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terça-feira, 26 de maio de 2015 Crise Brasileira, Politica Economica | 10:46

Delfim, o furo e o futuro de Levy

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Novamente o Ex. Ministro Delfim toca o dedo na ferida em excelente artigo no Valor Econômico. Resumo:

a. falta produtividade;

b. o PT não ajuda.

Eu discordo com o segundo ponto. O PT e o Lula estão mesmo é atrapalhando e sabotando o Ministro Levy e a Presidenta, membra de seu próprio partido.  Veja, neste sentido, o artigo da Claudia Safatle no Valor de hoje:

Divergência reside entre corte e receita, sinaliza Barbosa

 Por Claudia Safatle

Para participantes do debate de sexta-feira, na 3º edição do Forum Brasil da revista “Carta Capital”, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, deixou clara a origem da divergência entre o PT e a política fiscal de Joaquim Levy, ministro da Fazenda. Ambos concordam com o diagnóstico: é de fato perigosa a fragilidade financeira a que foi levado o setor público nos últimos anos. A diferença está na escolha dos instrumentos para enfrentar essa questão. Levy quer reduzir o gasto público. O PT de Barbosa defende o aumento da receita.

Ou seja, a saída para o Partido dos Trabalhadores é a elevação dos impostos sobre os mais ricos, seja sobre grandes fortunas, heranças ou a elevação do imposto de renda para as faixas mais abastadas. Com reforço de caixa o governo pode atuar para manter baixa a taxa de desemprego e aumentar os programas de transferência de renda aos mais pobres.

Ao expor a distinção entre os dois projetos, segundo fontes qualificadas que estavam no debate, Barbosa usou uma linguagem sutil, mas ainda assim teria ficado muito claro para esses ouvintes que a tese do ministro do PT é a aplicação perfeita da dialética: se hoje o peso da despesa do Estado atrapalha, ao aumentar a arrecadação do Estado ele passa a ser a solução.

Na plateia do fórum estavam petistas que assessoram o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em seu instituto, como Paulo Okamoto e o ex-ministro Luiz Dulci.

Por trás dessa discussão há uma estratégia política que conta com o apoio de Lula. O ex-presidente, segundo fontes próximas a ele, teria em mente alçar Barbosa ao cargo de ministro da Fazenda em substituição a Joaquim Levy.

O senador Lindbergh Faria (PT-RJ), na semana passada, liderou uma rebelião contra o ajuste fiscal de Levy. Na verdade, porém, Levy até o momento está conduzindo a negociação das medidas de corte de gastos deixadas como sugestão pelo ex-ministro Guido Mantega. Da autoria de Levy, no pacote de restrição do acesso ao abono salarial, seguro desemprego e pensão por morte, há somente o projeto de lei que revê as desonerações.

Por mais que se tente, é impossível dissociar o senador petista do ex-presidente Lula, de quem Lindbergh é próximo e a quem é leal. Quando tentou fazer passar o projeto de autonomia do Banco central, Lula instrumentalizou o senador para articular a tramitação daquela proposta.

Segundo fontes da área política, Nelson Barbosa e Aloísio Mercadante, ministro chefe da Casa Civil, estão, hoje, mais próximos do que eram e falam a mesma linguagem.

O risco da estratégia em curso é alto. Se o governo mudar e não fizer um ajuste fiscal confiável, o mercado poderá fazer o serviço por ele, impondo ao país um custo gigantesco. Basta ver a situação da Grécia, da Argentina e da Venezuela.

O grande desafio para a vitória do PT nessa encruzilhada é fazer com que o Congresso Nacional aprove medidas de arrocho tributário, elevando os impostos que já são de quase 40% do PIB. A bancada do PT na Câmara e no Senado, sozinha, não é suficiente para chancelar esse projeto.

Pois é… Quando perdermos o grau de investimento, irei perguntar aos Petistas quem vai financiar os títulos públicos da dívida interna que estão nas mãos dos estrangeitos, que hoje somam mais de 20% do total da dívida pública. Leiam o excelente texto do Delfim:

O furo é mais embaixo

Por Antonio Delfim Netto

A profunda deterioração da situação econômica do país ao longo de 2014 revelada nos números abaixo, não foi um acidente. Nem resultou de formulações pouco iluminadas da política econômica. Pelo contrário, seus formuladores foram politicamente constrangidos pela prioridade da reeleição. Tanto que deixaram prontas as medidas corretivas tomadas pelo governo tão logo assumiu o seu segundo mandato. No fundo, ela é consequência do primeiro axioma da política: o máximo dever do poder é continuar no poder! Quer para continuar seu “sucesso”, quer para corrigir seus “estragos”.

