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terça-feira, 15 de abril de 2014 Crise Brasileira, Inflação, Politica Economica | 04:15

A goleada do dragão da inflação

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Um amigo me perguntou:  quantas vezes nos últimos anos a inflação de 12 meses esteve acima da meta? Eu respondi: não fica acima há muito tempo. De fato faz muito tempo que a inflação não fica acima da meta em ano calendário. Aí ele me perguntou: mas e em outros meses? Eu respondi: umas 2 ou 3 vezes no máximo. Pois bem, eu errei. Big time, como dizem os americanos. E venho a público mostrar a goleada que levei dos Dragões da Inflação.

A tabela abaixo mostra a inflação acumulada em 12 meses ( IPCA 12 m),  mês a mês desde janeiro de 2010.  Esta medida acaba evitando distorções sazonais dos preços e dá uma idéia do compromisso com as metas de maneira mais consistente ao longo do tempo:   inflacaovsbc

 

Na coluna em verde claro marquei as ocorrências em que a inflação ficou abaixo do centro da meta. Na coluna vermelha marquei as ocorrências onde a inflação acumulada ficou acima do limite máximo de 6,5% a.a.. No total, houve apenas uma ocasião que inflação ficou abaixo do centro, embora que apenas 0,01%,  em meados de 2010. Por outro lado, ocorreram 10 ocasiões onde ela ficou acima do topo da meta. Ficam aqui algumas lições:

  • 1. nunca responda nada baseado no que você acha que deveria ser ou com base em percepções do que está ocorrendo;
  • 2. sempre procure os números, os fatos, os dados e conclua em cima disto.

Desta forma, os dados mostram que nos últimos 4 anos perdemos de goleada da inflação. Sejam quais forem os motivos, isto acaba afetando a credibilidade do sistema de metas de inflação, o que  torna o trabalho do BC ainda mais difícil, pois desancora as expectativas.  Pense assim: se seu barbeiro aumentar hoje o preço do corte em 5% você vai achar pouco. Se for 7% você até que vai achar razoável, mas se for mais de 10%, aí você vai reclamar. Há 5 anos atrás você já começaria a reclamar depois dos 7%, e se fosse 10% você mandaria o cara para o inferno e mudaria para outro barbeiro. As pessoas se acostumam às coisas. Na Europa, nos EUA , no Japão, as pessoas se acostumam com a estabilidade do preço nominal das coisas. Aqui nos acostumamos à estabilidade das taxas de variação do seu preço nominal. Pesquisas recentes feitas pelo Data Folha mostram que 65% da população acredita que a inflação vá subir:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1437329-medo-da-inflacao-e-generalizado-revela-pesquisa-datafolha.shtml

E isto já contamina as expectativas dos agentes, como vemos no gráfico abaixo da evolução da mediana das expectativas  de inflação para os próximos 12 meses dos analistas consultados pelo BC desde fevereiro último:

expectmercado

 

Expectativas maiores aumentam a chance de aumentos preventivos de preços que acabam realimentando a inflação. Cabe ao BC mudar este comportamento e reverter tais expectativas, através de uma política monetária que traga a inflação de volta para o centro da meta mais rapidamente, pois a inflação está ficando cada vez  mais generalizada, como se vê no gráfico abaixo do índice de difusão da inflação desde 2000:

 

difusaoipca

 

Como a Presidenta Dilma disse recentemente : “ Enquanto [ os preços de ] alguns produtos sobem, outros caem ” e outros, adiciono eu, ficam parados. Este índice de difusão acima mostra este fenômeno descrito pela Presidenta ( gráfico azul) pois  indica o % de bens ou serviços que subiram de preço em determinado mês desde 2000. O gráfico laranja mostra a evolução da média dos últimos 6 meses de tal índice. A reta cinza horizontal mostra sua média de 2000. Vemos que, após um período onde os aumentos de preços estiverem menos espalhados ( verde), de 2010 para cá tais aumentos de preço foram ficando cada vez mais generalizados e espalhados pela economia ( seta vermelha), atingindo um nível de “espalhamento”  que não era visto há mais de 10 anos. Ou seja, os dados mostram que o número de produtos que sobem de preço está aumentando. Com isto, a inflação fica cada vez mais persistente e corremos um sério risco de vê-la acima do topo da meta com maior frequência ainda.

