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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 Bancos, Brasil, Crise Brasileira, Investimentos, Juros no Brasil, Politica Economica | 01:09

Emprestando barato para quem não precisa

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Vale muito a pena ler um estudo recente publicado no site do BC do B no link abaixo:

http://www.bcb.gov.br/pec/wps/ingl/wps378.pdf

Ele mostra estatisticamente as características e os impactos da política de empréstimos do BNDES e dos outros empréstimos incentivados pelo governo após a crise de 2008.

Suas principais conclusões são:

  • Empresas grandes e mais tradicionais, que teriam maior acesso a diversas fontes de recursos, se beneficiaram mais de empréstimos patrocinados pelo governo. Ou seja, foi emprestado dinheiro para quem tem acesso fácil a outras fontes de captação de recursos e não a empresas menores e emergentes que de fato precisariam deste apoio. Logo, a função social desses empréstimos é bastante questionável;
  • O efeito destes créditos no crescimento dos investimentos das empresas que tomaram tais recursos não é relevante;
  • Empresas mais monopolistas têm maiores chances de receberem empréstimos do BNDES;
  • Empréstimos do BNDES não foram primariamente direcionados a empresas ou projetos com maiores externalidades (benefícios) sociais, como agro, farmacêutico, serviços públicos, Infra, educação, saúde, etc;

Ou seja, está mesmo na hora de repensar o tamanho e o papel do Estado no crédito, pois além de tudo isto, tais políticas distorcem seriamente o processo de alocação de capital na economia.

PS: to no twitter @RicardoGalloIG

 

 

bcestbndes

 

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4 comentários | Comentar

  1. 54 ben 13/01/2015 5:36

    Qual é o prob de escolher os campeões nacionais ? friboi agradece heheh

    • XG 14/01/2015 19:28

      Todos. Empresas devem agir por mérito próprio, não pela mão visível do governo.

  2. 53 Ezequiel Alves 12/01/2015 7:52

    Talvez os emprestimos tenha relação com o fato de as campanhas eleitorais terem financiamentos milionários por essas empresas em troca de ganharem licitações milionárias ou algumas outras facilidades. Investigue as campanhas eleitorais de 2014, 2010, e 2016. Também tem o fato dos políticos serem dono dessas empresas ou ter uma relação mais pessoal com elas e por isso serem potegidos. Um exemplo é a ovebrech que quadruplicou o financiamento das campanhas eleitorais em comparação com as eleições anteriores e como não existe almoço gratis!!!!

  3. 52 ednoce 11/01/2015 20:57

    O novo ministro da fazenda esta repetindo o que você vem falando a anos. Minha única preocupação é quanto tempo ele dura sem a ingerência da “economista chefe”.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/01/1573323-aumento-da-poupanca-e-meta-para-ministro-da-fazenda-joaquim-levy.shtml

    • Ricardo Gallo 12/01/2015 10:18

      iremos descobrir isto quando desemprego começar a subir…

  4. 51 joao flavio 09/01/2015 6:36

    Bom Dia
    Nao vai dar tempo de ler o estudo completo , mesmo por que , acho que ele soh reporta um museu de grandes novidades
    Soh queria saber em que alinea eles classificaram o dinheiro gasto na construcao dos estadios da Copa , particularmente os de Manaus e Brasilia : Investimento a Fundo Perdido ?
    Como voce pode ver , tudo o que esta acontecendo tem ligacao
    Sera que deixar esse modelito quebrar / espatifar inteiro nao seria melhor do que ficar remendando , emendando , consertando , deferindo, diferindo
    E a turma que montou esse esquema , RINDO
    Serah que um tranco a la 1929 no Brazil seria tao desastroso quanto se pinta
    Eu particularmente nao acho . Pior do que esta , nao fica
    Mas , se fosse ,certamente iriamos recomecar de uma nova base
    Principalmente de uma nova base MORAL , que eh o que esta faltando mesmo .

    • Ricardo Gallo 10/01/2015 12:02

      Ps:quanto aos graficos, siga-me no tweeter….

    • Ricardo Gallo 09/01/2015 14:41

      eu acho que seria politicamente devastador um cenário 29 aqui. o risco de termos uma forte guinada para um populismo de esquerda bolivariano num cenário como que você coloca é enorme. Eu sugiro uma ida a Venezuela e Argentina para ver que dá sim para ficar bem pior….

      Quanto ao museu de grandes novidades, não sei se a maioria dos leitores está familiarizado com o assunto da mesma forma que você. Pode ser sim que para alguns leitores a análise que vem do próprio BC possa enriquecer o debate.

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