Publicidade

quinta-feira, 11 de junho de 2015 Brasil, Crise Brasileira, Inflação, Juros no Brasil | 14:09

BC mostra que acabou mesmo a farra monetária

Compartilhe: Twitter

Dois fatos emblemáticos:

a. Ata do Copom de Maio, onde BC que incluiu mensagem clara que não dará trégua no combate à inércia da inflação:

28. Para o Copom, o fato de a inflação atualmente se encontrar em patamares elevados reflete, em grande parte, os efeitos de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia – realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres. O Comitê considera ainda que, desde sua última reunião, entre outros fatores, esses ajustes de preços relativos na economia tornaram o balanço de riscos para a inflação desfavorável para este ano. Nesse contexto, conforme antecipado em Notas anteriores, esses ajustes de preços fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, necessitando determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais longos. Ao tempo em que reconhece que esses ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação, o Comitê reafirma sua visão de que a política monetária pode e deve conter os efeitos de segunda ordem deles decorrentes, para circunscrevê-los a 2015.

http://www.bcb.gov.br/?COPOM191

b. Apresentação recente do Presidente Tombini defendendo com vigor o sistema de metas de inflação:  ” …o regime de metas para inflação emergiu ainda mais forte depois da crise. Nenhum dos principais bancos centrais abandonou o regime de metas para inflação, e alguns bancos centrais que não seguiam esse regime passaram a fazê-lo.”

http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/BC50_Alexandre_Tombini.pdf

Show. Acaba assim com este bla, bla, nhe, nhe, nhe, sobre flexibilizar meta, que meta é arbitrária, que um pouco de inflação a mais não dói, que o modelo é questionável, que o custo social é elevado, etc, etc. Bola pra frente.

E os dados da inflação de Maio mostram que a coisa de fato está feia e se espalhando:

 

ipcamaio

 

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201505caderno.pdf

 

Força aí, Tombini. Vai doer, mas não tem saída, infelizmente.  Sei que turma está berrando, mas estamos aqui torcendo para seu e nosso sucesso ensta luta aí. Mostra as garras para o Dragão!

 

tombinibravo

 

Autor: Tags:

4 comentários | Comentar

  1. 54 ezequiel alves 13/06/2015 11:24

    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150612_zimbabue_dolar_mdb tem uma reportagem bem curiosa a economia de um país aficano a inflação mais alta que já vi na minha vida e fato do dólar e a moeda sul africana passar a substitu a moeda local que tem uma inflação de mais de 200 trilhoes%

    • Ricardo Gallo 13/06/2015 13:27

      Brasil era assim ate 1994. inflacao aqui bateu 80% a.m.

  2. 53 ricardo r 12/06/2015 14:54

    Bom esses gráficos. Tava curioso mesmo pra ver se apesar do disparo dos preços administrados tinha mudado alguma coisa nos preços livres, especialmente serviços. Pelo visto, nada até agora. Vai ter que piorar muito (a depressão economica) antes de melhorar (a inflação).

  3. 52 Hercílio Marcos 12/06/2015 13:51

    Gallo,
    O rumo é correto mas…
    Neste cenário que se desenrola, qual rumo dos juros de CP e LP ainda este ano ?
    Como “mecânicamente” temos juros de CP mais elevados que de LP?
    Isso não é normal e não temos expectativas ancoradas para a inflação em 2016.
    Abraço

  4. 51 Luiz Alberto Lacreta 11/06/2015 15:16

    Gallo, a questão é , vai doer mas vai resolver?

    Se um dos problemas é o superavit primário, como vamos conseguir se a arrecadação está despencando via baixos faturamentos + inadiplência?

    Juros altos são essenciais para queda da inflação, mas e a dívida pública, não vai explodir? Como sair desse enrosco?

    Sei que você é mais do que capaz para responder, mas gostaria de entender.

    Abraço

    • Ricardo Gallo 11/06/2015 17:18

      Politica monetaria funciona sim. Ha custos fisais? Sim, mas quando inflacao cair juro cai.

      Para reduzir o custo de financiamento do tesouro é preciso reduzir risco Brasil ( hoje 2,5% a.a. ) e a incerteza inflacionaria, ancorando de vez inflacao no centro da meta e nao permitindo que ela se desvie do centro. Se fizermos isto , juro real cai e custo da dívida despenca.

      Além do que, se não fossem as reservas cambiais e os repasses do tesouro nacional para bancos publicos e bndes, dívida publica cai para 40% do pib apenas. Com 4% de juro real ( vs os 6% de longo prazo que hoje temos) e pib crescendo 2.5% a.a., nossa dívida estacionaria em 40% do PIB se mantivermos um superavit primario de 0.6% do PIB, ou seja, metade do que pretendemos fazer este ano…

  1. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.