroso pela frente. todo o beneficio vivido por estas economias supostamente desenvolvimentistas foi fruto do boom das commodities que financiou o endividamento e gastanca. quando a mare murcha, ai aparecem os corpos…

      eu discordo sobre colocacao sobre os eua, pois veja caso japones, juros de 5 anos la estao abaixo de 2% aa desde maio de 1997…. nao creio que este va ser caso americano, pois a economia nos eua é de fato capitalista e bem liberal e assim digere crises rapidamente sou muito ortimista com relacao aos eua. que ja estao reduzindo seu deficit publico sem ter que aumentar impostos. desemprego caindo consistentemente e deficit externo reduzido. vao sair desta crise. e talvez sejam um pais mais justo daqui a 10 anos… talvez. o saldo externo americano pode ser negativo pois eles emitem divida na moeda referencia do mundo. e como ha mais oportunidades de se investir la do que em qualquer pais do mundo…. veja o valor de mercado da google, facebook, da onde vem a grana para comprar as acoes destas empresas?? onde existem outras microsoft? e veja o bom do shale gas agora! e biotecnologia??onde mais voce pode investir em empresas assim? na america latina? nem na asia tem isto…

      ja na europa ha risco da coisa ficar feia se inflacao vier mais para baixo e cair na armadilha japonesa

      eu sou mais incisivo pois ha um discurso que ter capitalismo, mercados livres e fundamentos economicos basicos ( cambio livre, disciplina fiscal, controle monetario e crediticio) equivale a defender um tel de neoliberalismo (?) que equivale a fascismo. é um ataque ideologico, sem fundamento, hipocrita e mentiroso, pois aqueles que atacam acreditam nestas mesmas coisas que defendo piamente. obviamente não é seu caso, que sempre mantem o debate em alto nivel e aberto.

      Eu que peco desculpas se dei a entender que voce esteja atrapalhando ou me agredindo. seus comentarios sempre nos ajudam. muito.

      obrigado e desculpe-me se fui agressivo. porem este tema e alguns ataques da patrulha cibernetica da ideologia vazia ( nao eh seu caso, pois voce sempre argumenta) me fazem as vezes ficar defensivo.

      obrigado pelos comentarios e por sua palavras de apoio.

    • Clovis 04/02/2014 13:03

      Esse é um ponto interessante, Galo, a divida das empresas e famílias que é muito alta nos países que foram o epicentro da crise (EUA) ou que sofreram (sofrem) mais com ela como a Espanha.
      Em Portugal que você cita a divida publica é de cerca de 120% do PIB mas a divida total é de 430% do PIB, a diferença é divida do setor privado
      E grande parte do aumento da divida publica na Europa e nos EUA se deu não por ineficiência do Estado mas pela necessidade de socorrer o setor privado.
      A Espanha é interessante pelo fato de ter uma divida publica relativamente baixa e mesmo assim ter sido alvo dos especuladores.
      Esse é o problema da Espanha o montante da divida do setor privado é tão alto que se acontecer uma nova crise como a de 2008 desta vez o estado não vai mais poder vir em auxilio e a catástrofe será inevitável.
      Isso aumenta a minha convicção de que essa é (é porque ainda não terminou) uma crise do setor privado (dito o mais eficiente) e não do setor publico.
      A desalavancagem do setor privado ainda vai durar anos, talvez décadas e nesse período o crescimento será anêmico sendo otimista.
      Discordo de você quanto a deixar os bancos quebrarem, é tentador porque parece justo mas as consequências seriam terríveis.
      Mais inteligente teria sido regular e fiscalizar melhor o mercado prevenindo a crise ou pelo menos tornando ela menor de tal maneira que o mercado sozinho pudesse digerir as perdas, sem necessidade de intervenção estatal.
      Concordo com você quanto a juros negativos serem sinal vermelho se forem aplicados por muito tempo.
      No caso dos EUA por exemplo tem ajudado a estimular a economia e a diminuir a divida ( coisa que poucos analistas destacam), parece bom mas pode ser tipo uma bomba relógio.
      Mas o que vai a acontecer à economia americana quando os juros nos EUA subirem, Galo?

