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Arquivo da Categoria Crise Brasileira

quinta-feira, 11 de julho de 2013 Crise Brasileira, Sem categoria | 16:01

Bradesco: cheiro de recessão no ar….

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Economistas do Bradesco revertem o tom otimista e indicam que já há alguns indícios de uma possível recessão a frente.

Veja o que o Octavio diz:

Modelo baseado em câmbio, juros e bolsa sugere recessão técnica da economia brasileira no segundo semestre. Mas não apostamos nesse cenário

– As discussões de atividade doméstica estão concentradas hoje na probabilidade de observarmos uma recessão técnica da economia brasileira (queda do PIB em dois trimestres consecutivos) no segundo semestre deste ano. Nossa avaliação sobre o tema é de que a probabilidade de termos queda do PIB no terceiro trimestre é considerável, mas a probabilidade de uma recessão técnica é baixa.

– Os principais argumentos são: (i) nossa percepção é a de que o terceiro trimestre pode ser um período de ajuste frente à alta volatilidade dos dados de atividade; (ii) o consumo das famílias deverá acelerar; (iii) a modelagem simples do PIB através de variáveis financeiras não leva em conta aspectos qualitativos; (iv) não há indicadores econômicos que já indiquem uma deterioração real da economia.

– Isso não quer dizer, entretanto, que a informação dos mercados de câmbio, juros e bolsa seja descartável. É indicativo de que a tendência de médio prazo da economia está sendo questionada, mas acreditamos que seja preciso um elemento exógeno negativo para produzir dois trimestres de PIB próximos a zero ou negativos em 2013.

Acreditamos em estabilidade dos preços dos ativos dos países emergentes com as perspectivas mais claras sobre a retirada de estímulos monetários nos EUA e o menor crescimento na China

– Acreditamos em maior estabilidade no cenário internacional nos próximos meses, após forte ajuste nos preços dos ativos observado nos últimos meses, à medida que as perspectivas sobre os próximos passos do Fed e a desaceleração da economia ficaram mais claras. A despeito da redução da volatilidade e das incertezas, entendemos que a realocação de portfólios, com redução de posições em países emergentes, e o reequilíbrio desses preços serão mais permanentes do que temporários. As curvas de juros ficarão mais pressionadas e as taxas de câmbio deverão se estabilizar em níveis mais depreciados, diante da valorização do dólar norte-americano. Com isso, daqui para frente, o monitoramento da velocidade da retomada da economia norte-americana, principalmente do mercado de trabalho, e das preocupações com a China serão fundamentais para calibrar não só os preços, mas as expectativas para as principais variáveis econômicas, como PIB e inflação.

– O balanço final dessas forças sobre os países emergentes, individualmente, irá depender, não apenas da relação com EUA e China, mas também dos seus fundamentos macroeconômicos. Em primeiro lugar, aqueles com maior proximidade comercial com os EUA tendem a se beneficiar da recuperação da economia norte-americana, como é o caso do México. De outro lado, países exportadores de commodities, como é o caso de grande parte dos países da América do Sul, devem continuar sentindo o impacto da desaceleração chinesa.

Conheça também nosso site: economiaemdia.com.br

Octavio de Barros
Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos – BRADESCO
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

MEU PITACO: Pois é…. Se a recessão vai ser técnica ( durar 2 trimestres) ou não eu não sei, mas veremos em breve uma queda do PIB…..

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quarta-feira, 10 de julho de 2013 CHINA, Crise Brasileira, Investimentos | 11:54

China continua dando sinais de fraqueza

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O comércio exterior sempre foi um excelente indicador da saúde da economia chinesa, tanto do lado de suas exportações, fundamentais para manter a máquina industrial daquele país rodando a pleno vapor, como do lado de suas importações, fundamentais para países como o nosso, cujas exportações dependem do ritmo das importações chinesas.

Pois bem, o gráfico abaixo mostra que exportações e importações chinesas continuam desacelerando :

O gráfico vermelho mostra a taxa anual de crescimento das importações chinesas e e o azul de suas importações. Até 2008 eles cresciam a mais de 20% a.a. ( verde). De 2010 para cá tem havido uma desaceleração constante ( preto), e os últimos dados ( amarelo) confirmam que o crescimento estagnou mesmo.

