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sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Câmbio, Crise Brasileira, Heróis do Mercado, Impostos, Inflação, Investimentos, Juros no Brasil, Politica Economica, Sem categoria | 15:13

Déficit externo = falta de poupança = ajuste fiscal

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E chegamos ao inevitável ajuste fiscal, que tem muito a ver com a realidade de nossas contas externas.

Um dos conceitos mais importantes da contabilidade nacional é o saldo em conta corrente. Ele mostra o quanto estamos trocando com o mundo em termos de divisas internacionais nas transações de comércio exterior e nas rendas que recebemos e pagamos ao exterior. SE gastamos mais divisas com o exterior do que recebemos, ou seja, se as rendas recebidas do exterior e nas exportações geram montantes inferiores ao que gastamos com importações e rendas pagas ao exterior ( como viagens, dividendos remetidos, juros pagos, fretes, etc.), temos um déficit nas contas externas. Isto significa que temos um buraco em nossa conta corrente com o exterior que precisa ser coberto com empréstimos tomados junto a bancos internacionais ou através da venda de ativos locais a estrangeiros, sejam ações, títulos de renda fixa ou participações em empresas brasileiras ( o tal do Investimento Direto Estrangeiro). E este é precisamente o nosso quadro atual, como vemos no gráfico  abaixo:

 

SALDOCC

 

 

O gráfico azul mostra a evolução de nosso saldo em conta corrente acumulado em 12 meses desde 1994, como % do PIB ( tudo que produzimos no país no mesmo período). A reta laranja mostra o saldo médio de todo o período, que é um déficit de cerca de 2% do PIB. Vemos que desde 2004 só apresentamos superavit de conta corrente ( mais receitas do que despesas com o exterior) entre 2003 e 2008 , marcado em cinza. Vimos que após o Plano Real entramos numa região de déficit bastante elevado( marcado em amarelo). Para eliminar a inflação naquele momento foi preciso manter nossa moeda valorizada diante do dólar que serviu de âncora inflacionária nos primeiros anos de estabilização. Foi isto que permitiu a quebra da inércia inflacionária que tínhamos até 1994. Vemos também a forte piora do saldo desde 2006 ( seta vermelha), que coincide com o período onde nosso R$ se valorizou fortemente diante do dólar.

O gráfico azul abaixo mostra a evolução do valor real do câmbio no Brasil calculado pelo BC desde 1994, já descontados os efeitos da inflação doméstica e internacional e da variação das diversas taxas de câmbio de nossos parceiros comerciais:

 

cambioreal

 

A taxa média real em termos de número índice é representada pela reta laranja horizontal ( aprox. 95). Quando o gráfico azul está acima de tal reta indica que, em termos relativos,o nosso R$ está mais barato e vice versa. UM real caro indica que as moedas estrangeiras estão mais baratas, o que torna as importações mais baratas e prejudica as exportações. Foi exatamente isto que ocorreu entre 94 e 99 ( após plano real) marcado em amarelo. No período entre 2000 e 2004  tivemos um processo de desvalorização de nossa moeda ( seta rosa)  que ajudou as exportações. A grande desvalorização do R$ ocorrida após 2002 ( seta rosa) deveu-se à percepção de maior risco político nas eleições de 2002 quando o PT chegou ao governo pela primeira vez. Já a forte valorização de nossa moeda que veio de 2004 até 201o ( seta negra) foi resultado da forte redução do risco econômico interno e do ambiente externo bastante favorável para os produtos básicos que são aqui produzidos. E vemos na seta verde que nossa moeda retomou o processo de desvalorização desde 2011.

Voltando a análise de nosso déficit externo, temos que um de seus principais componentes é o saldo comercial que mostra a diferença entre o que exportamos e o que importamos. O gráfico azul abaixo mostra a evolução de nossa balança comercial como % do PIB dos últimos 12 meses:

 

balcom

 

 

Apesar de termos uma balança comercial (exportações – importações ) equilibrada, isto não impede que tenhamos déficits nas contas externos, como vimos mais acima. Tais déficits que são gerados por:

a. remessas de juros ao exterior em função do endividamento externo das nossas empresas

b. remessas de dividendos das empresas que tenham participação de capital estrangeiro;

c. remessas decorrentes de pagamentos de serviços contratados no exterior, como aluguel de máquinas, de equipamentos e frete;

d. despesas com viagens ao exterior.