O quadro geral é muito desagradável, principalmente quando se leva em conta:

1º) o descuido com o déficit público. Em 2009, na crise do Lehman Brothers, quando o crescimento do PIB foi de -0,2%, o déficit público foi de 3,2%, o que mostra a desproporcionalidade de 2014;

Brasil investiu pouco e a produtividade está estagnada

2º) que o desenvolvimento medíocre de 2014 (0,1%), contra 2,8% em 2011/2013, teve muito mais a ver com as intervenções pontuais que causaram a quebra da credibilidade do Governo do que com a conjuntura mundial;

3º) que o desequilíbrio fiscal corroeu a ação da política monetária e aumentou o custo para fazer a expectativa inflacionária convergir com maior rapidez para a meta de 4,5% e

4º) que a política de usar recursos da dívida pública para financiar investimentos que não ficam de pé sem substanciais e permanentes subsídios, elevou a relação dívida bruta/PIB a 58,9% (praticamente 7 pontos percentuais desde 2010, 51,7%). Não deixa espaço para corrigir uma eventual deficiência de demanda global. E, seguramente, pressiona o nível da taxa de juro real que aumenta a relação juros da dívida/PIB. Em 2015 o montante de juros pagos para remunerar a dívida será da ordem de R$ 400 bilhões (400 seguidos de 9 zeros!), o que distorcerá até a distribuição de renda.

Mas o que explica o baixo crescimento que vivemos é o item 2 da tabela, que revela a tragédia que se impôs ao setor industrial brasileiro. Em 1984/85 ele exportava 1,0% das exportações mundiais (e crescia a 15% ao ano desde 1963). Hoje mal chega a 0,7% (declinando 1,2% ao ano desde 1985). Este é um indicador acima de qualquer suspeita que estamos nos desindustrializando antes da hora. O Brasil investiu pouco. A produtividade do trabalhador, que depende da relação capital/trabalhador e da sua capacidade de operar o capital cada vez mais sofisticado, está praticamente estagnada. A política de valorizar o câmbio para combater a inflação, a redução da desoneração da exportação e a prática de taxas de juros reais inacreditáveis, retirou-lhe as condições isonômicas de competir.

  Vale a pena repetir: no setor industrial nunca houve “falta” de demanda global. O que houve foi uma perda da demanda da exportação industrial no início da valorização do real. E quando ela se acentuou, houve transferência da demanda interna para a importação. É isso que explica o grande aumento da demanda total de bens industrializados, em respostas aos programas de inserção social, do salário mínimo e do crédito, combinados com uma redução do crescimento da produção industrial interna por falta de sua demanda e pelo colapso da sua exportação. Foi a valorização do câmbio que modificou a relação consumo de bens de produção nacional/consumo de bens importados enquanto a soma das duas (a demanda global) crescia por efeitos da política interna (subsídios, crédito, salários), mas insuficiente para superar o tremendo malefício do câmbio.

Estamos tentando corrigir esses problemas, mas o furo é mais embaixo. A necessária “ordem” fiscal que precisamos apressar é apenas o primeiro passo. O PT não tem ajudado. É bom lembrar que foi ele quem deu aval e beneficiou-se eleitoralmente do “desastre fiscal” apontado acima. Agora, com outro movimento oportunista, tenta beneficiar-se, de novo, da desinformação dos cidadãos, esperando que as “maldades” corretivas sejam aprovadas pelo “patriotismo” dos outros. Pode parecer esperto, mas tem uma dificuldade. Supõe que os “outros” sejam idiotas…

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feira

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12 comentários | Comentar

  1. 62 ezequiel alves 08/06/2015 11:36

    E pra acrescentar no comentário anterior a conta de energia vai aumentar mesmo com a oferta de energia em alta

  2. 61 ezequiel alves 08/06/2015 10:52

    A inflação mesmo com consumo em baixa, recessão econômica, desemprego, ainda teima em continuar alta e ainda vai aumentar mais? O que está acontecendo que a inflação não baixa/de uma vez? É algum problema com a nossa economia?