Péssima notícia para nossas exportações e mal sinal para o preço das commodities. Veja qual o % de demanda das commodities que se deve a China:

Steel ( aço ), 50%…

Soybean ( SOJA), 30%…

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domingo, 7 de julho de 2013 Crise Brasileira, Politica Economica | 12:44

Quem vai pagar a conta?

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Um amigo Marxista que participou dos movimentos contra a ditadura da década de 60 e 70 colocou-me as seguintes perguntas:

1.É impossível para qualquer um negar que a situação do transporte público, educação e saúde pública no Brasil é péssima, certo?
2.É inquestionável que progressos foram feitos nos últimos 20 anos, na estabilidade da moeda e na redução das disparidades sociais no Brasil, certo?
3. É evidente que existe uma demanda crescente por bens de consumo nas classes emergentes neste processo, certo?
4.Fica claro que é muito difícil aumentar a carga tributária neste país, com risco de afogar de vez qualquer investimento privado, o que legitima  qualquer desoneração tributária,certo?
5.Também é óbvio que a disponibilidade global de recursos baratos para financiar expansões de gastos públicos e privados vai diminuir ao longo dos próximos anos, certo?
6.Sendo assim, quem vai financiar estas demandas sociais crescentes, as demandas por mais gasto, por mais consumo, por menos horas de trabalho, por mais investimentos privados e públicos na infra e  por menos impostos? Do que iremos abrir mão?

Bom, as respostas às perguntas de 1 a 5 foram fáceis. Porém, como responder a número 6 ? Eu coloco aqui uma lista de possíveis respostas e deixo para  nós pensarmos:

  • Aumentando a carga tributária para 40% ou 41% do PIB, NOS COLOCANDO NO TOPO DO RANKING MUNDIAL. Fazemos isto tributando as maiores rendas, o patrimônio acumulado e o consumo de supérfluos produzidos localmente e os importados,  e promovendo um plano para atrair os recursos hoje no caixa 2 ( local e no estrangeiro, qualificando a sonegação como crime quase hediondo). É socialmente justo. Porém reduz ainda mais a taxa de poupança doméstica, o que deve aumentar ainda mais nosso déficit externo, além de expulsar o capital do país e reduzir o investimento privado;
  • Tributando a propriedade privada de imóveis, latifúndios, grandes propriedades rurais e urbanas, além dos direitos de exploração de reservas minerais, e reduzindo ao mesmo tempo os impostos na indústria local. Isto promoveria um choque positivo de renda no setor industrial, aumentando a renda e a produtividade da mão de obra no país, gerando mais impostos e maior renda para a população, que aceitaria pagar mais por serviços de maior qualidade. O duro é encarar a forte oposição de grandes empresários rurais e de grandes proprietários de imóveis;
  • Reduzindo subsídios em outras partes do governo, como no BNDEs, CEF e BB, encarando a fúria de empresários de vários setores;
  • Voltando atrás nas desonerações tributárias concedidas a diversos bens, produtos e serviços, e gerando um descontentamento ainda maior na população;
  • Congelando o valor real dos benefícios pagos nos programas sociais: MCMV, bolsa família, programas de financiamento ao consumo, e encarando a fúria da classe C e D;
  • Promovendo uma reforma da previdência, reduzindo assim os gastos crescentes com aposentadoria, encarando a fúria dos funcionários públicos;
  • Promovendo uma reforma trabalhista liberalizante, aumentando assim a produtividade do trabalho, em detrimento de alguns direitos trabalhistas, e a competitividade da indústria, seus lucros e impostos pagos. Porém o governo terá de encarar as centrais sindicais;
  • Promovendo uma repressão financeira, impondo controle de capitais,  como a Argentina e Venezuela fizeram, reduzindo os juros pagos pelo Tesouro e abandonando a meta de inflação, encarando a fúria dos poupadores e uma fuga de capitais;
  • Promovendo um plano agressivo de privatizações, de desimobilização patrimonial e de concessão, prometendo taxas de retorno mais elevadas e garantias jurídicas constitucionais aos investidores privados, gerando caixa assim para financiar tais gastos, contra a fúria das bases mais ideológicas da sociedade;
  • Desmontando a estrutura do Estado, em todos os níveis,  no legislativo, executivo e judiciário, com uma forte redução de quadros,  no número de assembleias legislativas, de tribunais, de representantes do povo, de ministérios e de estatais, gerando a  fúria de todos no poder político do país;
  • Fazer um pouco de tudo, e arrumar briga com 100% do país;
  • Endividando ainda mais o Estado ao reduzir o superavit primário do governo,  aumentando assim a carga sobre as futuras gerações, além de absorver  a escassa poupança privada hoje disponível, demandando juros cada vez maiores para equilibrar oferta de poupança e demanda por investimentos.