A soma destes valores aumentou nos últimos anos, porém a magnitude da alta não justificou o total da piora do saldo em conta corrente, como vemos abaixo:

 

pioradeficit

 

 

 

 

 

A piora do saldo de nossa conta corrente desde 2005 foi da ordem de US$ 100  bi ( vermelho), enquanto o déficit nos itens de serviços e rendas piorou US$ 60 bi. A diferença é explicada pela piora do saldo comercial que, como vemos em vermelho no gráfico abaixo, caiu, de 2005 até hoje,  US$ 40 bi :

 

 

balancaus$

 

 

Um déficit anual de US$ 85 bi como temos hoje significa que deveremos nos endividar externamente ou vender ativos brasileiros a estrangeiros neste montante anualmente. Isto significa que no futuro tais US$ 85 bi anuais irão gerar mais despesas de serviços com juros, royalties ou dividendos pagos ao exterior, piorando ainda mais nosso déficit.

Mas por que temos déficit externo?  Da contabilidade nacional sabemos que :

P = C + I + ( X – M)

onde:

P = o que produzimos, em termos de produtos e serviços internamente,

C = o que consumimos, em termos de produtos e serviços,

I = o que investimos em capacidade produtiva,

X = o que exportamos, em termos de serviços e produtos ao exterior

M = o que importamos de serviços e produtos do exterior

Ou seja:

P – (C + I) = (X – M)

Logo, nosso saldo externo ( X – M) é igual ao excedente do que produzimos sobre o total que consumimos e investimos. SE consumimos e investimos mais do que conseguimos produzir , teremos saldo externo negativo = déficit. Ou seja, a demanda interna é maior do que capacidade interna de atender tal demanda (oferta) a preços de mercado. 

Como nossa renda líquida é resultado do que produzimos aqui dentro menos o que pagamos de renda ao exterior em decorrência das dívidas e obrigações acumuladas no passado, podemos inferir que nossa renda líquida atual é insuficiente para atender nosso consumo e nosso investimento. Ou seja, para atender este excesso de demanda sobre oferta interna precisamos recorrer a importação de poupança externa, que é reflexo do déficit de conta corrente com o exterior. Ele nos mostra que temos internamente um excedente de consumo e de investimento sobre nossa renda líquida. Imagine uma família que  gasta mais do que recebe em rendimentos. No final do mês tal família tem um buraco na conta bancária, que é coberta ou come venda de bens ou com empréstimos tomados nos bancos. Este é o nosso caso. Para compensar tal “insuficiência de renda” esta família precisa importar poupança de terceiros tomando empréstimos no banco. Estes empréstimos irão custar juros, que serão pagos no futuro aumentando o buraco da família.  Se tal família não quiser quebrar, ela precisa poupar:

a. aumentando a renda familiar e manter consumo ou

b. reduzindo o consumo

Para se aumentar a renda, mais pessoas da família precisam trabalhar ou os membros das famílias precisam procurar empregos que paguem mais, ou seja, empregos onde as pessoas sejam mais produtivas, pois geram mais valor a seus empregadores. Para se reduzir o consumo é preciso rever o orçamento familiar e reduzir os gastos.

Um país nada mais é do que um aglomerado de famílias, porém com empresas e com governo. As famílias geram renda com trabalho e com o investimento de sua poupança acumulada ao longo da vida. As empresas geram rendimentos às pessoas que as controlam ( poupadores) através de dividendos ou juros pagos. Tais empresas reinvestem na produção a parcela dos lucros que não é distribuída aos seus acionistas e credores. Os governos arrecadam recursos tributando famílias e empresas, reduzindo assim os rendimentos e os lucros privados. O governo então gasta tais recursos em consumo ( oferta de serviços públicos gratuitos ou subsidiados á população), investimentos ou os transferem para outras famílias e empresas, através do pagamento de aposentadorias, de programas sociais ou de subsídios.

