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quarta-feira, 28 de outubro de 2015 Bancos, Crise Brasileira, Empresas | 12:39

Endividamento das empresas traz preocupação

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A combinação de:

  • queda das vendas
  • pressão de custos
  • juros elevados
  • endividamento crescente
  • limitações na oferta de crédito por parte dos bancos públicos por restrições fiscais

cria um cenário preocupante para a oferta de crédito privado para empresas de todos os portes, em particular para aquelas que se endividaram e investiram em excesso nos últimos anos para aproveitar o crescimento da demanda que, não só não veio, como afundou.  Tenho alertado para este risco aqui já há algum tempo. Com uma oferta de crédito mais limitada e com as empresas com saúde financeira mais fragilizada, fica difícil apostar numa rápida recuperação de nossa economia.

Por outro lado, se equacionarmos o lado fiscal, garantindo a estabilidade dos gastos públicos e da dívida pública no médio prazo, abre-se assim um caminho enorme para uma forte redução nas taxas de juros reais.

Para entender melhor como chegamos a esta situação, leia este post:

http://bicadasdogallo.blogspot.com.br/2015/10/o-filme-macro-economico-da-crise-de.html

E lembrem-se do conselho de Benjor:

http://ricardogallo.ig.com.br/index.php/2015/09/17/dica-aos-empresarios/

 

 

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Ezequiel Alves 29/10/2015 7:41

    Acha que o tesouro nacional está mais sobrecarregado de investidores comparado com outros países, a maioria faturando com os juros altoalto mais pra usar o dinheiro para o consumo que para o investimentos. Isso talvez possa ter consequências pra inflação, caso o tesouro abaixe os juros todo o dinheiro pode sair do tesouro e passar para o M1 pressiona dó muito fortemente a inflação monetária. Quer dizer que a taxa SELIC nunca será abaixada por causa dessa bolha que existe no tesouro que poderia se transformar numa superinlação caso esse dinheiro todo investido no tesouro tenha os juros reduzidos?

  2. 52 Ricardo 29/10/2015 17:07

    E para as empresas de Real Estate esse cenário é mais crítico ainda!

  3. 51 Ezequiel Alves 30/10/2015 15:24

    O controle da inflação pode ser uma boa solução para o controle das despesas das empresas. Uma mudança na politica economica para o cambio fixo (não o cambio entrelaçado que era o do plano real que comsistia no governo comprar e vender dólares ao ponto de elevar os juros de maneira estratosferica e causar defict altíssimos problemas esses causados pela especulação) através do Currency Board.

    O Currency Board nada mais é do que, como o próprio nome em português deixa claro, uma agência de conversão de moeda, cuja única função é converter a moeda nacional em uma moeda estrangeira específica (chamada de moeda-âncora), e vice-versa, a uma taxa de câmbio fixa e imutável.

    O Currency Board é meramente uma agência de conversão, e funciona literalmente como se fosse uma casa de câmbio. Ele não faz política monetária, ele não regula bancos, ele não controla juros, ele não cria moeda para comprar títulos do governo ou papeis de empresas nacionais. Ele só cria cédulas e moedas metálicas quando recebe em contrapartida a moeda-âncora.

    Nesse arranjo, juros, base monetária e crédito variam estritamente ao sabor do mercado. Não há nenhuma política monetária. A política monetária fica no piloto automático.

    O princípio de operação de um Currency Board é bastante simples e, quando obedecido ortodoxamente, muito eficaz. O Currency Board é o arranjo que se implanta quando se quer adotar uma genuína “âncora cambial”, o que faz com que a moeda de um país se torne um mero substituto de uma moeda estrangeira. A única função de um Currency Board é trocar moeda nacional (que ele próprio emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a uma taxa fixa.

    Caso um país adote o dólar como moeda-âncora, o Currency Board tem a função de trocar, sem custo e sem demora, a moeda nacional pelo dólar à taxa de câmbio fixada.

    Para funcionar assim, o Currency Board, por definição, tem de manter reservas internacionais em um volume que seja igual ou maior do que a base monetária da moeda nacional.

    Sob este arranjo, quando um empreendedor exporta produtos, ele recebe como pagamento uma moeda estrangeira — no caso, o dólar. Ato contínuo, o Currency Board emite moeda nacional a uma taxa de câmbio fixa em relação ao dólar (aumentando a base monetária) e envia o montante para o banco deste exportador (e o banco, obviamente, acrescentará os dígitos eletrônicos na conta desse exportador). Os dólares ficam com o Currency Board.

    Inversamente, quando um empreendedor importa produtos, a moeda nacional é trocada por dólares a uma taxa fixa no Currency Board: o Currency Board fica com a moeda nacional (o banco envia as cédulas para o Currency Board, contraindo a base monetária) e o Currency Board envia os dólares (na forma de dígitos eletrônicos) para a conta do exportador estrangeiro.