A lista acima poderia ser expandida ainda mais, porém ele dá uma dimensão dos desafios das escolhas que nossa sociedade e suas lideranças terão que fazer nos próximos anos para endereçar uma realidade de escassez de recursos e de explosão de demandas.

O Min Mantega parece que já fez sua escolha…. veja abaixo….


(AE) Fazenda manobra de novo para cumprir meta fiscal

Brasília, 01 – Ao mesmo tempo que prepara um corte adicional do Orçamento de R$
15 bilhões para recuperar credibilidade, o Ministério da Fazenda criou mais uma
manobra fiscal para ajudar a fechar as contas do governo. Desta vez, uma
alteração contábil permite o ingresso de dividendos no caixa e reforça receitas
para cumprir a meta fiscal do ano
.

Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira à
noite alterou o estatuto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) para incluir mudanças na forma de distribuição de dividendos
para seu acionista, a União. A alteração no estatuto ocorre pouco tempo depois
de o governo ter editado a Medida Provisória (MP) 618 que autoriza o Tesouro
Nacional a injetar mais R$ 15 bilhões, em títulos públicos, para reforçar o
capital do BNDES

Os superdividendos pagos pelo banco têm sido uma das principais fontes de
receita do Tesouro para reforçar o caixa do governo e engordar o superávit
primário, que é a economia feita para pagamento de juros da dívida. Várias
mudanças em 2012 permitiram um pagamento maior de dividendos: o banco lucrou R$
8,2 bilhões e pagou R$ 10,6 bilhões ao governo
.

As alterações na legislação, antecipando ou facilitando a entrada de dinheiro
no Tesouro, são classificadas por analistas como manobras contábeis e
fragilizam a credibilidade da política fiscal do governo. Ao julgar as contas
de 2012, o TCU chegou a dizer que o País corre risco de “argentinização”,
pois não é possível saber, com antecedência, o que entrará na conta do
superávit primário
.

Ao mesmo tempo em que pagou mais dividendos, o BNDES recebeu aportes do Tesouro
por meio de empréstimos de longo prazo, que não entram no cálculo da dívida
líquida do setor público. Esse vaivém de recursos é chamado de contabilidade
criativa pelos especialistas, sem efeito fiscal efetivo
.

Pelo decreto de sexta-feira, o banco fica autorizado a pagar dividendos
complementares, antes que as reservas de lucro para futuro aumento de capital e
para margem operacional atinjam os limites previstos. A permissão terá de ser
dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim, as reservas poderão deixar
de ser constituídas e seus saldos distribuídos a título de dividendos. Para
isso, é preciso que os recursos sejam compensados por instrumentos que sirvam
como capital em linha com as normas bancárias.

O reforço dos dividendos é fundamental para o governo cumprir o objetivo fiscal
fixado por Mantega, de superávit primário de 2,3% do Produto Interno Bruto,
chamada de “meta Mantega”. O objetivo, reforçado pelo pacto de
responsabilidade fiscal proposto por Dilma Rousseff semana passada, foi
assumido como resposta à crise de credibilidade da política fiscal. Mas é de
difícil execução
.

Novo corte

Mantega e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, preparam novo corte
de despesas de custeio da máquina, que poderá ser divulgado nesta semana. A
expectativa é de um bloqueio de R$ 15 bilhões
. Augustin espera resultado
positivo das contas públicas em junho para mostrar compromisso fiscal
.