Para que a renda nacional cresça, precisamos aumentar o lucro real das empresas ( e desta forma seus dividendos, aluguéis ou juros pagos a seus controladores) e/ou os salários pagos a seus empregados, isto tudo de forma sustentável e não inflacionária. Isto só se consegue com o aumento da quantidade de bens produzidos ( P da fórmula acima) por tais empresas e empregados ou por aumento do valor agregado desta produção. Se mantivermos o volume de investimentos e de mão de obra disponível inalterado, isto só é possível através de aumento da produtividade geral. 

Voltando à  igualdade acima, podemos concluir que:

P – (C + I) = (X – M)

Desta forma, mantido o nível atual de produção, só podemos aumentar o Investimento I se reduzirmos o Consumo C , caso não desejemos aumentar o déficit externo. Logo, para reduzir o déficit externo, sem reduzir o Investimento e mantendo a produtividade atual, só nos resta reduzir o consumo agregado da economia. Portanto, todo aumento de Investimento precisa ser correspondido inicialmente por uma queda de consumo. Caso contrário, nosso déficit externo aumenta.

Vimos que o consumo pode ser dividido em :

a. consumo das famílias

b. consumo do governo

Para se reduzir o consumo da famílias não existe forma mais eficiente do que através da elevação dos juros, pois boa parte do crescimento do consumo é financiado através do crédito bancário, ou seja, representa um consumo no presente  financiado pela renda futura das famílias. Juros maiores acabam reduzindo a capacidade de compra atual das famílias, o que inibe o consumo presente, sem alterar a capacidade futura de consumo das famílias.

Outra forma de se reduzir o consumo das famílias é através do aumento dos impostos por elas pagos. Desta forma, a renda disponível das famílias cai, o que causa uma queda no consumo. Outra maneira do governo aumentar sua renda é através da elevação das tarifas cobradas nos serviços públicos por ele subsidiados. Isto funciona de forma similar ao aumento dos impostos. A renda que é transferida para o governo através do aumento dos impostos e das tarifas precisa ser poupada, ou seja, não pode ser usada nem em investimento tampouco no consumo. Na prática o governo usa tais recursos para amortizar sua dívida, que é a forma mais eficiente do governo investir sua poupança.

Para se reduzir o consumo do governo é preciso que se reduza a oferta de serviços públicos ou que se aumente a eficiência do setor público, de tal forma que o governo consiga assim oferecer o mesmo serviço atual com menos recursos.

Dada á elevada necessidade por investimentos na infraestrutura do país e a crescente demanda por serviços públicos, só existem as seguintes alternativas viáveis para se reduzir o consumo interno:

a. redução do consumo das famílias através do aumento dos juros, o que é plenamente justificável a esta altura dos acontecimentos pois nossa inflação está beirando o topo da banda de meta de inflação e estamos com o menor nível de desemprego dos últimos 20 anos;

b. redução do consumo das famílias através do aumento de impostos e elevação das tarifas públicas como transporte e energia, o que é mais delicado pois nossa carga tributária já é muito elevada e as tarifas já são bem elevadas;

c. redução do consumo do governo, através do aumento da eficiência do gasto público;

Os itens b e c estariam no âmbito de um ajuste fiscal ou aperto fiscal como o anunciado pelo Ministro Levy.

Uma consequência natural deste ajuste seria, como vemos, a redução do déficit externo, pois a queda do consumo levaria à queda da absorção doméstica (C+ I).  Porém a coisa não para aí. A partir do momento em que os juros trouxerem nossa inflação para o centro da meta, o aumento da poupança do governo, gerado pelo aumento de eficiência do gasto público e pelo aumento dos impostos e tarifas, provocará uma queda na trajetória do endividamento do estado e da economia como um todo. Ou seja, a demanda por crédito interno cai e a oferta de poupança aumenta. Neste cenário, seguindo a lei da oferta e da procura por capital, os juros de equilíbrio da economia caem, o que ajuda a evitar uma queda maior do Investimento.