Se agora analisarmos somente as diversas medidas de núcleo da inflação calculadas pelo BC, fica claro que há uma tendência de elevação que já vem de algum tempo ( seta preta) e que os dados recentes mostram que a coisa voltou a piorar ( vermelho):

nucleosinflacao

 

Desta forma, vemos que a inflação, além de estar se espalhando, está se realimentando e, portanto, não é explicada somente por fatores excepcionais ou extraordinários, uma vez  que todas as estimativas de seu núcleo estão elevadas e em clara tendência de alta.

O gráfico abaixo mostra que, se não fosse o represamento das tarifas públicas ( preços monitorados pelo governo), a inflação estaria bem acima da meta:

inflameta

 

Estes gráficos acima mostram a evolução de diversos componentes da inflação de 12 meses desde 2005;

  • Gráfico cinza, mostra o índice cheio, objeto do sistema de meta de inflação;
  • O amarelo mostra  a média dos núcleos da inflação, que visam expurgar do cálculo da inflação aumentos de preços excepcionais ou itens mais voláteis em alguns casos, e portanto indicam a tendência central de nossa inflação;
  • O laranja mostra a inflação dos preços dos bens não sujeitos a tabelamento ou controle por parte do governo;
  • O azul claro mostra o comportamento dos preços controlados ou monitorados pelo governo;
  • A reta horizontal verde mostra o topo da banda do sistema de metas de inflação;
  • A vermelha mostra o centro da banda;
  • E a preta, lá embaixo sozinha, mostra o piso da banda, abandonado já há muito tempo.

Algumas coisas nestes gráficos são gritantes:

  • Vemos que o gráfico cinza desde 2009 orbita na faixa superior da banda, entre a reta vermelha e a verde, diferentemente do que acontecia até 2009, quando oscilava ao redor do centro da meta. Ou seja, dá uma sensação que deixamos de perseguir o centro da meta e que as tais “altas ocasionais e temporárias de preços”  têm sido mais frequentes e permanentes do que pensamos;
  • Vemos que recentemente os núcleos da inflação ( marcado em roxo) estão já acima da meta e subindo;
  • Vemos que os preços lives, aqueles que não estão sujeitos ao controle do governo, estão andando acima da meta já há algum tempo.
  • E que os preços controlados do governo ( seta verde) ajudam a puxar a média da inflação para baixo, tendo andado até recentemente abaixo da meta da inflação.

Se não fossem os preços “controlados” pelo Estado, nossa inflação estaria bem acima da meta. Isto poderia ser justificável se estivéssemos assistindo a um processo de mudança de preços relativos entre os bens com preços monitorados e os com preços livres, onde os preços dos produtos monitorados precisassem subir menos do que os livres. Isto aconteceria se houvesse uma oferta maior destes bens “monitorados” vis a vis a sua demanda e o oposto estivesse acontecendo com os outros bens e serviços em nossa economia. Mas este não é o caso, pois está evidente que alguns preços monitorados estão sendo sustentados em níveis irreais, como no caso da energia elétrica e da gasolina, e que, mais cedo ou mais tarde, precisarão ser reajustados. A “ajuda” que temos tido dos preços controlados vai acabar em breve .

Se os preços livres continuarem  a subir no ritmo atual com certeza a inflação irá estourar a meta. De fato, o Ministro Mantega já alertou que isto deve acontecer, mais uma vez, nos próximos meses. Porém, no caso de um realinhamento das tarifas que hoje estão defasadas, a inflação ficará acima do topo com mais intensidade e por muito mais tempo, o que poderia significar uma perda enorme para o sistema de metas de inflação e para a credibilidade do BC, que foi construída com muito trabalho e sacrifício ao longo destes últimos 20 anos. Todos os agentes já trabalham com a hipótese que os preços da energia e da gasolina subirão em 2015. Isto alimenta ainda mais a inflação atual, pois acaba levando a aumentos preventivos.