O subsecretário do Tesouro, Cleber Oliveira, afirmou que a mudança é apenas
para reduzir burocracia. Segundo ele, as novas normas simplificam o
procedimento operacional do pagamento de dividendos, tornando-o semelhante aos
que já são já feitos na Caixa. Ele assegurou que não há mudanças no cronograma
do governo de receber R$ 24 bilhões de dividendos das estatais este ano, mas
não especificou quanto do valor será pago pelo BNDES.  As informações são do
jornal O Estado de S. Paulo.

Veja agora o comentário do Mansueto:

http://mansueto.wordpress.com/2013/07/01/mudancas-no-estatuto-do-bndes/

Hoje, algumas pessoas me consultaram hoje sobre matéria do Estadão a respeito de uma mudança no estatuto do BNDES que está no Decreto 8.034 de 28 de junho de 2013 (clique aqui). O que importa neste decreto é o Art. 25 que fala:

“Art. 25. …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

§ 6º Poderá ser realizado pagamento de dividendos complementares antes que as Reservas de que tratam os incisos IV e V do caput tenham atingido os limites previstos, mediante decisão do Ministro de Estado da Fazenda.

……………………………………………………………………………………………

§ 10. As reservas de que tratam os incisos IV e V do caput poderão deixar de ser constituídas e seus saldos distribuídos a título de dividendos, desde que sejam compensados por instrumentos que possam ser utilizados como capital para fins de apuração das normas bancárias, conforme regulamentação do Conselho Monetário Nacional ou do Banco Central do Brasil.”

O que exatamente isso significa? Bom, quem deveria explicar seria algum contador. Mas parece que para que o BNDES continuasse a recolher dividendos acima do lucro, o banco precisava ter uma reserva para fazer esse recolhimento “a mais”, uma reserva que é formada ao longo de anos pela retenção de uma parcela de lucro que não é distribuída e que forma essa reserva legal.

O problema é que o Tesouro vem forçando o BNDES a recolher dividendo acima do lucro e, assim, essa reserva vem se esgotando, o que significa que o banco teria que começar em algum momento a recompor essa reserva de lucros e passar a recolher menos dividendos ao Tesouro – veja essa matéria do jornal Valor Econômico de 13 de fevereiro de 2013.

No entanto, como o governo cada vez mais depende do recolhimento de dividendos para fechar as suas contas, o governo no meu entender flexibilizou essa regra, permitindo que não seja mais necessária a constituição da reserva prévia para o recolhimento antecipado de dividendos. Se for isso mesmo é mais um truque contábil e esse tipo de medida aumenta a suspeita da real intenção do governo e de sua equipe econômica de controlar o gasto público e parar com o uso da contabilidade criativa.


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sábado, 6 de julho de 2013 Crise Brasileira, Investimentos, Politica Economica | 13:30

Vendas dos supermercados, outra má notícia

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Mais uma má notícia que corrobora a sensação do esfriamento no consumo.

Gráfico abaixo mostra a evolução das vendas reais nos supermercados, segundo a ABRAS :

O gráfico vermelho mostra a evolução do volume mensal real de vendas nos supermercados desde 2001. O gráfico azul mostra a evolução da linha de tendência de tais vendas, que se aceleraram em 2008.

O gráfico abaixo mostra bem a desaceleração recente:

O gráfico azul mostra a evolução da taxa anual de crescimento da tendência das vendas desde 2002. Fica evidente a aceleração ocorrida a partir de 2007, quando a velocidade real de crescimento saiu de zero para cerca de 5% a.a..

Contudo notamos no gráfico vermelho que tal cenário pode estar mudando. O gráfico vermelho mostra a evolução da taxa anual de crescimento das vendas reais dos últimos 3 meses quando comparadas com os mesmos três meses do ano anterior. Fica evidente ( amarelo) a forte desaceleração ocorrida desde o final do ano passado, indicio que esta linha de tendência pode estar se preparando para descer.

Sinal que a inflação está pegando no bolso do consumidor….