    Note que, sob um Currency Board, a variação da base monetária é completamente passiva. Ela aumenta e diminui estritamente de acordo com a entrada e saída de moeda estrangeira. O Currency Board não faz política monetária. Ele não pode criar moeda nacional e injetá-la na economia em troca de um ativo qualquer. Ele só pode emitir moeda nacional se receber um valor equivalente em moeda estrangeira.

    Sob este regime de câmbio estritamente fixo e de política monetária totalmente passiva, quando há um superávit no balanço de pagamentos, a base monetária se expande e os bancos ficam com mais reservas. Isso gera uma redução nos juros e, consequentemente, uma expansão no crédito e uma elevação nos preços. Ato contínuo, as importações aumentam e tende a haver uma saída de capital especulativo do país (por causa da redução dos juros), o que gera uma saída de reservas do país. Essa saída de reservas reduz a base monetária (mas não necessariamente a oferta monetária, pois os bancos continuam operando normalmente com reservas fracionárias). Os juros sobem, isso atrai capital estrangeiro (e a economia se desacelera) e o balanço de pagamentos volta ao equilíbrio.

    Esse arranjo funciona exatamente como funcionaria um padrão-ouro, com uma moeda estrangeira fazendo o papel do ouro. (Com o tempo, o balanço de pagamentos tende ao equilíbrio, de forma que tais flutuações econômicas sejam mínimas.)

    Ou seja, em vez de haver um Banco Central manipulando juros e base monetária com o intuito (impossível) de fazer uma “sintonia fina” na economia, em um arranjo de Currency Board juros, base monetária e crédito são determinados pelas forças de mercado.

    mais detalhe nesse site: http://mises.org.br/Article.aspx?id=2196

    Provavelmente esse plano não foi colocado no plano real porque o governo quer ter o controle da politica monetária do Brasil e financiar seus déficts publicos com o tesouro. Pois outra vantagem do cambio fixo é que disciplina o governo a gastar só o que arrecada, pois caso contrário os juros iriam subir e causar recessão.

    Na taxa de câmbio flutuante a moeda nacional varia diariamente ao sabor da oferta de moeda estrangeira, da demanda de estrangeiros pela moeda nacional e, principalmente, da percepção dos investidores estrangeiros e dos especuladores quanto à situação econômica e política do país.

    Sob um arranjo de taxa de câmbio flutuante, não há crises no balanço de pagamentos e, em tese, um país não precisa deter reservas internacionais. Caso haja uma fuga de capitais estrangeiros — causada, por exemplo, por uma deterioração da economia ou da situação política do país —, a taxa de câmbio imediatamente se desvaloriza e isso, em teoria, tende a estancar importações, estimular exportações e baratear investimentos em portfólio (por exemplo, compra de ações, de debêntures e títulos do governo) para estrangeiros, fazendo com que o capital estrangeiro retorne.

    Isso tudo apenas na teoria.

    A prática, no entanto, mostra que taxas de câmbio flutuante não funcionam bem para países ainda em desenvolvimento que possuem um longo histórico de instabilidade monetária ou política, e cujo Banco Central não é visto como confiável. Nestes países, a qualquer sinal de novas instabilidades, a taxa de câmbio não flutua; ela afunda.

    E junto com a taxa de câmbio vão a inflação de preços e a queda no padrão de vida dos cidadãos.

    Nem mesmo exportações são estimuladas, pois a inflação de preços resultante da disparada cambial afeta severamente os custos do setor industrial, que tem também de importar vários insumos e maquinários de qualidade. Consequentemente, não apenas os preços dos produtos fabricados sobem (pois os custos de produção subiram), como também a qualidade se deteriora (por agora utilizarem menos insumos importados), o que não ajuda a aumentar as exportações.

    Mas se quer controlar a inflação com os juros devia no minimo fazer isso direiro. Para a derrubada da inflação os juro deve ser maior em tor no de 26% ou nessa proporçao para dar de uma vez um cavalo depau na inflação, causa mais recessão? Sim. Causa desemprego? Sim. mas a inflação édefinitivamente controlada e pode ter mais poder para abaixar os juros para aumentar o investimento e ter crescimento economico mais sustentável. Enquanto quejuros aumentado de meio em meio ponto percentual só gera a espectetica nas pessoas de pegar emprestado no mes para não pagar um juros maior no outro mês de maneira seguida e com isso não tendo efeito na inflação.

    Continuando nesse regime de cambio flutuante uma maneira interessante de contrtrolar a inflação seria através da valorização do real. Primeiro seria a divulgação do que faria essa política de valorização do real perante o dola ou o franco suíço, só esse anúncio faria com que o real se valorizasse rapidamente, acabaria com o imposto do IOF sobre o dinheiro do exterior, vender reservas internacionais para sinazizar aosinvestidores internacionais para investirem no brasil e uma política de incentivo ao investidor estrangeiro, com isso o dólar vai se valorizar e com isso a inflação estará mais controlada.

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