O fato é que de 2009 para cá parece que a inflação virou o jogo, e está ganhando de goleada da gente! O tira teima acima mostra que de fato estamos  cedendo cada vez mais espaço para o meio de campo dos Dragões e que nossa defesa não tem conseguido segurar seus atacantes. O resultado disto é que para voltarmos a estabilizar a inflação no centro da meta, o objetivo declarado do BC e pela Lei que instituiu o sistema de metas, precisaremos de juros ainda maiores e que precisarão ser mantidos aí por mais tempo, o que deverá ter um custo em termos de produto e renda bem maior do que teríamos se o placar estivesse menos dilatado a favor dos Dragões. E sempre é bom levar em conta que este placar só não foi mais dilatado, por que o juiz estava do nosso lado e marcou um séria de impedimentos contra os Dragões, ao reprimir o aumento de tarifas públicas , como da energia e do combustível, e ao reduzir impostos sobre os bens que impactam a inflação. Mas sabemos que o juiz não vai ficar olhando para o outro lado no jogo de volta.

O que alguns economistas mais heterodoxos esquecem é que o grande capital tem mais mecanismos para se proteger da inflação ( investimento em estoques, indexação dos títulos públicos, compra de dólar, imóveis, terras, etc)  do que os trabalhadores. O poder de compra dos salários depende ou do BC ou das greves, como a que aconteceu semana passada na Argentina da “Peronista de Esquerda”  Cristina K.:

 

Inflação na Argentina provoca greve geral

Para ler a matéria completa faça seu login ou cadastre-se
A Argentina enfrenta hoje uma greve geral liderada pela Central Geral dos Trabalhadores, a chamada CGT Azopardo, em alusão à rua onde fica a sede da entidade. O movimento, que tem como protagonista Hugo Moyano, líder dos caminhoneiros e principal dirigente da CGT, terá a adesão de metroviários, motoristas de ônibus e aeronautas. “Quem não quiser faltar ao trabalho amanhã que vá a pé ou de bicicleta”, disse Moyano.

Leia mais em: http://www.valor.com.br/internacional/3512000/inflacao-na-argentina-provoca-greve-geral#ixzz2yVQEYJZL

 

Apesar deste cenário, a ata recente do COPOM e o tom do presidente do BC em algumas entrevistas recentes me deixaram um pouco preocupado, pois não me pareceu que o BC esteja de fato comprometido em reverter o quadro atual mais rapidamente. Espero que o resultado da inflação neste primeiro trimestre faça o BC rever sua posição e leve-o a assumir uma atitude mais decidida no combate aos Dragões,  pois a velocidade de convergência da inflação para o centro da meta projetada pelo BC está muito lenta, como vemos abaixo no gráfico usado pelo Diretor Luiz Awazu do BC em recente apresentação:

cpnvergenciainflabc

 

O gráfico azul acima mostra a evolução da inflação de 12 meses desde 2005. Vemos que desde 2010 ( marcado em cinza) não mais conseguimos atingir o centro da meta. E de acordo com as projeções do BC apresentadas no último relatório de inflação, representadas no gráfico verde acima, a inflação não atingirá o centro da meta pelo menos até Março de 2016 ( seta vermelha), quando deverá estar ao redor de 5%, se tudo correr de acordo com as hipóteses adotadas pelo BC. Se este cenário se materializar, terão sido 6 anos seguidos sem fazer nenhum gol no Dragão! Corremos assim o risco de descredibilizar de vez o sistema de metas.