    • Ricardo Gallo 04/02/2014 16:06

      os juros soh subirao nos eua se economia americana melhorar, e salarios crescerem e ai inflacao bater 2% … daqui ate la vai tudo devagar….. hoje inflacao esta a 1.2%…. e salarios sobem a 2% aa e antes da crise subiam a 3.5%…logo, ate la, economia americana bomba bomba bomba, mas nao eh relogio!!! é lucro lucro lucro… cada corrigida que bolsa da é uma chance dada … com 0% de juro real divida custa zero meu caro… zero… basta pib subir para que endividamento cai…. o valor de mercado da google hoje é igual ao valor de mercado do free float do bovespa ( parcela das acoes que sao negociadas na bolsa)… nada mal para uma bomba relogio…

      bomba relogio é impulsionar economia com politica fiscal anticiclica no pleno emprego, com inflacao alta e deficit externo crescente…. ou seja, argentina…e quase que embarcamos nesta. graças a Deus a Presidenta percebeu e vai mudar o rumo. vai doer, porem é inevitavel… senao, é bomba relogio. teremos que passar por um periodo de ajuste… cest la vie.

      divida na espanha é privada e ficou publica, grecia eh publica, portugal é os dois… ou seja juro baixo, e politica fiscal expansionista deu no que deu….agora tome ajuste…hehehe… enquanto isto, os conservadores alemaes e austriacos se dao bem, no pleno emprego……hehehe eu acho que nao vai ter catastrofe nao….. ecb imprime…. . inflacao la ta baixa…vamos ver draghi nesta quinta o que ele fala.

      o que os keynesianos latinos nao aprenderam é que keynes defendia impulso quando economia nao estava no pleno emprego e inflacao estava baixa…. 29 -38.

      espanha alvo dos especuladores??? hahaha hilario….divida privada alta = deficit externo alto = dependencia de capital externo = crise de balanco de pagamento = downgrade de governo central = ajuda do gov aos bancos estatais = mais deficit fiscal = mais divida…

      foram os especuladores que quebraram a espanha ou seus proprios bancos estatais ( las cassas) que emprestaram como loucos e precisaram do governo para salva los? voce emprestaria seu dinheiro pro governo espanhol com 10% de deficit fiscal? risco espanha de 5 anos ( Cds) bateu 600 bp em 2012, ai espanha fez ajuste, e o hoje risco espanha esta a 136 vs 200 do brasil … os especuladores estao salvando a espanha agora? e estao quebrando a argentina?? os especuladores quebraram o eike tambem? interessante…. quando as coisas vao bem, o dinheiro entra, falamos que o capital estrangeiro acredita na gente pois somos lindos …quando coisas vao mal falamos que é uma conspiracao do capital internacional!!!! hahahaha!!

      os bancos estatais espanhois quase quebraram o pais! quando governos se metem a emprestar da nisto…. se se se estado espanhol tivesse aumentado superavit fiscal no periodo de vacas gordas, segurado suas provincias com seus bancos, ai o problema era bem menor… porem disciplina fiscal é coisa do consenso de washington…neh? coisa de neo liberal monstruoso!!! legal mesmo é gastar. e se endividar. depois aumenta imposto e morre….

      endividamento privado = publico pois governo sempre salva banco para proteger os poupadores e depositantes…. sempre. como voce disse é preciso endividar o estado para salvar os depositantes…. mas ai quem paga a divida?? os trabalhadores com seu desemprego!!!!

      ate os socialistas defendem salvar os capitais financeiros….portanto eua estao corretos!?! tem que salvar banqueiro!!??

      hehehe…

    • Clovis 04/02/2014 9:54

      Galo:

      “de setembro ate agora o valor do PIB argentina em US$ caiu mais de 30%”

      Não sei de onde vc tirou essa informação, a previsão é que o PIB argentino cresça cerca de 2,6% em 2014 e tenha crescido cerca de 5,5% em 2013.
      Se vc quis dizer que a moeda argentina perdeu 30% do valor em dolar isso não significa que o argentino teve um decrescimo de renda equivalente, flutuações cambiais são comuns, ocorrem até nas economias dos paises desenvolvidos. A tendencia é de uma apreciação do dolar em todo mundo particularmente nos países emergentes caso os EUA resolvam mesmo dar um slow down na maquininha (deles) de imprimir dinheiro.
      Isso tem um lado ruim (pode elevar os juros reais por aqui) e um lado bom (favorece as exportações).
      Para a Argentina o problema é maior que para o Brasil porque eles tem poucas reservas, a inflação já é muito alta e a economia deles é bem mais dolarizada.
      Sobre populismo, quer coisa mais populista (e, se me permite dizer, mais estúpida) que o discurso neoliberal?
      É sempre o mesmo blá blá blá sobre cortar gastos e impostos que nunca funciona na pratica porém sempre tem o efeito perverso de aumentar a concentração de renda e a divida publica, como temos visto nos últimos 40 anos nos EUA.
      Devia-se quebrar o factóide de que governos neoliberais mantém politicas econômicas responsaveis do ponto de vista fiscal, a matemática mostra o contrário.