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sexta-feira, 5 de julho de 2013 Crise Brasileira, Politica Economica | 13:21

Risco de apagão caiu!

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Veja a boa notícia: o consumo de energia despenca o que reduz o risco de um apagão em 2014.

Veja gráfico abaixo:

Este gráfico azul mostra a evolução da taxa anual de crescimento do consumo de energia desde 2006  ( fornecido pelo Cristiano do Fibra).

Vemos que o consumo de energia, que crescia em tempos normais a 4% a.a. ( marcados em verde), mostra uma forte desaceleração ( em amarelo),  e registra hoje uma taxa de crescimento de 2,4% a.a., a menor da série, se excluirmos os efeitos da grande crise de 2008 e 2009.

Menor consumo implica em risco menor de escassez, reduzindo o risco de um apagão, como previa o governo!!

Porém indica outra coisa bem preocupante: a economia está se desacelerando bastante!

Fico em dúvida se devo festejar ou me preocupar pois risco de recessão começa a aparecer no horizonte….

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quarta-feira, 3 de julho de 2013 Brasil, Crise Brasileira, Politica Economica | 02:15

Mais um pepino no colo do governo: o desemprego…

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Os dados do Caged ( número mensal de novos empregos gerados liquidamente) mostram que o emprego está dando sinais preocupantes de piora.

O gráfico abaixo mostra a evolução do número de novas contratações com carteira nos últimos 12 meses desde 2000:

Fica evidente a desaceleração dos últimos tempos, em vermelho, que nos coloca nos níveis de contratação que tínhamos em 2002… Ou seja, muito baixo e com tendência de queda.

O gráfico em azul  abaixo mostra a evolução das contratações mensais ajustadas sazonalmente desde 1999 e o gráfico vermelho mostra a tendência central de tal volume mensal de contratações já ajustado sazonalmente:

Em verde marquei o período de certa estabilidade que vivemos até 2003, em azul a aceleração ocorrida até o pico ( preto) de 2010. De lá para cá a tendência de queda ficou evidente ( amarelo). Ou seja, a coisa está piorando rapidamente na margem.

Isto indica que as estatísticas oficias de desemprego vão começar a mostrar uma piora nos próximos meses.

O gráfico abaixo em vermelho mostra a evolução do número ( em milhares) de pessoas empregadas nos grandes centros metropolitanos desde 2002, série ajusta sazonalmente, dados que servem de base para o cálculo da taxa mensal de desemprego divulgada pelo IBGE:

O gráfico azul acima mostra a linha de tendência desta série, usando um filtro HP. Notamos em amarelo que os últimos dados mostram uma certa mudança na tendência, mudança que pode ser vista com maior clareza no gráfico abaixo:

Ele mostra a evolução da taxa de crescimento anual da tendência do emprego calculada no gráfico anterior.Notamos em verde que tal crescimento esteve na casa dos 2,5% aa até 2010, e de lá para cá ele vem se desacelerando bastante ( amarelo).

A coisa fica mais evidente se analisarmos a evolução da taxa  de crescimento trimestral do emprego nos últimos 3 meses comparados com os 3 meses anteriores como mostrado no gráfico abaixo:

vemos em verde que tal taxa ficou entre 0% e 1,0% ao trimestre em grande parte do período. As exceções foram as quedas de 2009 ( amarelo), em decorrência da forte crise internacional, e os dados marcados em vermelho, que mostram a forte desaceleração que temos sentido.

Ou seja, o governo vai ter que lidar com mais este problema e seus reflexos nas ruas.

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terça-feira, 2 de julho de 2013 Brasil, Câmbio, Crise Brasileira, Inflação, Juros no Brasil, Politica Economica | 13:53

Itau comenta relatório de inflação do BC do B

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Veja abaixo o que pensa a equipe de economistas do Banco Itaú sobre o relatório de inflação publicado recentemente pelo BC do B.