Com a desaceleração do consumo abre-se então espaço para o aumento do Investimento sem piorar o déficit externo. Porém com a queda do consumo, o que levaria uma empresa a investir aqui? Entra em campo a tal da mudança de preços relativos que já comentei em posts passados. Para que um novo equilíbrio ocorra é preciso substituir a demanda interna perdida no processo de ajuste pela expansão da demanda externa. Uma vez que a demanda externa é definida pelo crescimento econômico no resto do mundo que não deve se acelerar nos próximos anos, só nos resta produzir bens aqui a custos menores do que aqueles que são produzidos no exterior e aumentar assim nossa parcela no comércio internacional.  

Tais preços relativos podem se alterar em função da elevação dos preços externos dos produtos que exportamos vis a vis o preço dos produtos que importamos, como ocorreu entre 2005 e 2011,  como mostro em verde no gráfico dos termos de troca abaixo:

 

termtroca

 

 

 

Isto me parece improvável, em virtude da recente queda no preço das commodities que exportamos, como mostra a seta vermelha acima. O esfriamento da economia chinesa impede uma retomada dos preços das commodities que exportamos.

Logo, a única maneira disto ocorrer é através da continuação do processo de desvalorização de nossa moeda, indicado na seta verde no gráfico abaixo:

 

 

cambioreal

 

 

 

Entretanto, tal desvalorização gera pressões inflacionárias, pois os preços dos produtos e insumos importados sobem na mesma medida. Isto então demanda a manutenção de juros elevados enquanto tal ajuste de preços relativos ocorre, para evitar que tal inflação se espalhe pelo resto da economia. É muito difícil estimar ex ante o tamanho da desvalorização real necessária para equilibrar as contas externas. Tudo vai depender da velocidade do ajuste do custo unitário do trabalho medido em moeda estrangeira, como mostra gráfico abaixo preparado com dados do BC:

 

 

cutrab

 

 

 

Ele mostra a evolução do custo da mão de obra em dólares dividido pelo volume de produção calculado pelo BC, assim definido:

Custo Unitário do Trabalho em US$ = ( Gasto total com salários em R$ / Volume produzido ) / Taxa de Cambio R$-US$

Ou seja, ele mede o gasto medido em US$ com mão de obra de uma unidade de produto. Como a série é longa, decidi aplicar o log. A reta laranja horizontal mostra a média dos últimos 17 anos. Ou seja, o custo da mão de obra ajustado pela produtividade medido em dólares, embora tenha parado de subir desde 2012, ainda se encontra acima da média. Para reduzir este custo local de produção precisamos aumentar a produtividade, reduzir os salários ou desvalorizar o câmbio, como ocorreu nos últimos anos. Com um custo de produção mais baixo, os mercados externos ficam mais atraentes, o que acaba elevando o Investimento produtivo no setor de bens comercializáveis com o exterior e reduzindo os Investimentos nos setores de bens e serviços não comercializáveis com o exterior. Ou seja, o capital muda de foco. Na prática estamos falando que os nossos salários precisam cair quando medidos em dólares. Desta forma teremos uma perda de poder aquisitivo com relação aos produtos e serviços importados, que em R$ passam a custar mais caro. Estes preços mais caros inibem seu consumo, o que aumenta a renda poupada.

Mas o que garante que o R$ vá se desvalorizar? Aqui está a beleza da coisa. Quando há a redução do consumo em função do aperto fiscal, a demanda interna cai rapidamente, levando à queda inicial do Investimento por parte das empresas. Isto acaba gerando um excesso temporário de poupança nas empresas que é usada para liquidar seu endividamento externo, o que cria um aumento da demanda por dividas externas. O fluxo de capital externo também se reduz, pois as oportunidades de investimento aqui caem. O aumento de demanda por divisas e a queda de sua oferta acabam naturalmente elevando a cotação do dólar e desvalorizando o R$.

Esse processo pode demorar na medida em que o BC mantenha os juros elevados para trazer inflação para o centro da meta e continue vendendo dólares via swaps cambiais ao mercado. Contudo, na medida em que o BC atinja seu objetivo, ele pode reduzir os juros básicos o que induz a uma depreciação mais rápida do R$. Quando o R$ atingir um novo patamar de equilíbrio, o investimento vai se acelerar novamente, em particular no setor de bens comercializáveis, pois fica competitivo produzir aqui vis a vis  importar. As empresas então param de poupar e voltam a investir, reduzindo a demanda por divisas. E o fluxo de capital externo aumenta novamente , que agora vem à procura de investimentos no setor de bens comercializáveis.