Mas antes que os heterodoxos comecem a vir com o papo que é preciso tolerar um pouco mais de inflação para garantir um crescimento maior, os dados de atividade mostram que, apesar de termos tolerado uma inflação maior desde 2009, nosso crescimento de lá para cá  vem piorando muito, como vemos no gráfico abaixo da evolução desde 2004 da taxa de crescimento anual da atividade econômica calculada com base em dados do índice de Atividade Econômica do BC:

ativeconombc

E até mesmo a famosa desculpa de que este baixo crescimento se deve ao ” aprofundamento da crise externa”   e que portanto precisamos ter uma política monetária frouxa,   também não cola.  A evolução dos dados de atividade das grandes economias indicam que o pior momento da crise externa já ficou para trás há algum tempo, como vemos nos gráficos abaixo que mostram a evolução do PIB anual dos países do G7  ( Fonte FMI ) e a sua média simples ( vermelho) desde 2008. Eles indicam que, de 2012 para cá,  a economia mundial voltou a se acelerar e deve manter a tendência este ano:

PIBglobalimf

 

 

E o gráfico abaixo mostra que a produção industrial nas duas regiões mais afetadas pelas crises dos últimos anos já se recuperou:

prodineuaeuro

 

 

Outro argumento bastante usado contra o uso da política monetária no combate à inflação é que isto ” aumenta o desemprego“. Bom, de fato a elevação dos juros causa uma retração temporária na atividade que pode sim levar ao aumento do desemprego. Porém, qual seria então a sugestão que tais críticos poderiam nos dar para combater a elevação da inflação sem o uso da política monetária? Seguem aqui algumas “idéias” que as vezes ouço por aí:

  • a. congelar preços, como Maduro e Cristina K. tentaram na Argentina e na Venezuela
  • b. aumentar os subsídios dados pelo Estado para manter os preços artificialmente baixos, como hoje ocorre com eletricidade e gasolina, desviando desta forma recursos orçamentários que poderiam ser usados em programas sociais ou na infra
  • c. derrubar o dólar ainda mais para baratear o custo dos importados e detonar com nossa indústria local e balança comercial ainda mais
  • d. aumentar o depósito compulsório dos bancos, reduzindo assim a oferta de crédito e aumentando a inadimplência
  • e. reduzir os gastos públicos e a demanda do governo em ano eleitoral
  • f. ou NDA, ficar rezando, torcendo, acompanhando, deixando assim que a inflação continue subindo, com o BC passivamente assistindo o estouro do teto da meta e aí abandonar de vez esta coisa  “neo liberal” de meta de inflação que só atrapalha a gente.

Você decide…

Todos nós sabemos que uma política monetária mais austera é um remédio de curto prazo apenas, pois seus efeito colaterais no emprego e nas finanças públicas são muito ruins. Logo, é preciso fazer reformas econômicas que aumentem a oferta interna de bens e serviços ( ou seja, no jargão liberal  as famosas “supply side reforms”) , para que tal oferta ampliada crie uma pressão baixista nos preços de bens e serviços que nos permita uma forte redução dos juros, viabilizando assim mais investimentos e um crescimento mais rápido. Tais reformas devem visar o aumento da produtividade e da poupança interna, única maneira sustentável de se financiar os investimentos que viabilizarão um aumento da oferta. Caso contrário, ficaremos sempre patinando entre 3 cenários:

  • ou inflação elevada;
  • ou crescimento pífio;
  • ou dependência crescente de financiamento externo.

Mas, sendo realista,  é pouco provável que esta questão, assim como inúmeras outras,  seja endereçada em ano eleitoral. Então só nos resta torcer para que o time e o(a) técnico(a) escalado(a)  nas eleições deste ano para o jogo de volta no ano que vem voltem a equilibrar a partida e mandem o Dragão de vez para a segunda divisão, pois pelo que o nosso Técnico Guido falou recentemente, tudo indica que iremos tomar mais alguns gols dos Dragões nos próximos meses!

drago

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5 comentários | Comentar

  1. 55 He will be Bach 18/04/2014 9:31

    “1. nunca responda nada baseado no que você acha que deveria ser ou com base em percepções do que está ocorrendo;
    2. sempre procure os números, os fatos, os dados e conclua em cima disto.”