    • Ricardo Gallo 08/06/2015 11:49

      sim. variosa problemas acumulados em 4 anos de bobagens…. desequilibrios monetarios, cambiais e fiscais que precisams er corrigidos…. é a vida….

  3. 60 XG 05/06/2015 15:52

    Quanto ao cambio, se os EUA subirem os juros, que é bem provável, o dólar vai disparar de forma muito forte? ou nosso governo vai tentar segurar leilões/swaps ?

    E especificando, abre margem para mais aumentos da SELIC ?

    • Ricardo Gallo 07/06/2015 15:52

      se dolar subir muito, força petro a subir preço da gasolina que por sua vez aumenta inflaçao e ferra com expectativas para 2016 e força bc a subir juros mais ainda.

  4. 59 Ezequiel Alves 02/06/2015 8:20

    Os professores da unicamp universidade de campinas fala tanta imoralidade sobre economia. Teve um professor de economia que sugeriu que como solução o governo aumentasse o valor da previdência as pessoas comprariam mais, geraria mais emprego e o governo arrecadaria mais com os impostos. Da pra ver que o professor não entende nada sobre demanda e oferta. E o interessante é que a presidente também é economista, ela não deveria ter reconhecido esses problemas economicos do brasil de imediato e resolvido? Onderealmente ela se formou em economia pra causar tantos problemas econômicos no Brasil?

    • Ricardo Gallo 02/06/2015 20:32

      vai saber… a turma adora imposto…

  5. 58 ezequiel alves 30/05/2015 8:12

    Pelo menos no passado no período de 2009 a 2010 o governo para se proteger da crise internacional, da bolha imobiliária americana que afetou o brasil aumentando seus gastos reduziu impostos sobre carros e eletrodomésticos gasolina e nesse mesmo período o banco central reduziu os juros para 8,75%. Com os preços baixos e credito mais fácil os brasileiros foram as compras e isso teve como efeito colateral no brasil a alta do PIB de quase 8%. Os royates do petróleo e da mineração não teria sozinha esse efeito todo na economia. Mas o crescimento econômico expressivo e expontâneo tem como efeito colateral a inflação. Uma preocupação que já existia no 1° mandato de Dilma tanto que os juros subiram no primeiro ano. E preocupada com a desaceleração da economia voltou a baixar os impostos dos eletrodomésticos, automóveis e gasolina anulando a intençao da alta de juros do bc que seria reduzir a demanda sobre a oferta. Mas os investimentos no Brasil diminuiram provavelmente por causa da sociedade baseada em consumo não gerar poupança e com a demanda de crédito mais alta que de oferta os juros do credito é mais alto e a obtenção do credito é mais difícil. Em seguida foi anunciada pelo governo a queda na conta de luz no período onde a demanda de energia era alta e a redução artificial dos juros e terminou o mandato com o país super individuado.

    Resposta
    ezequiel alves em 29 de maio de 2015 às 9:36 PM
    Traduzindo: os problemas que levaram o Brasil a crise econômica foi o incentivo do governo a sociedade de consumo que no primeiro momento fez o Brasil crescer mas que depois gerou a inflação e reduziu muito a popança encarecendo o credito para o investimento e consequentemente redudindo-o como também o aumento dos gastos públicos com empréstimos alguns subsidiados.

    • Ricardo Gallo 02/06/2015 7:19

      sim senhor. o tal do desenvolvimentismo burro. keynesianismo expansionista fiscal no pleno emprego. v

      turma foi muito ruim de diagnóstico. não é má fé não. foi uma mistura de incompetência, ignorância, ideologia e arrogância.

      a boa notícia é que as escolas de economia no Brasil melhoraram muito nos últimos anos.

      e queriam promover desvalorização cambial com pleno emprego e fiscal expansionista!!!??? burrice.

      problema nosso era supply side. problema dos gringos era de demanda. e os nossos tupinoconomistas usaram o remédio deles.