Mas o que acontece com o emprego neste processo? Ele inicialmente cai pois há uma queda da demanda agregada. Porém na medida em que o Investimento seja retomado no setor de bens comercializáveis, este passa a demandar mais mão de obra. Ou seja, o aumento temporário do desemprego é inevitável neste tipo de ajuste, uma vez que vai ser preciso uma realocação da mão de obra dos setores mais ligados ao consumo para os setores mais ligados à produção de bens comercializáveis. A boa notícia é que os salários pagos neste setor tendem a ser maiores do que os pagos no setor de serviços, pois demanda-se aí uma mão de obra mais qualificada. Mas vai ser preciso algum tempo para que a oferta de mão de obra seja qualificada para estes novos empregos.

Mas poderíamos ter evitado a necessidade  de fazer tal ajuste? Somente teríamos evitado tal ajuste se a produtividade ( produção / hora trabalhada) tivesse subido mais rapidamente, de tal forma que a elevação do custo da mão de obra que tivemos nestes últimos 5 anos pudesse ser compensada por aumento maior da produtividade. Assim o custo unitário de produção não teria subido como vimos no gráfico acima. E desta forma nosso déficit externo não teria aumentado.

Mas como poderíamos ter promovido tal aumento de produtividade? Além das reformas de oferta ( que já mencionei aqui algumas vezes), uma maior disciplina fiscal e a manutenção de superávits fiscais sólidos nos últimos anos poderiam ter provocado uma queda sustentável nos juros internos e gerado assim a poupança interna necessária para financiar um aumento do investimento em maior sincronia com o aumento do consumo. Com um volume maior de Investimentos, seria possível aumentar a produtividade do trabalho através do que os economistas chamam de capital deepening.  Foi este processo que permitiu que as economias asiáticas apresentassem taxas de crescimento econômico elevadas durante anos.  Tais países mantiveram um nível elevado de poupança interna, o que permitiu a elevação do investimento sem contudo aumentar seus déficits externos, ao mesmo tempo mantendo a inflação baixa.   Já no nosso caso, a poupança nacional, que é a parcela da Renda Nacional Líquida que não é consumida pelo estado ou pelas famílias, que já era baixa quando comparada com tais países, tem caído de forma dramática desde 2010, como vemos marcado em preto no gráfico abaixo, e tendo atingido o pior nível em mais de 14 anos ( vermelho):

 

savbrasil

 

 

Ao permitirmos que isto tenha ocorrido, nos colocamos numa situação de desequilíbrios externos crescentes com fortes pressões inflacionárias, como já escrevia aqui umas 3458 vezes. Logo, é  inevitável que passemos por um período de ajuste na demanda e da poupança. E a escolha dos Ministros Levy e Barbosa precisa que ser comemorada, pois pouca gente neste país reconhece mais a necessidade de tal ajuste e sabe como fazê-lo melhor do que estes dois. E Levy tem ainda uma vantagem: é engenheiro de formação, como este que vos fala…

Parabéns Presidenta Dilma pela excelente escolha.

E aos Ministros, desejo sucesso, pois a tarefa pela frente é bastante desafiadora.

E agora você pode me seguir em:

https://twitter.com/RicardoGalloIG

No twitter @RicardoGalloIG

 

Joaquim-Levy

 

 

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Ricardo Motta 02/12/2014 22:58

    Caro Ricardo Gallo,
    Parabéns pela clareza da análise. Em relação a margem de lucro das empresas brasileiras, desde 2008 a margem de lucro tem diminuído gradualmente. Em relação aos próximos anos, considerando esse cenário de ajustes e desconsiderando setores específicos, como essa margem irá se comportar?

    • Ricardo Gallo 03/12/2014 8:00

      tem que subir.

      porém depende do setor

      serviço e comércio deve sentir

      indústria e infra subir

      senão…

  2. 51 Dedé 28/11/2014 17:40

    Vamos ver quanto tempo irá durar.

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