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sábado, 31 de outubro de 2015 Ajuste, Crise Brasileira, Politica Economica | 18:38

Uma ponte que precisa ser construída por todos

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Recentemente o Vice Presidente Temer apresentou uma proposta para o debate interno dentro do PMDB, intitulada Uma ponte para o futuro:

http://pmdb.org.br/noticias/uma-ponte-para-o-futuro/

Trata-se de um texto muito bem escrito, que aborda as questões econômicas que nos afligem neste momento e que nos trouxeram àquela que deverá ser a mais prolongada recessão no pós-guerra.   Vale muito a pena ler o texto em sua íntegra que se encontra no link abaixo:

http://pmdb.org.br/wp-content/uploads/2015/10/RELEASE-TEMER_A4-28.10.15-Online.pdf

A agenda ali apresentada é, na minha opinião, fundamental, se almejamos crescer de forma sustentável nas próximas décadas, e assim manter e aprofundar as mudanças sociais que ocorreram desde o Plano Real em nosso país. É chegada a hora da verdade. Não há mais como evitar o debate que ali é apresentado.  Cabe a todas as forças políticas se manifestarem com relação às ideias ali apresentadas, que contam desde já com meu total apoio.  Vários dos conceitos ali apresentados foram apresentados em 2014 no trabalho intitulado Sob a luz do Sol, do Centro de Desenvolvimento de Políticas Públicas, o CDPP, do qual sou associado, e que teve entre seus autores o atual Ministro da Fazenda Sr. Joaquim Levy, cuja íntegra segue no link abaixo:

http://cdpp.org.br/site/wp-content/uploads/2014/09/SobaLuzdoSol_v2209_2.pdf

Gostaria listar os pontos que acho mais relevantes na proposta apresentada pelo Vice Presidente da República a seu partido:

  • Há o reconhecimento da seriedade da crise fiscal e de endividamento do Estado e que tal crise é o principal entrave para o crescimento do país, que se desacelerou muito, o que pode vir a criar crises institucionais e sociais no futuro.
  • Declara que o governo sim cometeu excessos nos últimos anos no front fiscal, porém argumenta que há fatores estruturais que fragilizam nossa situação fiscal de forma preocupante.
  • Não haveria espaço para aumentar a carga tributária, pois ela já é enorme e atrapalha o crescimento.
  • As despesas do governo cresceram em ritmo superior ao daquilo que produzimos (PIB) desde a promulgação da constituição de 1988, em função dos aumentos dos encargos do estado por ela definidos.
  • Foram criadas despesas obrigatórias e indexaram-se benefícios a índices insustentáveis de reajuste.
  • Em função da queda do crescimento e da carga fiscal elevadíssima, os déficits fiscais são a consequência inevitável de tal política de gastos fixados em lei.
  • A previdência social está em desequilíbrio, e da forma em que está será inviável em alguns anos.
  • A única maneira de se melhorar as condições de nosso povo é através do crescimento da renda e da economia.
  • Condena as vinculações obrigatórias de gastos e defende o orçamento impositivo.
  • Propõe o fim de todas as indexações para salários, benefícios sociais e previdenciários.
  • Propõe que seja feito o orçamento base zero, onde anualmente todos os programas de gasto público seriam avaliados por um comitê independente, a Autoridade Orçamentária, para averiguar sua eficácia.
  • Propõe colocar na Constituição que é obrigação da administração pública ter como objetivo de longo prazo um orçamento equilibrado.
  • Defende aumento da idade mínima para aposentadoria.
  • Defende que se acabe com a indexação da dívida pública a taxas de juros de um dia e se acabe o financiamento da dívida pública em prazos curtos.
  • Acredita que só será possível baixar os juros na medida em que inflação finalmente convirja para a meta de 4,5% a.a.
  • Os impactos fiscais da política cambial e a gestão das reservas deveriam ser discutidos no Congresso.
  • Ataca os ajustes fiscais de emergência, que não endereçam as questões estruturais e implicam sempre em perdas e sofrimentos.
  • Afirma que o modelo de crescimento adotado até agora, com base no consumo e nos ganhos do setor externo, acabou.
  • Defende abertura da economia ao exterior e a maior participação do setor privado na infraestrutura.

Enfim, vale muito a ler este texto apresentado pelo Vice Presidente a seu partido, e acompanhar os debates que ele suscitará, dentro e fora do PMDB.

Do meu lado, eu torço para que outras forças políticas de outros partidos manifestem seu apoio às ideias e propostas ali apresentadas.  Creio firmemente que esta é a única saída da crise em que nos encontramos. O resto é voluntarismo populista ou remendo de curto prazo que só atrapalha.

 

 

 

 

 

 

 

 

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Ezequiel Alves 01/11/2015 9:01

    Essa carta quer dizer que o debate sobre os problemas econômicos reais finalmente esta evoluindo e esta mais aberto. O vice Michel Temer tem meu total apoio nesse na evolução e divulgação desse debate, ainda mais ele é um dos políticos que mais leva a sériosério os problemas econômicos que está realmente acontecendo no Brasil. Alem de ser ser sincero nos reais problemas que o Brasil está enfrentando ele propõe soluções mais solidassolidas e realistas sem atentar para resoluções magicas, rápidas que tenha ganhos exacerbados e irrealistas alem de uma maior transparência nas contas. Diferente do governo que opta por esconder os problemas reais e que continua mentindo sobre os resultados reais da economia e dos problemas sociais e faz uma maior propaganda sobre um tipo de realidade e demonizando outras pessoas. Na minha cidade há muito disso.

  2. 52 ezequiel alves 03/11/2015 16:50

    Tenho uma noticia interessante para os quem defende a politica de cambio flutuante, uma gigante mundial tirou R$ 3,8 bilhões do bolso para comprar apenas uma parte de uma empresa brasileira. A Coty levou a divisão de cosméticos da Hypermarcas, um dos maiores grupos do setor privado nacional. Bem os estrangeiros realmente estãestão se aprovevitando do dolardolar valorizado e dos preço dede banana das ações das empresas para compra-las mesmo empresas com estabilidade econômica e com crescimento dos lucros e vendas alta

    • Ricardo Gallo 03/11/2015 17:24

      sim. é assim que cambio flutuante deve funcionar.

  3. 51 ezequiel alves 05/11/2015 10:41

    Tenho uma duvida intrigante que talvez você possa responder, de 2011 ou 2001 até hoje o BNDES concedeu emprestimosempréstimos de mais de 400 bilhões de reais uns 6% do PIB para as empresas supostamente investirem. Se os empréstimos foram feitos em 2011 como o PIB não aumentou na mesma proporçãoproporção pois se as empresas investissem esse dinheiro o PIB não aumentariaaumentaria esses 6%?

Os comentários do texto estão encerrados.