      qta as faculdades de engenharia só pioraram, zoando hehehehehe…

  6. 57 Clovis 29/05/2015 23:36

    Olá Galo.
    Continuo acompanhando sua coluna embora calado.
    Quer dizer…atéagora…
    Eu acho que o brasileiro, devido ao regime militar (a influencia daquele período se estende até hoje) tem baixa instrução política.
    O governo é uma coisa e o PT é outra.
    Governo e Partido são coisas distintas afinal não estamos na União Soviética, ahha
    É verdade que uma das obrigações do PT é dar sustentação parlamentar ao Governo mas de forma alguma esse apoio deve ser incondicional.
    Por exemplo:
    O ajuste fiscal precisa ser feito ( ou pelo meno, os economistas do governo acreditam que sim), portanto a principal tarefa do governo é realizar o ajuste.
    Pode ser, não sei, que Dilma preferisse que o ajuste fosse implementado principalmente via aumento de receitas, Mas isso não quer dizer muita coisa porque não depende dela, ela precisa do Congresso, o ajuste que será implementado será o que ela conseguir negociar com o Congresso.
    E o Congresso é conservador, muito conservador, A maior parte dos congressistas *(infelizmente) são empresários. é razoável de se supor que eles prefiram um ajuste via redução de despesas.
    Para o governo, um ajuste meia boca é melhor que nenhum ajuste. Além disso na base de apoio do governo há partidos que não são esquerdistas, eles também são governo.
    O PT não precisa e não deve apoiar medidas que sejam contra o programa do partido.
    Dilma tem que ceder aos conservadores se for necessário, porque é quem governa e porque os conservadores também fazem parte do governo dela.
    Não é só decidir se vai se cortar despesa ou aumentar receita mas o que cortar, o que preservar. Não existe essa babaquice que todos tem o mesmo interesse.
    Não mesmo, os interesses são antagônicos.
    É verdade que se não se chegar a um acordo o barco afunda com todos mas também é verdade que cada um está lutando ferozmente por um acordo melhor para si.
    Não há nenhum “desastre fiscal” com quer o Prof.Delfim. A crise é mundial e no enfrentamento da crise quase todos os países apresentaram deterioração fiscal, E muito mais acentuada que o Brasil.
    A crise está piorando lá fora, o PIB do primeiro trimestre dos EUA vai ser muito pior do que se esperava, um amigo me falou de -0,8%, é muito frustrante até pra mim que já estava pessimista. O que eu disse sobre os juros ,eu retiro. Não sei se dá pra ser mais agressivo. Pelo contrário, se o BACEN subir muito os juros e a recessão vier mais forte que o previsto e a tal esperada recuperação americana mais uma vez não decolar vamos ter problemas. Aumentar juros em recessão é sempre algo temerário.
    As decisões que BACEN tem que tomar não são assim tão óbvia e claras como sonha o nosso vão mercado. Profeta de fato passado é fácil de encontrar…

  7. 56 Alexandre 28/05/2015 18:00

    Ricardo Gallo,vc sempre escreveu sobre a economia brasileira.O que o Delfim está tentando explicar e está se posicionando é no sentido de explicar porque a economia não está funcionando direito atualmente no Brasil.Ora,na minha opinião,não está funcionando porque o caminho deveria ser naquele sentido dos itens que relacionei no texto e não na direção que o PT-Dilma colocaram o país.Mesmo FHC foi muito social-democrata e isto atrapalhou muito a continuidade do Plano Real.Foi feito o PROER,privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal,mas não foi suficiente para a boa continuidade.Foi a alta das commodities que deu sobrevida ao Plano Real na Era Lula (e também a aposta forte num mercado popular de massa). Temos problemas gravíssimos na forma como as coisas são feitas no país e isto tem muito do DNA do PT-Dilma ,mas também do DNA do PSDB (que tem semelhanças em algum sentido).Na minha opinião precisamos romper com este pensamento.Aécio parece vacilante e inclusive alguém o acusou de não ter um projeto para o país.Aqueles itens tratam disto:de um projeto de país;uma direção que dure no mínimo 10 anos.Vou dar um exemplo de uma semelhança do modelo FHC com o modelo PT-Dilma:FHC também tinha um pensamento bastante corporativista no sentido um tanto quanto estatizante;este pensamento disseminado no país cria o seguinte tipo de problema (vou pegar um caso bem específico) 😮 ICMbio que cuida dos parques nacionais não moderniza os parques ativando o turismo neles (que nos EUA é gigantesco) porque o pensamento é de garantir o emprego do funcionário público e de mexer o mínimo possível nas coisas.Eles sabem o que deveria ser feito,mas não fazem;e um governo social-democrata mantém esta falha.Então o que precisa mudar é o conceito dominante que está travando o país no geral da economia e também em diversas áreas mais específicas.Ou seja,basicamente o problema é de conceitos gerais,de visão de mundo e das coisas.Precisamos optar pela visão e conceitos que funcionam melhor na prática.É isto que vai nos desenvolver e melhorar a nossa qualidade de vida.Estou meio ressabiado com o pessoal das antigas depois que o Felipão treinou o meu time e naufragou…,mas,Edmar Bacha raciocina nesta linha ;ele diz que a nossa indústria está desconectada da cadeia produtiva internacional;que a ind. automob. por exemplo só quer produzir para o MI e produz “jabuticabas” e assim por diante.Na verdade acho que o problema é mais amplo e é um problema conceitual de nossa sociedade que necessita mudar;daí inclui esta parte e outras a que Bacha se refere.Mas eu sou leigo no assunto e prefiro deixar para os profissionais…