Eu sinalizo com cores  alguns pontos que considero bem importantes:

BRASIL – Relatório de Inflação: ciclo de alta continua – Itaú

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil divulgou hoje o Relatório Trimestral de Inflação (RI) de junho. As projeções de inflação para 2013 e 2014 elevaram-se em relação ao relatório de março, principalmente pela incorporação de um nível mais depreciado da taxa de câmbio (R$2,10/US$ vs. R$1,95/US$, no cenário de referência). O Copom reafirma que o “balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável”, o que sugere que o ciclo de alta de juros continua. Mas não sinaliza urgência na implementação do aperto monetário adicional.

Avaliamos que o cenário descrito no RI de hoje é similar ao da última ata do Copom. No lado do externo, o Copom salienta a “fragilidade presente em alguns blocos econômicos”, mas afirma que “o cenário central contempla ritmo de atividade global mais intenso no horizonte relevante para a política monetária”. No Brasil, o Copom avalia que “a demanda doméstica tende a se apresentar robusta”, ainda que reconheça algum arrefecimento no consumo.

O Copom acrescenta apenas que a tendência de apreciação do dólar dos Estados Unidos é fator de risco adicional para a inflação. Mas salienta evidências de diminuição, segundo seus cálculos, do coeficiente de repasse da depreciação cambial para a inflação na última década. E lembra que “esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso”.

Como na última ata, o Copom afirma que o balanço de riscos para a inflação se apresenta “desfavorável”, e que “a política monetária deve se manter especialmente vigilante de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária”.

O Banco Central elevou as projeções de inflação. A projeção de inflação no cenário de referência (com Selic constante em 8,00% a.a., e câmbio a R$2,10/US$) para 2013 subiu de 5,7% no relatório de março para 6,0% no de junho. Para 2014 a projeção subiu marginalmente de 5,3% para 5,4%. No cenário de mercado (com Selic em 8,75% no quarto trimestre de 2013 e 8,92% no quarto trimestre de 2014; e câmbio de R$2,10/US$ e R$2,15/US$ nesses períodos, respectivamente) a projeção de inflação para 2013 se manteve em 5,8%, e para 2014 subiu marginalmente de 5,1% para 5,2%.

O Copom divulgou ainda projeções até o segundo trimestre de 2015. No cenário de referência o IPCA em 12 meses atinge 5,5%, enquanto no de mercado chega a 5,3%.

A projeção de PIB do Copom para este ano se reduziu de 3,1% (RI de março) para 2,7%. No acumulado em quatro trimestres até o primeiro trimestre de 2014, a projeção acelera para 3,0%.

O balanço de riscos desfavorável e as projeções de inflação em alta indicam, ao nosso ver, que o ciclo de aperto monetário deve continuar. Dado que o câmbio hoje está acima de R$2,10/US$, é possível que a Selic tenha que superar a trajetória implícita no cenário de mercado do RI de hoje.

Desta forma, o ciclo de alta de juros pode ser mais longo do que o inicialmente esperado. No entanto, entendemos que a manutenção da avaliação do cenário, mesmo diante da maior volatilidade nos mercados nas últimas semanas, sugere que o Copom não vê urgência em acelerar o ritmo de aperto monetário.

Ilan Goldfajn
Economista-Chefe

Caio Megale
Economista

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sábado, 29 de junho de 2013 Crise Brasileira, Politica Economica, Sem categoria, utilidade | 00:45

Veja quanto gastamos com saúde pública – versão 2.0

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Vá ao site da OMS e descubra quanto cada governo gasta com saúde….

http://apps.who.int/gho/data/node.main.78?lang=en

Veja a tabela com o ranking de 2011 dos gastos governamentais com saúde per capita que achei lá:

E veja a tabela abaixo, do mesmo site, com a expectativa de vida ao nascimento em cada país:

E completando quadro, veja qual percentual do gasto público que está focado na saúde em diversos países:

Oia nóis na fita em verde……

Nesta copa das confederações estamos na segundona…. junto com o meu Verdão e com os bolivarianos dito socialistas! Mas  o duro mesmo é engolir Argentino e Uruguaio na nossa frente…mas no futebol nois mata eles!

Ps: aposto que vai surgir gente tentando desqualificar a tabela e os dados da OMS…. quando não estamos bonito na foto é porque ou o critério está equivocado ou o juiz está roubando nois….

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