    O mundo seria um lugar muito melhor se mais gente se determinasse por esses princípios!

    • Ricardo Gallo 18/04/2014 19:47

      pois é… a gente vai aprendendo…

  2. 54 Alexandre 17/04/2014 20:44

    Ricardo Gallo boa noite.
    Concordo com a opinião do Ricardo R. o BC sozinho esta perdendo o poder de ancorar as expectativas; ou seja, o time tem que jogar junto “Juros, conter um pouco mais a oferta de crédito e uma política Fiscal Séria, para haver harmônia e vencermos esse jogo.
    Um grande abraço e Parabéns pela análise.

  3. 53 IRCR 17/04/2014 5:23

    Depois que inventaram bancos centrais e dinheiro de papel (fiduciario), é isso ai, moeda cada vez perdendo mais valor, restribuindo riquezas da sociedade para o governo e banqueiros tanto comerciais como centrais

    • Ricardo Gallo 17/04/2014 8:05

      pode ser… ou pode ser que simplesmente alguns bc’s tenham menor autonomia que outros

  4. 52 Hudson 15/04/2014 15:48

    Belo texto.

    Poderia discorrer um pouco sobre o motivo pelo qual o BC prefere mexer nos juros do que no compulsório?

    Se estes idiotas forem escalados por mais 4 anos, dificilmente poderemos evitar a chegada da Grande Onda Marrom-esverdeada (GOME).

    • hudson 15/04/2014 23:29

      Mas você não acha mesmo que o crédito está farto demais? MCMV faixa 1 tá com 20% de inadimplência. Hoje até um autônomo consegue financiar casa na CEF (é só ficar sacando e depositando dinheiro várias vezes por mês que a CEF considera este extrato bancário como renda), um cara com o primeiro estágio consegue financiar um carro zero e um desempregado consegue um empréstimo no caixa eletrônico.

      Mesmo assim não vivemos uma farra de crédito?

    • Ricardo Gallo 16/04/2014 15:41

      credito esta farto na cef, bb e bndes, que nao respondem a aumento de compulsoiro, mas a ordem do mantega.

      o sistema que seria sensivel a compulsa ( privado) esta muito muito restritivo na oferta.

      e nosso problema é o cantagio das expecatativas que soh se combate com juro forte…. modelo de meta é assim…

    • Ricardo Gallo 15/04/2014 16:19

      olha, o problema de inflacao aqui nao eh de demanda… é de oferta. se fosse de demanda impulsionada por credito farto demais, ai compulsa funcionaria bem….

      porem hoje temos eh falta de oferta e a expansao de credito pelos bancos privados esta bem devagar….quem ta oferecendo credito é banco estatal que nao esta nem ai pro compulsorio, eles apenas cumprem ordens.

      como as expecativas tem subido, a melhor maneira de segura-las é via juros…porem tinha ques er um baita choque de uma vez e nao em doses homeopaticas….

      logo…

  5. 51 Ricardo R 15/04/2014 11:04

    Lamentável a atual situação da inflação. Não apenas estamos perdendo de goleada, o adversário já tá fazendo embaixadinhas em campo (cade o Paulo Nunes?).

    BC claramente tá perdendo a capacidade de ancorar expectativas.

    • hudson 16/04/2014 21:26

      Está difícil porque o gestor monetário demorou a fazer seus ajustes da selic e os faz de maneira frouxa. Além disso, com 1% de PIB de superávit não vai dar mesmo… O BC vai continuar correndo atrás do rabo.

    • Ricardo Gallo 16/04/2014 21:30

      ou não…

    • hudson 15/04/2014 23:31

      A inflação parece até o Edmundo rebolando a dança da bundinha na lateral de campo de frente para o Gonçalves (Mantega). Vasco x Botafogo em meados dos anos 90.

    • Ricardo Gallo 16/04/2014 15:41

      coisa ta dificil….

    • Ricardo Gallo 15/04/2014 12:51

      sim. veja mr delfim netto hoje…. ate ele… ate ele….

      tripe foi embora de vez.

      adios.

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