  8. 55 Alexandre 28/05/2015 15:30

    abrir a economia para que um produto no Brasil não custe o dobro do que nos eua
    baixar carga tributária de 37% do pib para 25% e junto simplificar
    dividir melhor tributação com mais para municípios e estados e menos para união
    melhorar forte a educação,saúde e segurança pública (não precisando a educação e saúde ser totalmente pública,a de se ver como funciona nos eua,japão,alemanha,inglaterra etc)
    Tudo ser gerido pela lógica da eficiência e também pela lógica em si.A lógica da horizontalidade necessária numa economia grande com 210 milhões de hab.,deixando o mercado escolher mais quem será o vencedor e eficiente,e quais setores vão se desenvolver mais e melhor.Ou seja;estado de direito,economia de mercado e livre iniciativa.Isto em si traria enorme confiança para o mercado e economia (para os agentes econômicos).
    Nada de artificialismos como combater a inflação via câmbio valorizado e preços manipulados nos combustíveis e energia elétrica.O que vai combater a infação será a abertura econômica,a melhoria educacional,aumento de produtividade e a redução da carga tributária.
    Usar o setor privado em tudo onde for possível como infraestrutura,educação,saúde etc;precisando ver só a maneira e a intensidade.
    Regular tudo isto de uma maneira factível,exemplo talvez a carga tributária só consiga ser baixada até 27% do pib,como compôr a educação e saúde geral,por exemplo,se melhorar muito a educ. e saúde pública ,as pessoas tiram filhos de escolas privadas e colocam na pública,e daí não daria para baixar a carga tributária e sim subir;por isto que é preciso saber como vai fazer isto. Criar um plano de 10 a 12 anos para implantar paulatinamente e de forma lógica isto tudo.
    Isto tudo tem que fazer aos poucos pois se abrir a economia de repente a taxa de desemprego passa de 10%.Tem que saber fazer isto.
    Isto precisa ser o novo Plano Real,aquilo que vai fundamentar o desenvolvimento do país para os próximos 10 anos ou mais.Na realidade é o complemento que faltou ao Plano Real.

    • Alexandre 03/06/2015 11:12

      Vc está certo eu não mencionei a maior necessidade de poupança interna.Esta equação tem muitas partes.Alguns já chamam de Década Esbanjada a que passou.E sua posição sobre consumo e produção também está certa;faltou produção e isto também ajudou muito no aumento da inflação.Acho que a inflação ideal anual deveria ser 2% e num máximo de 3%. 4,5% sempre achei objetivo muito alto que só serviu para esconder mazelas e propiciar um projeto político.Passamos anos vivendo de condições favoráveis exógenas e que não se repetirão no curto prazo ; e não nos preparamos para um processo econômico e social mais longo como de 10 a 15 anos a frente.

    • Ricardo Gallo 04/06/2015 3:55

      yes sir. mas o desenvolvimentistas progressistas iluminados super keynesianos nao estudaram este capítulo, erraram no diagnóstico, arrebentaram com nossa capacidade de poupar. obviamente o vies populista ajuda neste sentido.

      os caras confundiram choque de produtividade com choque de demanda… e ai sobra pro bc ter que subir juro no meio de uma baita recessão…,

      mole?