      Hudson.
      Concordo que a Argentina vai (deve) enfrentar um período dificil mas não vai devolver todo o crescimento expressivo que obteve a partir de 1994.
      Então, caso as minhas expectativas e não as suas se confirmem, o “net” das politicas “keynesianas” que eles implementaram terá sido extremamente positivo.

    • Ricardo Gallo 04/02/2014 11:06

      vamos la:

      a. a producao industrial na argentina, de acordo com instituto nacional de estatistica e sensos, caiu de julho a novembro 5%…. desde setembro de 2010 o crescimento acumulado do PI eh zero ( 125.79 em novembro de 13 vs 128.58 em novembro de 2010.)… se voce acredita no deflator do pib deles, boa sorte… compra papel indexado a inflacao la…. mas assume que de la para ca, com a crise toda, apagoes e tudo, producao ficou parada… o que eh bem otimista…. se voce acha que pi dessazonalizado deles subiu de sdetembro para ca, ok…

      b. o cambio de setembro para ca subiu de 5.80 para 8, ou seja, 38%…. assume que inflacao argentina oficial = deflator do pib == 11% aa ou seja 4% de setembro para ca.

      pela matematica simples, 1.38 / 1.04 * 1 = 1.32, ou seja, em dolares, tu precisa pegar pib de setembro e dividir por 1.32 para chegar no pib em dolares de hoje…. ou seja, caiu bem….

      c. se argentina tem pouca reserva como você diz ( e esta corretissimo) é porque manteve cambio artificialmente valorizado durante o periodo de vacas gordas das commodities e juros baixos la fora, e nao aproveitou a festa, pois ninguem quis por $ num pais daqueles… fale com os empresarios brasileiros que colocaram grana la. logo, cambio atual é mais real, o que reduz bem a renda real do povo argentino….

      d. que discurso neo liberal é este a que você se refere? o mesmo que a Presidenta Dilma pregou, com razão, em davos e no congresso: disciplina fiscal, cambio flutuante e meta de inflação?? Não acho que a presidenta seja neo liberal. Só eh consistente e sabe que não ha outro caminho, coisa que os argentinos não são, que é o ponto central deste artigo. Foram “inovar”, como Venezuela, e quebraram. Mas que matemática é esta que prova que politicas sensatas econômicas, como a presidente Dilma prega, com privatizações e gestão econômica responsável não dão resultado?? Você já foi para asia? Para Alemanha? Suíça? Ou viu o governo lula ate 2010? Você acha que o que tirou brasil da crise foi o que ? Keynesianismo tropical? Ou politicas econômicas adequadas, corretas e “conservadoras”, como as que você chama de neoliberal?

      e. A chamada impressora americana funcionou sim senhor, pois la inflação é de 1.1% a.a vs meta de 2% a.a…. bem difernte dos 6% a.a. daqui e dos 10% oficiais da argentina, que na verdade são mais de 30%…..Se e quando inflação subir por lá e eles sobem juros, pois tem disciplina monetária e aprenderam com o populismo creditício pré crise. DE fato hoje o juro real lá é negativo de -0.7% aa num tips de 4 anos. Mas se com este juro o cambio na argentina foi de 5.6 para 8, o que vai acontecer quando juro americano real for para 1% positivo? E de fato os modelos populistas baseados no crescente endividamento publico, privado e externo não se sustentarão quando os juros no mundo voltarem ao normal. Aí a as políticas mais corretas e sensatas serão premiadas, pois a farra da grana fácil acaba.

      f. Este pib reportado na argentina é resultado de um deflator errado e de uma produção agrícola que é a unica coisa que se salvou por la. Se aqui deflacionássemos o PIB a 3 % aa nosso pib teria crescido 5% aa ano passado e não 2%… O salario real teria crescido 6%…. e por ai vai…..