    • Ricardo Gallo 01/06/2015 15:05

      de fato precisamos de reformas urgentes. nossa crise não é fiscal. é de falta de capacidade de crescer de forma equilibrada. a crise fiscal é decorrência da falta de crescimento econômico vis a vis demandas sociais legitimas masque sobrecarregam demais o estado, exigindo maior carga tributária, o que acaba sufocando ainda mais setor privado e destruindo a capacidade de se gerar poupança interna. sem poupança não há como investir e sem investir não há como crescer.

      ó diagnóstico burro de que tínhamos um problema de falta de demanda nos trouxe a este momento de necessário mas doloroso ajuste.

      concordo com vce…

  9. 54 João 27/05/2015 17:04

    Interessante…nem parece o mesmo Delfim Neto que há pouco mais de um ano disse que existia “um pessimismo muito acima do razoável” com relação ao Brasil e que ainda, pasmem, disse que tinha “admiração pela Dilma”:

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,existe-um-pessimismo-muito-acima-do-razoavel-diz-delfim-netto,180745e

    Naquela época, com base no que eu acompanhava aqui e em outros artigos sobre a conjuntura econômica, eu já sabia que a vaca estava indo para o brejo.
    Confesso que me sinto envaidecido por ter discordado do “mestre” Delfim e ter acertado, apesar de ser um leigo.

    • Ricardo Gallo 27/05/2015 17:35

      voce nao foi o unico…ele estava enviesado…

  10. 53 Gian 26/05/2015 20:18

    Bem, falar do Delfim é chover no molhado, pois ele já teve seu ciclo, fez coisas corretas e coisas erradas, mas creio que todos os grandes caciques da economia mundial também tiveram seus erros e acertos, agora, falar do PT, aí sim a crítica é bem clara, um partido que nunca entendeu nada da evolução econômica do mundo, sempre acreditou em discursos e ações populistas, só poderia dar nisso! Gastaram Bilhões em estádios de futebol, hidroelétricas sem linha de transmissão, hidrovias sem eclusas, centenas de obras sem projetos etc, Sem falar da roubalheira!.
    Todos os poucos cérebros que tinha este partido, não aguentaram tamanha incompetência ufanista deste partido e caíram fora, como frei Beto, Fernando Gabeira, Heloísa Helena, Cristóvon Buarque, Marina da Silva e outros.
    Tudo que esta acontecendo neste país é de responsabilidade das pessoas que vivem neste país, nosso povo tem que pagar agora merecidamente por toda esta carestia e sofrimento, é o preço a pagar, é o resultado da incompetência Nacional.

  11. 52 Hudson 26/05/2015 15:44

    Delfim participou da quebra na economia em duas das várias ditaduras que tivemos, a militar e a petralha. Em vez de estar relegado ao ostracismo, é colunista de grandes jornais brasileiros. Qual a obra dele para que tenha tamanho prestígio?

    E a outra notícia trazer informações de um evento patrocinado pela “Carta Capital”… sinceramente, esperava algo melhor dos jornalistas do Valor.

    • Ricardo Gallo 26/05/2015 16:04

      obra? nao sei. mas ele é muito respeitado ainda. controverso, mas respeitado.

      e quanto ao valro economico, desculpe se ele tampouco te agradou….

  12. 51 Michel 26/05/2015 12:14

    Um tempo atrás, lembro-me de que Nakano, Belluzo e Delfim eram considerados os economistas mais influentes sobre Dilma. Nakano já me parece ter perdido essa influência faz tempo, enquanto Belluzo a manteve firme e forte.

    E o Delfim? Temos notícia? Esse artigo é duro, mas, por outro lado, é um dos poucos que aponta especificamente o fato de que o pacote de medidas corretivas já parecia estar pronto antes mesmo da eleição. Vai na contramão de notícias que indicavam que o governo só tinha se tocado da precariedade da situação mais para o fim do ano.

    • Ricardo Gallo 26/05/2015 12:20

      a paciencia com o PT está acabando. mesmo entre aqueles que ideologicamente o apoiavam…

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