      Resumo: você está confundindo o tal de neoliberalismo com boa pratica econômica, como a que hoje está sendo hoje defendida com vigor pela presidenta Dilma, com um programa agressivo de concessões de serviços públicos não prioritários para o Estado, com uma politica fiscal mais austera , redução da divida publica, cambio livre e disciplina monetária. Mas se você fica mais feliz, eu digo: neoliberalismo é uma droga. Bom mesmo é boa gestao keynesiana!!!

      melhor assim?? Nao sou neoliberal, nem keynesiano, nem socialista, nem nada: só acho que gestão econômica é coisa seria e brincadeiras como estas da Argentina e Venezuela levam ao fracasso. Assim como bolhas de credito como a americana e do sul da Europa que foram patrocinadas por governos de fato populistas , que induziram o endividamento das famílias, empresas e / ou estado, são horrorosas. Não tem nada de liberalismo nisto. Se fossem liberais mesmo deveriam ter deixado Portugal quebrar e bancões americanos irem pro saco…. Deixaram juro baixo, politica fiscal escancarada e credito frouxo e deu no que deu. O mesmo acontece hoje na china. O populismo de juros baixos gera inflação ou bolha de crédito. Seja para os keynesianos desenvolvimentistas social democratas ou para os monstros capitalistas neo liberais sem coração.

    • Ricardo Gallo 03/02/2014 14:11

      de setembro ate agora o valor do PIB argentina em US$ caiu mais de 30%. nao seria este um sinal que o povo argentino, como um todo, ficou 30% do que um americano ou frances, ou mexicano, ou chines de la para ca? opu voce acha que eles sao uma ilha e nao precisam do resto do mundo?

      de janeiro de janeiro de 2008 ate hoje o dolar ( oficial!!0) subiu de 3.20 para 8, 150%. de dezembro de 2010 para ca dobrou…. voce acha normal isto? e o paralelo esta a 12… 12…

    • Hudson 02/02/2014 16:51

      Clóvis,

      A condução da economia deles foi tão boa, mas tão boa, que agora eles devolverão com juros todo este crescimento econômico fantástico que você fez questão de exaltar.

      Ciente. Próximo.

      PS: Já passou da hora de retirarmos os idiotas que nos governam na Selva Brasilis do poder…

    • Ricardo Gallo 02/02/2014 14:54

      Se isto que vocr esta dizendo for verdade o mercado cambial esta miito errado e você deveria comprar peso. Eu acho que acaba em hiper e em mais um calote. A recessaozinha vai ser de dimensao grega e todo estes supostos ganhos irao sumir se o controle monetário nao for feito.

      E cada vez mais A Argentina vai se isolando e se tornando mais um pais latino com nenhuma importância econômica.

      Pergunta aos empresários brasileiros que tem dinheiro la.

      Apesar dr tofo este crescimento do pib reportadp por eles continuam minusculos pois em dolar p pib nao vale nada. … logo este pib reportado ė ilusório. Riqueza no papel. Se fosse verdade capital estava correndo para la nao fugindo de la.

      Conhece algum universitário saindo daqui e indo para la trabalhar?

  7. 53 Daniel Puka 01/02/2014 5:16

    E o Brasil achando que abracado ao mercosul com a Argentina, Paraguay e Venezuela, etc vai chegar em algum lugar!?

  8. 52 Ricardo R 31/01/2014 12:35

    Ótimo texto. A situação argentina serve de aviso pra o Brasil tb. Por isso que nossa sociedade não pode aceitar inflação maquiada, truques fiscais e papagaiadas intervencionistas. Tudo começa com leves ajustes do governo e se ninguém se opuser, termina nessa catástrofe que é a Argentina.

    No fundo, economia significa pessoas produzindo bens e serviços e trocando estes artigos umas com as outras. Quanto mais os governos deturpam e interferem nessas trocas, mais os custos de se produzir sobem. E quando os governos querem ditar até mesmo qual será esse custo. Aí ninguém produz. E o país colapsa, pois tem um grande potencial de produção, mas prefere não trabalhar, pq afinal, ngm gosta de pagar pra trabalhar.

  9. 51 CRYS 31/01/2014 7:40

    Muito bom texto.

    Esqueceu apenas de mencionar a bolsa de lá (como da Venezuela) disparou nesses ultimos tempos. Muito devido a essa impressão descontrolada de pesos que acaba indo para bolsa aumentando a especulação. E um crash na bolsa, poderá prejudir ainda mais as coisas.

    Como salvar as republiquetas latino americanas ? padrão ouro classico ? dolarização ?currency board no padrão de Hong Kong ? banco central independente no padrão Deutsche Bundesbank ? ou um banco central que cota sua moeda de acordo com moedas parceiras como em Singapura ? ou quiçá uma moeda descentralizada (criptomoedas) ?

    • Ricardo R 31/01/2014 15:47

      A bolsa deles parece a nossa na época pré-real. Todo dia subia 2% hahaha

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